FODMAP: conceito, dieta e recomendações

Postado por Aline Soares em 22/abr/2021 -

Você sabe por que determinados alimentos causam inchaço abdominal em algumas pessoas? Um dos motivos está em um grupo de carboidratos chamado de FODMAP. Siga a leitura para saber quais são e como amenizar os incômodos intestinais ocasionados por eles.

Entre os carboidratos encontrados na composição dos alimentos, alguns se caracterizam por serem altamente fermentáveis enquanto estão sendo digeridos, chamados de FODMAPs. Por ocasionarem desconfortos intestinais, são vistos como vilões do cardápio de quem tem problemas de digestão ou disfunções no intestino

Entenda o que é FODMAP, como funciona a dieta com baixo teor de carboidratos fermentáveis e como identificar alimentos e produtos que favorecem o funcionamento do intestino.

O que é FODMAP?

Fodmap é a sigla para “Fermentable Oligosaccharides, Disaccharides, Monosaccharides and Polyols”, ou em português, “oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis fermentáveis”.  

São carboidratos de cadeia curta que, por não serem digeridos no intestino delgado, são fermentados por bactérias no intestino grosso, podendo causar gases e inchaço, além de agravar outros quadros existentes, como a síndrome do intestino irritável (SII)

Quais são os carboidratos fermentáveis?

  • Oligossacarídeos: rafinose, fruto-oligossacarídeos e galacto-oligossacarídeos;
  • Dissacarídeos: lactose, maltose e sacarose;
  • Monossacarídeos: glicose, galactose e frutose;
  • Polióis: sorbitol, manitol e xilitol.

Como os FODMAPs agem no corpo?

O estudo “Low FODMAP Diet: Evidence, Doubts, and Hopes” sugere que a ação dos FODMAPs no intestino pode ser pontuada conforme abaixo:

  • inchaço: por causa de um efeito osmótico, esses carboidratos atraem água para dentro do intestino, fazendo com que ele fique inchado e distendido.
  • gases: quando as bactérias do intestino digerem esses carboidratos, produzem gases como hidrogênio e metano, ocasionando inchaço, gases e cólicas.
  • mais ácidos: as bactérias também produzem ácidos graxos de cadeia curta, que em excesso podem causar irritação e acelerar o trânsito intestinal.

Quais alimentos contêm FODMAP?

Por mais que os FODMAPs possam causar problemas no intestino de algumas pessoas, boa parte dos alimentos que contêm esses carboidratos são nutritivos e importantes para uma alimentação saudável.

Uma revisão feita recentemente publicou os principais alimentos que são fontes de FODMAPs de  acordo com o grupo de carboidratos correspondente.

O que é a dieta low FODMAP?

A dieta low FODMAP é uma estratégia alimentar que reduz o consumo de carboidratos fermentáveis. Foi desenvolvida por pesquisadores da Monash University em Melbourne, Austrália, com o objetivo de limitar os alimentos que causam sintomas da síndrome do intestino irritável (SII).

A ideia é identificar e eliminar os alimentos que desencadeiam os desconfortos e depois reintroduzi-los gradualmente para encontrar a quantidade tolerável por cada indivíduo.

Ao diminuir a quantidade de FODMAPs na dieta, a fermentação bacteriana no intestino também diminui, aliviando os sintomas. Ainda, a alimentação adequada pode amenizar a inflamação recorrente da fermentação excessiva, assim como favorecer o equilíbrio da microbiota intestinal.

Como funciona a dieta low FODMAP?

Como o nome já diz, a dieta tem como premissa baixar ou reduzir, e não eliminar os alimentos com esses carboidratos. Até porque retirar certos alimentos da rotina pode levar a carências nutricionais, por isso é tão importante o acompanhamento de um nutricionista em qualquer plano alimentar.

De forma geral, a dieta low FODMAP tem três etapas:

  1. Eliminação: por um período de 2 a 6 semanas, todos os alimentos ricos em FODMAP são eliminados da dieta. Essa fase é crucial para identificar os alimentos que causam os sintomas.
  2. Reintrodução: após a fase de eliminação, os alimentos são reintroduzidos um a um, em pequenas quantidades e em dias separados. Isso permite identificar quais alimentos são bem tolerados e quais causam sintomas. A fase de reintrodução dura em torno de 6 a 8 semanas. 
  3. Personalização: com base nos resultados, é elaborada uma dieta personalizada, incluindo os alimentos tolerados e mudanças no estilo de vida.

Para quem a dieta low FODMAP é recomendada?

Diante da orientação profissional, a dieta low FODMAP pode ser indicada para quem apresenta problemas intestinais mais comuns, como dores abdominais, e também para quem tem disfunções mais complexas. Veja as principais situações recomendadas:

  • constipação;
  • inchaços e gases intestinais;
  • diarreia;
  • síndrome do intestino irritável;
  • doença inflamatória intestinal;
  • celíacos;
  • leaky gut syndrome – síndrome do intestino permeável.

Endometriose

Novas pesquisas também relacionam possíveis efeitos da dieta low FODMAP em outras aplicações clínicas, como em quadros de endometriose. Mas, você sabe qual é a relação?

Muitas mulheres com endometriose também sofrem com a síndrome do intestino irritável: o risco chega a ser 3 vezes maior do que em mulheres sem a doença. Os sintomas dessas duas condições se sobrepõem bastante, como inchaço e dores abdominais. Nesse contexto, os pesquisadores identificaram possíveis associações da dieta low FODMAP com a redução dos sintomas intestinais em mulheres com endometriose.

Em um dos estudos com nutricionistas que trabalham com pacientes com endometriose, todos os profissionais recomendaram a dieta low FODMAP. Entre os pacientes, mais de 75% relataram sintomas gastrointestinais controlados.

Bem-estar

O bem-estar também foi relacionado em um ensaio clínico randomizado e controlado que associou a dieta low FODMAP com a melhora da qualidade de vida, das medidas psicossociais (incluindo ansiedade) e do desempenho no trabalho em adultos com SII com diarreia.

Como saber se um alimento tem alto ou baixo teor de FODMAP?

O FODMAP Friendly Certification Program é uma certificação global que chancela produtos com baixo teor de carboidratos fermentáveis. Aliás, o grande diferencial da certificação é que ela garante que os alimentos certificados foram testados em laboratório e, comprovadamente, contam com um perfil de FODMAP baixo. 

A certificação visa apoiar e facilitar o consumo de alimentos por parte de quem apresenta problemas intestinais e segue a dieta low FODMAP, ao identificar alimentos e ingredientes.

Vale ressaltar que o selo “FODMAP friendly” é a única marca comercial de certificação registrada em todo o mundo que certifica os níveis de FODMAP dos produtos.

Selo FODMAP friendly

Selo FODMAP friendly

O selo concedido pelo FODMAP Friendly Certification Program é aplicado nos rótulos dos produtos certificados, e permite que os consumidores identifiquem e selecionem facilmente os produtos para dietas low FODMAP, além de tornar a escolha mais segura e conveniente.

 

Produtos FODMAP friendly

Ter atenção com os produtos alimentares é muito importante para quem precisa cuidar da saúde intestinal. Além de explorar a tabela nutricional, o selo da certificação FODMAP friendly na embalagem fornece maior segurança nas escolhas alimentares.

Um exemplo é o Collagen GUT, um colágeno desenvolvido para o intestino e o primeiro suplemento alimentar com o selo FODMAP Friendly no Brasil. Além da fórmula inteligente que colabora com o bom funcionamento do intestino.

Adoçado com estévia, Collagen GUT contém goma acácia, uma fonte de fibra prebiótica. Sua fermentação intestinal é lenta e progressiva, auxiliando o intestino sem causar desconforto.

Conheça Collagen Gut.

As informações fornecidas neste site destinam-se ao conhecimento geral e não devem ser um substituto para o profissional médico ou tratamento de condições médicas específicas. Procure sempre o aconselhamento do seu médico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter a respeito de sua condição médica. As informações contidas aqui não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Nunca desconsidere o conselho médico ou demore na procura de ajuda por causa de algo que tenha lido em nosso site e mídias sociais da Essential.

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Whey Protein hidrolisado e isolado com aminoácidos e nutrientes para o sistema imune.

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Glutamina 600g

Composta exclusivamente do aminoácido isolado L-glutamina da AJINOMOTO Co., com matéria-prima 100% vegetal.

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Collagen Gut Mix de Frutas

Fórmula FODMAP Friendly que combina fibras, glutamina, colágeno hidrolisado em peptídeos e outros ingredientes para a saúde intestinal.

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Collagen Gut Laranja e Blueberry

Fórmula FODMAP Friendly que combina fibras, glutamina, colágeno hidrolisado em peptídeos e outros ingredientes para a saúde intestinal.

R$235,00

Bellini, Massimo et al. “Low FODMAP Diet: Evidence, Doubts, and Hopes.” Nutrients vol. 12,1 148. 2020.

Paula Lucas Zapata et al. “The low-FODMAP diet”. Anales de Pediatría. vol. 101, 2024.

O’Brien, Leigh et al. “Evolution, adaptation, and new applications of the FODMAP diet.” JGH open : an open access journal of gastroenterology and hepatology vol. 8,5 e13066. 20 May. 2024.

Weynants, A et al. “The long-term effect and adherence of a low fermentable oligosaccharides disaccharides monosaccharides and polyols (FODMAP) diet in patients with irritable bowel syndrome.” Journal of human nutrition and dietetics : the official journal of the British Dietetic Association vol. 33,2. 2020.

 

Ovo de Páscoa Fit

Postado por Aline Soares em 06/abr/2021 - Sem Comentários

Páscoa é sinônimo de chocolate. E pode ser sim, super saudável! Nossas receitas de páscoa estão especiais. Quer aprender como fazer um ovo de páscoa saudável, sem açúcar e sem lactose? É só acompanhar abaixo. E não esquece de se inscrever no canal do Youtube para assistir todas as receitas.

  • Rende 2 ovos de 220g

  • Tempo de preparo: 40 minutos

  • Dificuldade: difícil

 

Ingredientes

  • 5 + 1/2 barras de Chocolift.
  • 600ml de leite de coco.
  • 100g de Carbolift.
  • 25g de coco ralado.

Modo de Preparo

  • Derreta 2 + 1/2 barras de Chocolift em banho-maria. 
  • Enquanto o chocolate derrete, pique 1 + 1/2 barra de Chocolift em pedaços pequenos e reserve para temperar o chocolate. 
  • Assim que terminar de derreter, espere esfriar um pouco até ficar morno.
  • Misture o chocolate picado para temperar e até derreter bem. 
  • Despeje todo o chocolate nas duas formas de ovos e leve ao freezer por 10 minutos.
  • Enquanto isso, para fazer um leite condensado, misture o leite de coco e o Carbolift em uma panela e leve ao fogo até reduzir, em média, 1/3 do volume. 
  • Para desenformar o ovo, espalhe papel-alumínio sobre a bancada, lembrando de não tocar diretamente no ovo para que ele não derreta. 
  • Para o recheio de beijinho, misture 100g do leite condensado preparado e 25g de coco ralado. 
  • E para o recheio de brigadeiro, misture 1/2 barra de Chocolift com 100g do leite condensado preparado no fogo até derreter. 
  • Leve os dois recheios para a geladeira por, pelo menos, 2 horas para pegar consistência. 
  • Depois, é só rechear os ovos e decorar da forma que você preferir. 
  • Estão prontos!

Média Nutricional

Porção de 110g

tabela nutricional ovo de pascoa fit

“As informações fornecidas neste site destinam-se ao conhecimento geral e não devem ser um substituto para o profissional médico ou tratamento de condições médicas específicas. Procure sempre o aconselhamento do seu médico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter a respeito de sua condição médica. As informações contidas aqui não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Nunca desconsidere o conselho médico ou demore na procura de ajuda por causa de algo que tenha lido em nosso site e mídias sociais da Essential.”

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Food & Behavior Trends 2026 e o futuro da nutrição

Postado por Aline Soares em 05/abr/2021 -

Saiba quais vão ser as tendências de alimentos, bebidas e suplementos para os próximos anos, segundo instituições especializadas no assunto.

As nossas escolhas alimentares estão conectadas com o nosso comportamento. Por isso, para compreender o que é tendência no universo de alimentos, bebidas e suplementos, é fundamental ter conhecimento de quem vai ser o consumidor do futuro e dos seus interesses. 

Acompanhe neste artigo as principais food & behavior trends 2026 identificadas por estudos globais. Confira como variedade, consciência e prazer vão permear nossos hábitos, e como esses aspectos se farão presentes na forma como nutrimos o corpo e a mente.

Consumidor do futuro: bem-estar, propósito, transparência e inovação

Depois de passar pela onda dos alimentos industrializados nas décadas de 80 e 90 e da conveniência dos fast foods dos anos 2000, o consumidor começou a despertar para uma alimentação mais funcional. 

Atualmente, sabemos que a alimentação balanceada é mais do que uma tendência: é um pilar importante para ter qualidade de vida. Esse caminho vem sendo refinado e, para os próximos anos, o consumidor quer mais do que rótulos saudáveis: ele busca equilíbrio, autenticidade e experiências que unem corpo, mente e planeta.

O relatório da WGSN traçou o perfil dos consumidores do futuro. Entre os atributos identificados, a pesquisa destaca que eles valorizam pequenas alegrias, simplicidade e cuidado; autenticidade e propósito; transparência, honestidade e fatos reais; além de serem movidos pela curiosidade, unindo tecnologia e humanidade. Essas características direcionam para uma visão de bem-estar integral que reflete nas escolhas alimentares. 

Seguindo esse rastro, as decisões de compra deixam de ser impulsivas e passam a ser intencionais, baseadas em valores. Como exemplo, no caso dos suplementos, as pessoas querem saber de onde vem cada ingrediente, como ele é produzido, como colabora com o seu corpo e com o seu momento, e qual impacto gera no ambiente.

Tendências de alimentos e bebidas

Além de conhecer o consumidor dos próximos anos, o estudo Mintel 2026 Global Food and Drink Predictions complementa a visão para o futuro da nutrição. Segundo os especialistas, a alimentação terá 3 grandes tendências: será diversificada e focada em produtos tradicionais e de origem confiável, além de intencionalmente sensorial. 

Diversidade alimentar

A dieta do futuro será diversa, inclusiva e facilitada pela Inteligência Artificial (IA), indo além da proteína e das fibras.

Você deve ter reparado que alguns nutrientes têm um lugar de destaque nas dietas atuais. A proteína é um deles. A importância do consumo trouxe para o foco do mercado alimentos proteicos, versões enriquecidas com o nutriente e de diferentes fontes, como o colágeno.

Além da proteína, a fibra também está na vitrine, ao lado da saúde intestinal, que é considerada uma das prioridades da saúde integral nos últimos anos. Incluir fibras na dieta é um hábito alimentar que vem crescendo no ocidente, mas que já é praticado com frequência em países da Ásia.

O protagonismo das proteínas e das fibras

O relatório da Mintel pontua o interesse crescente por alimentos ricos em proteínas e fibras dos consumidores de países importantes para a economia mundial . É interessante acompanhar a evolução entre os anos de 2021 e 2025.

Em resposta ao consumo máximo de certos nutrientes, a primeira tendência do relatório da Mintel indica um avanço para a diversidade alimentar. O estudo destaca que os consumidores sentirão os benefícios da quantidade de proteína e de fibra adequadas e evoluirão para dietas mais variadas, focadas em ingredientes culturais variados e efeitos funcionais.

“Dos consumidores dos EUA que almoçam, 71% dizem que a variedade é um fator importante na hora de escolher o que comer no almoço”. Mintel, 2024

Somado a isso, a inteligência artificial ajudará as pessoas a criarem receitas diversas, recomendando ingredientes e novas combinações. Aplicativos podem ajudar a monitorar suas refeições e oferecer dicas de especialistas, além de gerar ideias de preparações com base nos ingredientes que o consumidor tem em casa.

O que também vai estar em alta:

  • Saúde intestinal desde a infância: os pais tendem a incluir cuidados com a saúde intestinal dos pequenos desde cedo, oferecendo nutrientes que fortaleçam a microbiota.
  • Fibras contra os microplásticos: as fibras alimentares vão ampliar a sua popularidade. Estudos mostram que elas podem facilitar a excreção de microplásticos, evitando seu acúmulo no organismo. Vale lembrar que essas micropartículas estão associadas à desregulação endócrina, danos celulares e outras adversidades.
  • Nutrição de precisão: blends personalizados de sementes, ervas e especiarias criados a partir do DNA e da epigenética do consumidor estão entre as tendências. Essa combinação, que pode ser inserida em preparações ou polvilhada na comida, é desenvolvida para objetivos de saúde (como intestino, metabolismo, inflamação, hormônios, entre outros) considerando as particularidades do indivíduo.

Em suma, a diversidade alimentar surge como resposta a um cenário que priorizava nutrientes específicos. Agora, com mais conhecimento, novos benefícios e ferramentas de IA que ampliam repertórios e combinações, consumidores passam a explorar ingredientes que tornam a alimentação mais variada, funcional e direcionada às suas demandas atuais de saúde e bem-estar.

Rejuvenescimento retrô

O resgate do passado como ferramenta de resiliência

O estudo da Mintel indica que há uma macrotendência dos consumidores buscarem conforto em tradições do passado. Nesse cenário, técnicas antigas voltam para a rotina alimentar: fermentação, conservação natural, preparo artesanal e sazonalidade reaparecem por oferecer alimentos mais frescos, menos processados, sustentáveis e alinhados à busca por autocuidado simples e acessível. 

Ainda, esse movimento coloca o tradicional como resposta a desafios atuais, como o desperdício na alimentação, excesso de processamento dos alimentos e necessidade de transparência na produção.

“28% dos consumidores japoneses se sentem motivados a comprar alimentos e bebidas fermentadas. O interesse sobe acima de 40% entre mulheres com mais de 40 anos.” Mintel, 2024

O respeito pelo passado também renova o conceito de upcycling. Sobras, partes pouco valorizadas dos alimentos e insumos ancestrais se tornam base para produtos que unem inovação, memória afetiva e responsabilidade ambiental. 

O relatório mostra exemplos bem legais de upcycling, como berries congeladas feitas com  purê de frutas vermelhas e tâmaras que seriam descartadas. Elas ficam perfeitas para preparar smoothies, vitaminas, bolos e até como snack.

O que também vai estar em alta:

  • O uso consciente dos recursos destaca produtos liofilizados, congelados e de longa duração, vistos como práticos e sustentáveis. 
  • Crescimento de ingredientes tradicionais e medicinais, como ginseng, cúrcuma e ervas asiáticas.
  • Revalorização de bebidas e receitas antigas. Alguns exemplos são o café vietnamita e o molho romano garum, um condimento fermentado.

No fim, o rejuvenescimento retrô revela que revisitar técnicas, ingredientes e saberes ancestrais não é apenas nostalgia, mas uma estratégia atual de resiliência — capaz de trazer mais transparência, praticidade e sustentabilidade aos alimentos que vão estar no nosso prato.

Intencionalmente sensorial

Sensorialidade como resposta prática e emocional

Essa macrotendência destaca os atributos sensoriais dos alimentos como um diferencial funcional, e não apenas como algo visual ou que deixe a experiência mais lúdica. Os elementos sensoriais (como cor, textura e aroma) vão estar nos alimentos de uma forma muito mais pensada, para melhorar a experiência ao comer e beber. 

Como exemplos, produtos sensoriais se tornarão mais inclusivos e baseados em evidências:

  • Texturas mais macias para idosos.
  • Aromas e visuais menos agressivos para neurodiversos, como autistas.
  • Satisfação sensorial em porções menores para usuários de análogos de GLP-1.

A evolução do comfort food

Na carona dos cuidados com a saúde mental, temos um fenômeno chamado de “food therapy”, que será um passo adiante do comfort food. 

A personalização entra mais a fundo e surgem alimentos que unem paladar, textura, aroma e som para apoiar o equilíbrio emocional. Snacks que ajudam a aliviar o estresse, chás calmantes, crocância e texturas divertidas e sabores suaves que ajudam a conduzir o sono são bons exemplos.

“43% dos sul-coreanos que compraram salgadinhos, nozes, pipoca ou snacks de carne, compraram esses produtos para melhorar o humor.” Mintel, 2025

Assim, a intencionalidade sensorial reforça que cor, textura, aroma, sabor e som deixam de ser detalhes estéticos e passam a atuar como ferramentas práticas de bem-estar, tornando a alimentação mais inclusiva, emocionalmente acolhedora e adaptada às necessidades de cada pessoa.

Interações casuais e sem álcool

Já o relatório da Innova destaca, entre as tendências, que os consumidores estão abrindo mão dos compromissos sociais noturnos para interações mais casuais, diurnas e em espaços que estão favorecendo o senso de comunidade e até mesmo promovendo o bem-estar. 

As cafeterias vem se destacando nesse sentido. Elas abraçam pessoas que trabalham de forma remota e apreciadores de café, servem muito bem para um bate-papo e atualmente organizam as Coffee Party, uma tendência de festa diurna que mistura o ambiente de cafeteria com música.

Ao lado dessa tendência, a demanda por alternativas sem álcool, como os soft drinks e bebidas funcionais, está crescendo, já que os consumidores buscam equilibrar o bem-estar com o prazer social.

Tempo para si

O que antes poderia ser um momento que era preciso preparação ou colocar na agenda para que acontecesse, hoje as pessoas sabem da importância de ter um tempo para si e passarão, cada vez mais, a priorizá-lo, encontrando pequenos momentos na rotina para conectar-se consigo e manter o equilíbrio.

“Globalmente, 1 em cada 3 consumidores afirma que passar um tempo sozinho ajuda quando estão estressados, e 29% relatam que desfrutar de uma experiência gastronômica e de bebidas se encaixa em seu “momento para si”. Innova, 2025

Tendências de suplementos para 2026

Além dos alimentos e bebidas, as tendências da nutrição também contemplam os suplementos alimentares. Para guiar as novidades dos próximos anos, o relatório desenvolvido pela Vitaquest mostra os possíveis destaques de 2026. Acompanhe os principais:

Proteínas vegetais

As proteínas vegetais se posicionam como alternativa ao whey protein e às proteínas animais. Entre os motivos estão o menor risco alergênico, a sustentabilidade e o crescimento das dietas veganas e vegetarianas. 

Por aqui, destacamos a proteína de fava, uma das mais inovadoras, além de blends inteligentes de proteínas que apresentam perfis que se complementam, como arroz, ervilha e girassol.

Nootrópicos

Para apoiar a saúde mental, os nootrópicos se consolidam como uma das categorias mais ascendentes. São suplementos reconhecidos por seus efeitos no foco, na aprendizagem, na saúde cerebral e na resistência ao estresse mental. 

Há diversos suplementos com nutrientes que favorecem o funcionamento do cérebro e a clareza mental, como o clássico ômega-3 e a promissora L-teanina.

“29% dos consumidores afirmam que o bem-estar mental os motivou a simplificar suas vidas.” Innova, 2025.

Pós-bióticos

Provavelmente você conhece os probióticos e prebióticos, que sempre estão na lista de suplementos para a saúde intestinal. Mas, a tendência do próximo ano mostra um interesse no subproduto deles: os pós-bióticos.

Esses compostos são peptídeos ou fragmentos de probióticos, ou ainda substâncias produzidas por eles durante o processo de fermentação, resultando em ácidos graxos de cadeia curta, enzima e outras substâncias que favorecem a saúde. Por terem uma estabilidade interessante, estão sendo recomendados não só na suplementação, mas também em cosméticos

Os pós-bióticos ajudam no funcionamento do sistema imunológico e nas respostas anti-inflamatórias, contribuem para uma digestão mais eficiente, para uma barreira intestinal mais fortalecida e ainda podem apoiar tanto a perda de peso quanto a saúde da pele.

Longevidade

Produtos voltados à qualidade de vida nas fases mais avançadas estão recebendo mais atenção. Um ponto interessante é que consumidores mais jovens também estão se interessando por suplementos que favorecem a saúde a longo prazo.

Nutrientes que contribuem para a saúde celular, a vitalidade, a manutenção da massa muscular e a redução de inflamação estarão presentes em suplementos para a longevidade que serão tendência no próximo ano. 

Colágeno, aminoácidos essenciais e CoQ10 são exemplos de suplementos aliados à qualidade de vida.

Saúde da mulher

Fórmulas específicas para a saúde feminina avançam rapidamente, abordando tanto questões fisiológicas quanto estéticas, como menopausa, fertilidade, saúde urinária e microbiota feminina, além de pele, cabelo e unhas. Essa tendência ganha força com o movimento global de personalização e autocuidado.

Alguns exemplos citados na pesquisa são o extrato de cranberry para a saúde urinária e a vitamina D para a fertilidade.

Efeitos dos análogos de GLP-1

Mesmo que você não tenha interesse em emagrecer, deve ter acompanhado o “boom” das canetas emagrecedoras nos últimos anos. As taxas crescentes de uso aumentaram o interesse por suplementos para dar suporte ao tratamento com análogos de GLP-1

O relatório coloca luz em nutrientes e compostos que podem complementar o uso das canetas e trazer resultados mais sustentáveis a longo prazo. Entre eles, os suplementos de peptídeos de colágeno são citados por apoiar a elasticidade e firmeza da pele, contribuindo para lidar com a flacidez que pode acontecer juntamente com a perda rápida de peso.

A creatina também é citada como um aminoácido que ajuda a manter a massa magra durante o processo e que também segue em um lugar de destaque no meio da suplementação.  

Vale destacar que há quesitos importantes para colocar atenção quando o assunto é emagrecimento acelerado e GLP-1. Preservar a massa magra, manter o equilíbrio dos nutrientes e da hidratação e cuidar do bem-estar intestinal são pilares importantes para se manter saudável durante o processo e após o fim do tratamento. 

Sono

Os suplementos para melhorar o sono e o relaxamento também aparecem na lista de tendência. Um dos motivos é que muitos consumidores buscam soluções que não sejam medicamentosas, mas que tenham comprovação científica.

Entre os exemplos, o relatório destaca a glicina como um ingrediente capaz de reduzir a temperatura corporal central, facilitando o início do sono, além de atuar como um neurotransmissor inibitório que contribui para o relaxamento.

A melatonina foi destacada, além de suplementos que combinam magnésio, triptofano e outros ingredientes tradicionalmente associados ao relaxamento.

Beleza “in & out”

A busca por pele, cabelo e unhas mais saudáveis impulsiona os suplementos que atuam de dentro para fora, combinando nutrição, ciência e estética. A tendência cresce com o desejo por soluções preventivas e rotinas de beleza integradas.

Tudo indica que o conceito in & out beauty vai seguir crescendo, e que a união entre nutricosméticos que favorecem a saúde cutânea com o skincare limpo e comprovadamente eficaz será a tendência. 

A pesquisa destaca os peptídeos de colágeno para linhas finas e elasticidade, ceramidas para hidratação profunda, astaxantina para proteção antioxidante, ácido hialurônico para retenção de água e queratina para dar força e brilho ao cabelo e resistência às unhas.

Saúde intestinal

O intestino se tornou o centro das discussões acerca de bem-estar, influenciando imunidade, humor, metabolismo, digestão, pele e até saúde mental. Assim, os consumidores estão olhando para o trato intestinal para apoiar a saúde de forma geral, e isso impulsiona fórmulas que fortalecem a microbiota e melhoram o funcionamento digestivo.

Entre os suplementos que apoiam a saúde intestinal, estão probióticos e fibras prebióticas como FOS, inulina e psyllium.

Gamers

Com o crescimento dos e-sports, alguns suplementos se direcionam para apoiar a rotina dos gamers, que precisam de foco, tempo de reação e resistência mental, ampliando a suplementação além do universo esportivo físico.

A pesquisa destaca os suplementos para a saúde ocular, com os carotenoides luteína e zeaxantina para proteção contra luz azul, emitida pelos aparelhos eletrônicos. O óleo de krill também pode ser recomendado, que é fonte de ômega-3, importante para o processo de aprendizagem e para a saúde dos olhos, do cérebro e das articulações.

Hidratação

Combinando beleza e bem-estar físico, os suplementos voltados à hidratação crescem tanto entre atletas quanto entre consumidores focados em pele. Isso, porque reforçar a hidratação é uma tendência que vem se consolidando ao lado do aumento da prática de atividade física (com destaque para as corridas aqui no Brasil) e do conhecimento mais aprofundado das necessidades da pele.

Exemplos incluem suplementos com eletrólitos para equilíbrio hídrico e cosméticos com ativos hidratantes, como ceramidas, astaxantina e peptídeos de colágeno para hidratação e elasticidade da pele.

Suplementos: personalização, transparência e eficácia comprovada

O crescimento de linhas específicas direcionam para uma suplementação mais personalizada em 2026, como exemplos: para quem deseja cuidar do intestino ou quer melhorar a pele, para quem utiliza produtos kosher, para a saúde da mulher, para quem tem diabetes e muitas outras indicações mais pontuais.

Somado a isso, a transparência se torna um diferencial essencial. O consumidor quer clareza sobre a origem, eficácia e segurança de cada ingrediente. Por isso, as certificações  são essenciais para identificar produtos que utilizam matéria-prima de alta qualidade e com comprovações científicas.

Resumo das principais tendências de 2026

  • Bem-estar integral guiando escolhas alimentares
  • Consumo intencional, com propósito e transparência
  • Diversidade alimentar além de proteínas e fibras
  • IA aplicada à nutrição personalizada
  • Saúde intestinal como eixo central do bem-estar
  • Nutrição de precisão baseada no indivíduo
  • Resgate de técnicas e ingredientes tradicionais
  • Sustentabilidade, upcycling e redução do desperdício
  • Sensorialidade funcional e inclusiva nos alimentos
  • Alimentação como apoio emocional (“food therapy”)
  • Socialização diurna e crescimento do “sem álcool”
  • Proteínas vegetais e blends inteligentes
  • Nootrópicos e saúde mental em alta
  • Suplementos para longevidade e qualidade de vida
  • Personalização e comprovação científica na suplementação

Por fim, o futuro da alimentação e da suplementação está num equilíbrio real, possível e sustentável. O consumidor deseja entender o que consome, confiar nas marcas que escolhe e sentir prazer em cada experiência — do rótulo ao sabor, do benefício ao propósito.

Para acompanhar as tendências na prática e ficar de olho em lançamentos e assuntos que estão em alta durante o ano todo, assine a nossa newsletter.

 

As informações fornecidas neste site destinam-se ao conhecimento geral e não devem ser um substituto para o profissional médico ou tratamento de condições médicas específicas. Procure sempre o aconselhamento do seu médico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter a respeito de sua condição médica. As informações contidas aqui não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Nunca desconsidere o conselho médico ou demore na procura de ajuda por causa de algo que tenha lido em nosso site e mídias sociais da Essential.

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Casella C et al. Preliminary Study on PCC-Chitosan’s Ability to Enhance Microplastic Excretion in Human Stools from Healthy Volunteers. Foods. 2025.

Innova Market Insights (2025). Top Ten Trends 2026: Shaping the Future of Food & Beverage.

Mintel. 2026 Global Consumer Predictions: From today’s signals to tomorrow’s trends. Mintel.

Vitaquest International. 2026 Supplement Trends: 17 High-Growth Categories To Watch. Vitaquest.

WGSN (2026). Consumidor do futuro 2026 [Relatório de tendências].

Entenda mais sobre a função do intestino

Postado por admin em 30/mar/2021 -

O intestino não está entre os órgãos que recebe muita atenção. A maioria das pessoas só se lembra dele quando sente sintomas de seu mau funcionamento, como em casos de prisão de ventre ou cólicas, por exemplo. Porém a medicina não para de descobrir novas funções desse órgão. Mais do que absorver nutrientes e eliminar toxinas, hoje se sabe que o intestino também age na produção de neurotransmissores e hormônios (que influenciam no bem estar e também no ganho ou perda de peso) e no controle do sistema imunológico e das inflamações pelo organismo. Saiba nesse texto mais sobre esse importante e pouco conhecido órgão do nosso corpo.

Função do intestino delgado

O intestino delgado se estende entre o estômago e o intestino grosso. A principal função do intestino delgado é absorver os nutrientes dos alimentos, permitindo que alguns minerais, vitaminas e outros sejam incorporados na corrente sanguínea para aproveitamento pelo organismo. O intestino delgado é dividido em 3 partes: duodeno, jejuno e íleo, que absorvem os seguintes nutrientes:

  • Gorduras;
  • Colesterol;
  • Carboidratos
  • Proteínas;
  • Água;
  • Vitaminas: A, C, E, D, K e complexo B;
  • Minerais: ferro, cálcio, magnésio, zinco e cloro.

Função do intestino grosso

Última parte do sistema digestivo, o intestino grosso também atua na absorção dos nutrientes contidos nos alimentos ingeridos. Ele também é responsável pela absorção de água e pela quebra da celulose dos alimentos, que é feita com ajuda da microbiota intestinal. Além disso, outra função do intestino grosso é formar o bolo fecal, que elimina resíduos dos alimentos e toxinas indesejadas pelo organismo.

Funções do intestino como um todo

A ciência mostra que o intestino como um todo é responsável por uma série de outras funções, tão importantes quanto a absorção de nutrientes e a eliminação de toxinas. Confira:

Produção de hormônios e neurotransmissores

O intestino é ligado ao cérebro por aproximadamente 500 milhões de células neuronais, que atuam de forma bi-direcional, levando e trazendo informações e comandos. Através da liberação de neurotransmissores e hormônios, esse sistema controla:

  • movimento do alimento no intestino;
  • sensação de bem-estar;
  • sensação de fome ou saciedade.

Além disso, cerca de 90% da serotonina, um dos principais “hormônios da felicidade”, é produzida no intestino. 

Barreira imunológica

Com cerca de 300m2 de área de contato, o intestino é a principal porta de entrada do organismo, o que gera grande interação com o sistema imunológico. O muco que cobre toda a superfície intestinal contém diversas moléculas que barram fisicamente a entrada de patógenos (moléculas causadoras de doenças). “Atrás” do muco está o tecido epitelial, que tem na junção entre suas células o espaço necessário para permitir a passagem de nutrientes, mas barrar patógenos que possam  atravessar o muco. Com isso, cerca de 70% das células do sistema imune estão concentradas no intestino.

Microbiota intestinal e obesidade

Em ação conjunta com o sistema nervoso, a microbiota intestinal atua na produção e liberação de neurotransmissores e hormônios que controlam o movimento da comida no intestino e as sensações de bem-estar, fome ou saciedade. A microbiota influencia também na regulação dos níveis de açúcar no sangue e na forma de armazenamento de gordura no corpo.

Quando em desequilíbrio, ela pode ainda provocar um processo inflamatório, que tem potencial para deixar o intestino permeável, uma condição que permite a passagem de bactérias e toxinas para o organismo. Assim, aumentam as possibilidades de ocorrência de obesidade, síndrome metabólica e Diabetes tipo 2. Saiba mais sobre as funções da microbiota intestinal.

Ameaças à saúde do intestino

O intestino pode entrar em desequilíbrio por fatores de origem interna ou externa ao organismo, mas de ocorrência relativamente comum. Confira:

  • substâncias tóxicas derivadas da dieta, como alimentos mal digeridos, corantes, conservantes e adoçantes artificiais;
  • mau funcionamento de outros órgãos, que podem produzir toxinas que chegam ao intestino;
  • substâncias liberadas em quadros de estresse crônico;
  • ação de alguns medicamentos, como antibióticos;
  • substâncias químicas, como agrotóxicos, álcool e tabaco;
  • compostos produzidos por bactérias maléficas.
  • ação dos análogos do GLP-1, medicamentos indicados para o controle da glicose e perda de peso acelerada, que agem diretamente na sensação de fome, fazendo com que a ingestão de alimentos seja drasticamente reduzida. Com isso, há uma diminuição no consumo de fibras e na motilidade intestinal, o que impacta o funcionamento intestinal.

No intestino, essas substâncias podem gerar diversas consequências, que podem ser leves, como:

  • Inchaço e gases;
  • Cólica;
  • Fadiga;
  • Dores de cabeça;
  • Sensibilidade alimentar.

Ou severas, como:

  • Corpo altamente inflamado;
  • Hiper permeabilidade intestinal (leaky gut)
  • Imunidade baixa;
  • Síndrome do intestino irritável;
  • Alergias;
  • Obesidade;
  • Depressão e alterações no humor.

Dicas para manter o intestino saudável

Confira dicas para melhorar a alimentação e os outros fatores de risco para a saúde intestinal:

Selecione melhor seus alimentos – Evite produtos que utilizem versões artificiais de corantes, saborizantes ou conservantes. O bom é que essas informações estão na própria embalagem dos alimentos. Saiba como ler e interpretar a tabela nutricional.  

Dedique atenção à sua alimentação – Em tempos de tantos estímulos, é preciso direcionar a atenção para o momento da nossa alimentação. Isso garante uma melhor mastigação, que é a primeira etapa na digestão dos alimentos. Conheça e pratique o mindful eating.

Controle seus níveis de estresse – Apesar de ser uma reação natural do organismo, o estresse pode se tornar prejudicial se não for administrado. Entre as ferramentas mais utilizadas para isso estão o sono de qualidade e a prática de exercícios físicos. É possível também baixar os níveis de estresse através do contato com a natureza.

Suplemente o intestino – Assim como o whey é recomendado para a formação de músculos, o intestino também tem suplementos específicos para o seu funcionamento. O Collagen Gut é um colágeno desenvolvido para o intestino, e é o primeiro suplemento alimentar do Brasil com certificação FODMAP friendly. Comprovadamente, Collagen Gut pode ser indicado para dietas low FODMAP.

As informações fornecidas neste site destinam-se ao conhecimento geral e não devem ser um substituto para o profissional médico ou tratamento de condições médicas específicas. Assim, as informações contidas aqui não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Procure sempre o aconselhamento do seu médico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter a respeito de sua condição médica. Por fim, nunca desconsidere o conselho médico ou demore na procura de ajuda por causa de algo que tenha lido em nosso site e mídias sociais da Essential.

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Microbiota intestinal: o que é e como pode ser fortalecida

Postado por admin em 30/mar/2021 -

A importância da microbiota intestinal vem se tornando cada vez mais conhecida. Muito se fala da sua ligação com a produção de neurônios e com as defesas do organismo contra doenças. Mas, saiba que as suas funções vão além disso. Conheça os detalhes do funcionamento da microbiota e dicas para mantê-la saudável.

O que é a microbiota intestinal

A microbiota intestinal é o conjunto de microrganismos (bactérias, vírus, fungos e arqueias) que habitam o trato gastrointestinal, principalmente o intestino grosso. Esses microrganismos desempenham um papel essencial na saúde humana, influenciando a digestão, o metabolismo, o sistema imunológico e até mesmo a saúde mental.

Ela é composta de mais de 1.000 espécies diferentes, porém predominam as bactérias chamadas de probióticos, que são representadas pelas Bifidobactérias e Lactobacilos. Essas espécies vivem em harmonia com o nosso corpo, nos ajudando em diversos processos. Confira.

Microbiota intestinal e sistema imunológico

Estima-se que aproximadamente 70% de todas as células do sistema imune estão ligadas ao trato gastrointestinal. Por esse motivo, o intestino age como um regulador da imunidade. Somado a isso, ele produz anticorpos e algumas bactérias da microbiota produzem uma espécie de muco, que reveste as paredes intestinais, evitando a entrada de patógenos (agentes ou organismos causadores de doenças) e permitindo a passagem de nutrientes. 

Microbiota intestinal e sistema nervoso

O cérebro e o intestino se comunicam de forma dinâmica e complexa, formando um eixo bidirecional, cujo equilíbrio está associado à composição da microbiota intestinal. O papel modulador que esse ecossistema exerce sobre o eixo cérebro-intestino e, concretamente, sobre a saúde mental é uma área que está em franco crescimento na ciência.

Hoje já se sabe que a microbiota atua na produção e liberação de uma grande variedade de neurotransmissores e hormônios, como a serotonina, a dopamina, a acetilcolina, a noradrenalina e o ácido gama-aminobutírico (Gaba). E que, dependendo da seleção e disponibilidade de bactérias no nosso intestino, pode ocorrer uma redução na produção de neurotransmissores e hormônios que exercem influência sobre o humor, a irritabilidade, a ansiedade, a saciedade e a capacidade de concentração. 

Microbiota intestinal e obesidade

Também em ação conjunta com o sistema nervoso, a microbiota intestinal atua na produção e liberação de neurotransmissores e hormônios que controlam o movimento da comida no intestino e as sensações de bem-estar, fome ou saciedade. A microbiota influencia também na regulação da forma de armazenamento de gordura e dos níveis de glicose no sangue.

Quando em desequilíbrio, ela pode ainda provocar um processo inflamatório, que tem potencial para deixar o intestino permeável, permitindo a passagem de bactérias e toxinas. Assim, aumentam as possibilidades de ocorrência de leaky gut, obesidade, síndrome metabólica e Diabetes tipo 2.

Microbiota intestinal e absorção de nutrientes

A microbiota intestinal regula a absorção, pelo intestino, dos nutrientes ingeridos através da alimentação. Ao produzir e liberar enzimas, ela também ajuda a digerir os  alimentos que nem o estômago nem o intestino delgado foram capazes de digerir. Adicionalmente, atua na produção de algumas vitaminas.

O que pode desregular a microbiota intestinal

O desequilíbrio da microbiota intestinal pode ser causado por diversos fatores. Confira alguns dos mais comuns:

  • substâncias tóxicas derivadas da dieta, como alimentos mal digeridos, corantes, conservantes e adoçantes artificiais;
  • mau funcionamento de outros órgãos, como fígado, que podem produzir ou não eliminar toxinas que chegam ao intestino;
  • substâncias liberadas em quadros de estresse crônico;
  • ação de alguns medicamentos, como antibióticos;
  • ingestão de substâncias químicas, como agrotóxicos, álcool e tabaco;
  • compostos produzidos por bactérias maléficas;
  • privação de sono ou um sono irregular pode favorecer bactérias associadas à obesidade e inflamação;
  • redução da diversidade bacteriana que pode ocorrer com o avanço da idade;
  • efeitos colaterais do uso de análogos do GLP-1, medicamentos para a perda de peso e controle da glicose que agem diretamente na redução da sensação de fome. Ao comer menos, o consumo de fibras fica prejudicado e a motilidade intestinal diminui, impactando a saúde da microbiota.

Entre as consequências, podemos citar as mais comuns:

  • Inchaço e gases;
  • Cólica;
  • Fadiga;
  • Dores de cabeça;
  • Sensibilidade alimentar.

Ou complexas, como:

  • Corpo altamente inflamado;
  • Imunidade baixa;
  • Síndrome do intestino irritável;
  • Alergias;
  • Obesidade;
  • Depressão e alterações no humor.

Como melhorar a microbiota intestinal

Assim como influencia a saúde do corpo como um todo, a microbiota intestinal depende de um organismo saudável para manter seu equilíbrio. Dessa forma, o controle do estresse, a contenção no uso de antibióticos e a adoção de uma dieta saudável devem ser perseguidos por quem deseja fortalecer sua microbiota. 

Nutrientes para a saúde intestinal

Em relação à dieta, as fibras das frutas, verduras, castanhas, legumes e grãos integrais são boas opções para as bactérias do intestino. Quando as bactérias digerem essas fibras, também chamadas de prebióticos, produzem ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), que nutrem as células da barreira intestinal, melhoram a proteção e podem ajudar a prevenir inflamações.

Além disso, os probióticos também se mostram grandes aliados da microbiota por serem considerado bactérias do bem que podem ajudar a regular este universo de microrganismos do nosso intestino, e estão presentes em alimentos fermentados, como kefir, kombucha e iogurtes.

Outro caminho para reforçar a microbiota pode ser a recomendação de suplementos que ajudam a nutrir a nossa saúde intestinal. Fibras, probióticos, glutamina, colágeno, e outras formulações estão entre eles. Confira!

As informações fornecidas neste site destinam-se ao conhecimento geral e não devem ser um substituto para o profissional médico ou tratamento de condições médicas específicas. Assim, as informações contidas aqui não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Procure sempre o aconselhamento do seu médico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter a respeito de sua condição médica. Por fim, nunca desconsidere o conselho médico ou demore na procura de ajuda por causa de algo que tenha lido em nosso site e mídias sociais da Essential.

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Entenda como o colágeno ajuda o intestino

Postado por admin em 30/mar/2021 -

Uma proteína importante para a estrutura do corpo, mas também para a saúde intestinal. Confira como o colágeno ajuda o intestino a se manter em bom funcionamento e entenda a importância de cuidar da condição digestiva para levar uma vida mais saudável.

Os benefícios do colágeno para a pele são bem conhecidos, mas e para o intestino? Assim como fortalece a estrutura cutânea, o colágeno ajuda a manter a integridade da barreira intestinal, protegendo o organismo de substâncias nocivas e garantindo uma digestão e uma absorção adequada de nutrientes. 

Neste artigo, vamos explorar como o colágeno age no intestino e como ele pode contribuir com a barreira intestinal e com a proteção da saúde.

Como o colágeno age no intestino?

A estrutura do intestino é revestida por uma barreira protetora que atua fisicamente como um mecanismo de defesa do corpo e impede que bactérias e toxinas permeiem e sigam para a corrente sanguínea. 

Essa barreira conta com junções intercelulares na sua formação que são essenciais para a comunicação e adesão entre as células. Na prática, elas selam a passagem de macromoléculas entre duas células das paredes do intestino, induzindo os nutrientes a passarem por dentro das células. Dessa forma, o corpo tem um melhor controle do que será ou não absorvido, a chamada permeabilidade seletiva.

Algumas situações favorecem o enfraquecimento ou o rompimento das junções intercelulares, e, consequentemente, o desalinhamento e afastamento das células da barreira protetora: 

  • uso de medicamentos/antibióticos a longo prazo;
  • substâncias químicas, como agrotóxicos e álcool;
  • desequilíbrio da microbiota intestinal;
  • infecções bacterianas;
  • consumo excessivo de açúcar, gordura saturada e aditivos alimentares;
  • alimentação inadequada em nutrientes;
  • má digestão e absorção dos nutrientes.

Com o rompimento das junções, o intestino fica “poroso” e a condição digestiva pode ficar comprometida, além de deixar o organismo mais suscetível a microrganismos que podem adentrar na corrente sanguínea e desencadear problemas de saúde.

Fortalecimento da barreira intestinal

O colágeno é um dos principais componentes do tecido conjuntivo, que dá sustentação às células do tecido epitelial e ao intestino como um todo. Além disso, ajuda a fortalecer as junções intercelulares, auxiliando na manutenção da integridade da barreira intestinal.

A ciência vem associando a contribuição do colágeno para a saúde do intestino. Uma pesquisa identificou os efeitos da suplementação diária de 20g de peptídeos de colágeno sobre os sintomas digestivos em mulheres adultas. Ao final do estudo, as voluntárias reduziram em 4,8 pontos a percepção dos sintomas; a pontuação de inchaço diminuiu em 31%, com grande tamanho de efeito, e a de constipação em 19%.

Os resultados evidenciam o importante papel do colágeno na manutenção das junções, atuando na permeabilidade seletiva, regulação da homeostase e absorção de nutrientes. Além disso, mostra papel protetor contra possíveis toxinas, patógenos e inflamação.

Para quais condições intestinais o colágeno é recomendado

  • Permeabilidade intestinal: estudos demonstram que o colágeno, especialmente os peptídeos bioativos, podem ajudar a fortalecer a barreira intestinal, mantendo a permeabilidade seletiva e protegendo o organismo contra a entrada de substâncias nocivas;
  • Inflamação intestinal: devido ao seu papel em manter a homeostase intestinal, há evidências de que o colágeno possui propriedades anti-inflamatórias;
  • Desequilíbrio da microbiota intestinal: uma vez que a barreira intestinal está relacionada à microbiota, o colágeno poderia influenciar na composição da mesma, favorecendo o crescimento de bactérias benéficas e contribuindo para a saúde intestinal.

Essas situações citadas acima podem desencadear sintomas leves ou até mais graves, estando associados a condições de saúde como:

  • inchaço e gases;
  • fadiga;
  • cólicas;
  • sensibilidade alimentar;
  • síndrome do intestino irritável;
  • leaky gut ou síndrome do intestino permeável;
  • alergias;
  • imunidade baixa;
  • inflamação de baixo grau;
  • obesidade.

Como escolher o colágeno ideal para o intestino?

Vale destacar que o trato intestinal pode ser protegido e fortalecido com uma dieta adequada, com alimentos integrais, frutas e hortaliças, e com uma hidratação eficiente. Além disso, suplementos podem ser alternativas para nutrir a barreira intestinal, fortalecer e ajudar a equilibrar a microbiota com efetividade.

O colágeno está presente em alguns alimentos. Porém, a suplementação é uma opção que garante boa quantidade e maior biodisponibilidade do nutriente. 

Peptídeos de colágeno

Os peptídeos de colágeno hidrolisado apresentam uma melhor absorção. Por isso, ao escolher um suplemento de colágeno, é importante verificar a forma como as moléculas do nutriente estão na composição. 

Composição saudável

Além do colágeno, confira os outros ingredientes da fórmula. Imagine apostar em um suplemento para melhorar a sua saúde intestinal que contenha emulsificantes, fibras fermentáveis, açúcares, adoçantes e aromas artificiais? Saiba que esses componentes podem interferir negativamente no funcionamento do intestino.

Fórmulas aprimoradas

Além da renovação e manutenção estrutural da barreira protetora, um suplemento direcionado para a saúde do intestino potencializa os seus efeitos ao ter uma fórmula aprimorada com ingredientes que proporcionam outras ações benéficas para o funcionamento do intestino.

Além do colágeno, prebióticos, aminoácidos, antioxidantes, vitaminas e minerais também são aliados da saúde intestinal.

Produtos FODMAP friendly

Alguns alimentos contêm FODMAPs, que são carboidratos altamente fermentáveis, como algumas fibras e açúcares, os quais podem ocasionar desconfortos intestinais. Assim, é importante para quem apresenta quadros de inchaço, cólica, distensão ou doenças como síndrome do intestino irritável, preferir produtos seguros e com baixo teor desses nutrientes.

Conheça o Collagen Gut, o primeiro colágeno desenvolvido para o intestino e o primeiro suplemento alimentar com o selo da certificação FODMAP Friendly no Brasil. 

As informações fornecidas neste site destinam-se ao conhecimento geral e não devem ser um substituto para o profissional médico ou tratamento de condições médicas específicas. Assim, as informações contidas aqui não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Procure sempre o aconselhamento do seu médico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter a respeito de sua condição médica. Por fim, nunca desconsidere o conselho médico ou demore na procura de ajuda por causa de algo que tenha lido em nosso site e mídias sociais da Essential.

Chen, Qianru et al. “Collagen peptides ameliorate intestinal epithelial barrier dysfunction in immunostimulatory Caco-2 cell monolayers via enhancing tight junctions.” Food & function. 2017.

Abrahams, Mariette et al. “Effect of a Daily Collagen Peptide Supplement on Digestive Symptoms in Healthy Women: 2-Phase Mixed Methods Study.” JMIR formative research. 2022.

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Como lidar com os sintomas da Síndrome do Intestino Irritável

Postado por admin em 26/mar/2021 -

Algumas pessoas convivem com problemas intestinais e desconhecem doenças que podem ocasioná-los, como a síndrome do intestino irritável. Entenda como ela acontece e como amenizar os sintomas.

Você sabia que até 20% dos adultos convivem com a Síndrome do Intestino Irritável (SII)? A condição que soma diversos sintomas relacionados à irregularidade e aos desconfortos intestinais. Ainda, é possível que esses percentuais sejam subestimados. Afinal, nem todos sabem do diagnóstico e acabam convivendo com os sintomas por anos.

Por ser considerada uma condição crônica, saber lidar com a SII é o grande segredo para preservar o intestino e, consequentemente, o bem-estar, e a saúde de forma geral.

Saiba o que é, os principais sintomas e dicas para manejar a síndrome do intestino irritável com mudanças no estilo de vida e na alimentação.

O que é a Síndrome do Intestino Irritável (SII)?

A síndrome do intestino irritável (SII) é um distúrbio crônico que afeta o trato gastrointestinal, causando desconforto abdominal e alterações nas funções do intestino

Apesar de ser uma condição comum, a SII não apresenta uma determinada lesão, ela é a soma de sintomas característicos, o que dificulta o diagnóstico e gera muitas dúvidas sobre suas causas.

O que causa a síndrome do intestino irritável?

A ciência ainda não sabe exatamente o que causa a SII, mas estudos indicam que seja uma combinação de vários fatores:

  • Permeabilidade intestinal aumentada: a permeabilidade intestinal alterada pode levar a uma maior hipersensibilidade visceral e menor sensibilidade à dor, desencadeando sintomas mais graves nesses indivíduos .
  • Alterações na microbiota intestinal: disbiose e alterações na composição da microbiota intestinal podem modular a função imune, de neurotransmissores e a permeabilidade intestinal, influenciando o desenvolvimento e a gravidade da SII.
  • Fatores psicossociais: estresse, ansiedade e depressão são as comorbidades mais frequentes em indivíduos com SII. Em situações de abalo emocional, o cérebro, percebendo essa tensão, envia sinais para o intestino, que pode reagir com cólicas e diarreia. Essa é uma forma do corpo responder ao estresse, mas, em algumas pessoas, essa resposta pode ser exagerada e causar desconforto significativo.
  • Disfunção do eixo cérebro-intestino: alterações nas vias neurais, endócrinas, imunes e do microbioma intestinal podem contribuir para a hipersensibilidade e para a percepção alterada da dor característica da SII.

Ainda, a literatura destaca que predisposição genética, inflamação/infecção e fatores ambientais, como a dieta, são fatores que podem contribuir com essas condições.

Quais os principais sintomas da síndrome do intestino irritável

A síndrome de intestino irritável é caracterizada por diversos sintomas, muitos deles similares aos encontrados em outras doenças. Entre os mais comuns, estão:

  • Dor abdominal relacionada ou aliviada pela evacuação; 
  • Casos repetitivos de prisão de ventre ou diarreia;
  • Sensação de inchaço abdominal;
  • Sensação de esvaziamento incompleto após a evacuação;
  • Dor contínua e forte ou cólicas na região inferior do abdômen;
  • Flatulência exagerada.

Como saber se tenho SII?

O diagnóstico da síndrome do intestino irritável deve ser feito por um médico que saberá analisar a combinação de sintomas e também realizar exames, como de sangue ou fezes, que possam indicar a condição e o tratamento adequado, assim como descartar ou considerar a presença de outras doenças.

Como lidar com a síndrome do intestino irritável?

Uma das formas para lidar com a SII está no fortalecimento da microbiota intestinal. Essa comunidade de microrganismos que habita o intestino desempenha um papel fundamental na saúde, auxiliando na digestão, na produção de neurotransmissores e na modulação do sistema imunológico.

Quando a microbiota intestinal está desequilibrada, ela pode contribuir para o desenvolvimento e a persistência dos sintomas da SII. Alterações na composição e na função desses microrganismos podem levar à inflamação intestinal, ao aumento da permeabilidade da mucosa intestinal e à disfunção do sistema nervoso entérico, agravando os sintomas da síndrome.

Se você está se perguntando como fortalecer a microbiota, saiba que há hábitos e escolhas alimentares que podem ajudar, e muito, a amenizar os sintomas e viver com mais qualidade de vida.

Manejar o estresse

A pesquisa Impact of psychological stress on irritable bowel syndrome destaca que a SII é uma combinação de intestino irritável e cérebro irritável. Os pesquisadores vêm mostrando que os estresses psicológicos têm impacto marcante na sensibilidade, motilidade, secreção e permeabilidade intestinal. 

Por isso, o gerenciamento do estresse é altamente recomendado para quem deseja fortalecer sua microbiota intestinal e, por consequência, prevenir ou diminuir os sintomas da síndrome do intestino irritável. Técnicas de relaxamento, atividade física, mindfulness e meditação ajudam a manter o equilíbrio da mente e a promover o bem-estar.

Ainda, é importante ressaltar que nem todas as pessoas que vivenciam situações estressantes desenvolvem a SII.

Adaptar a dieta

A alimentação é um ponto crucial para lidar com a síndrome do intestino irritável. As instituições National Institute for Health and Care Excellence (NICE) e the British Dietetic Association (BDA) destacam entre as recomendações nutricionais:

  • refeições regulares; 
  • ajuste da ingestão de fibras;
  • ingestão adequada de líquidos; 
  • avaliação da ingestão de álcool e cafeína;
  • redução da ingestão de gordura;
  • avaliação de ingredientes apimentados.

Ainda, a dieta com baixo teor de carboidratos fermentáveis é uma ferramenta para adequar a alimentação de forma individualizada e pode ser recomendada como tratamento de segunda linha. Chamada de dieta low FODMAP, ela consiste em identificar alimentos que contêm carboidratos que levam à produção de gás intestinal e distensão, e que podem potencializar sintomas da SII, em diminuir consideravelmente seu consumo por um período e em reintroduzi-los, gradualmente, na alimentação.

  • Leia também: O que é FODMAP? Conheça o conceito, a dieta e as recomendações.

Suplementos aliados da saúde intestinal

Os probióticos, também conhecidos como bactérias “boas”, desempenham um papel fundamental na manutenção da saúde intestinal, ajudando a reequilibrar a flora, melhorar a digestão e ajudar a aliviar os sintomas gastrointestinais. Por isso, os suplementos de probióticos são uma alternativa para auxiliar a restaurar o equilíbrio da microbiota intestinal.

Outra opção pode ser o uso de um suplemento alimentar desenvolvido para o intestino. O Collagen Gut reúne fibras, aminoácidos, peptídeos de colágeno, MSM, ácido ortosilícico e outros ingredientes ativos com alto poder de absorção e aliados da microbiota intestinal.

Ainda, é o primeiro suplemento alimentar do Brasil com certificação FODMAP friendly, podendo ser consumido em dietas low FODMAP. Conheça o Collagen Gut!

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Heaton, K W et al. “Symptoms of irritable bowel syndrome in a British urban community: consulters and nonconsulters.” Gastroenterology. 1992.

Mearin, Fermín et al. “Bowel Disorders.” Gastroenterology. 2016.

Rej, A et al. “The role of diet in irritable bowel syndrome: implications for dietary advice.” Journal of internal medicine. 2019.

Adriani, Alessandro et al. “Irritable bowel syndrome: the clinical approach.” Panminerva medica. 2018.

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Entenda a relação entre atividade física e imunidade

Postado por admin em 15/mar/2021 -

A prática de atividade física faz bem para a saúde por vários motivos. Um deles é que ao se exercitar, você pode ajudar no fortalecimento do seu sistema imune. Para entender como isso acontece, acompanhe este post.

A prática regular de atividade física é recomendada pela medicina para atingir diversos objetivos ligados à saúde. E, ao promover a saúde como um todo, o esporte também está relacionado com nossa capacidade de evitar e combater doenças.

Alguns estudos comprovam que pessoas que praticam atividade física regularmente têm menor incidência de infecções bacterianas e virais, além de outros indicadores de um sistema imunológico mais fortalecido.

Confira qual é a relação entre a atividade física promovida por exercícios regulares e a imunidade.

Como funciona nosso sistema imunológico

Para explicar como o exercício ajuda a melhorar a imunidade, é interessante contextualizar brevemente como o nosso sistema de defesa é formado e quem são os seus “soldados”.

O sistema imunológico é uma barreira de defesa sofisticada e bastante adaptável. Pode gerar uma variedade enorme de células e moléculas capazes de reconhecer e eliminar uma grande quantidade de micro-organismos invasores. Ele é dividido em sistema imune inato e sistema imune adaptativo. 

Sistema imune inato

O sistema imune inato é a nossa primeira linha de defesa, a qual combate as ameaças assim que elas são detectadas pelo organismo, sem uma “estratégia” definida. Ele é composto por células e moléculas chamadas de neutrófilos, eosinófilos, basófilos, monócitos, células natural killer e enzimas.

Sistema imune adaptativo

A segunda linha de defesa, caracterizada como imunidade adaptativa, é capaz de modular sua estratégia de acordo com as características de cada ameaça. O sistema imune adaptativo é composto por linfócitos T e B e por imunoglobulinas. 

 

Benefícios da atividade física para o sistema imune

Um princípio que você precisa ter em mente é que o nosso corpo funciona bem quando está em homeostase,  ou seja, em equilíbrio. Ainda, ele tem capacidades incríveis de se reorganizar na tentativa de manter essa harmonia constante. Os desequilíbrios, por vezes, estimulam alguns mecanismos que podem ser benéficos ou prejudiciais. E, favorecer as condições para que o corpo sempre retorne ao seu “eixo central” é a grande sacada para o seu funcionamento pleno.

Neste contexto, um estudo científico mostrou que o exercício físico promove uma alteração no equilíbrio do nosso organismo, estimulando uma reorganização da resposta imune.  Ainda. quando o exercício físico tem intensidade moderada (que não causa exaustão), há um aumento permanente nas células do sistema imune, tanto naquelas que pertencem ao sistema inato quanto ao adaptativo. 

Como consequência, as pessoas que praticam atividades físicas regulares demonstraram menor incidência de infecções bacterianas – como sinusite, conjuntivite e sífilis, por exemplo – e virais – como gripe, sarampo e hepatite A, por exemplo -, além de menor incidência de neoplasias, que podem dar origem a tumores.

Excesso de exercícios, exaustão e o sistema imunológico

Esta melhora geral nos indicadores do sistema imunológico, no entanto, tem um limite.  O estudo identificou que atividades físicas intensas, que levam o atleta à exaustão todas as vezes, tendem a enfraquecer o sistema imunológico. Repetitivas infecções no trato respiratório são relativamente comuns em atletas que se submetem a grandes esforços.

Neste cenário, por mais que o estudo tenha mostrado um aumento dos componentes do sistema imunológico durante a prática, há uma redução na quantidade de alguns deles após a atividade. A diminuição pode deixar o organismo mais suscetível a vírus e bactérias por um período de até 72 horas. Além disso, outros dois fatores são apontados como possíveis causadores do enfraquecimento do sistema imunológico após o exercício: 

  • Glutamina: com a alta na demanda de glutamina para recuperação dos músculos, ela pode entrar em falta no organismo, que a usa também para fortalecer a barreira imunológica intestinal. Além disso, ela é o principal combustível para linfócitos, macrófagos e fibroblastos;
  • Cortisol: o hormônio do estresse, liberado em grandes quantidades durante as atividades físicas intensas, reduz a capacidade de proliferação e ação dos leucócitos.

Mais benefícios da atividade física para o organismo

Como vimos no começo do texto, a prática esportiva frequente e moderada é capaz de impulsionar o ganho de saúde para o corpo como um todo. Mas quais seriam outros benefícios, além do sistema imunológico? 

Segundo um relatório especial de saúde da Escola de Medicina de Harvard, há pelo menos cinco outros benefícios. 

  • Praticar atividade física regularmente pode minimizar a depressão e problemas emocionais. 
  • Melhora a vida sexual, tanto a libido como o desempenho. 
  • O exercício promove o bom funcionamento pulmonar e aumenta o fluxo sanguíneo do cérebro, ajudando a manter as funções cerebrais
  • A prática de atividade física regular proporciona três importantes benefícios para o sono: ajuda a adormecer mais rapidamente, ter um sono profundo mais prolongado e de melhor qualidade e despertar menos durante a noite. 
  • Protege a mobilidade e a vitalidade. O exercício retarda o declínio natural do desempenho físico que ocorre com o envelhecimento

Saiba mais sobre os benefícios comprovados da atividade física para a saúde

As informações fornecidas neste site destinam-se ao conhecimento geral e não devem ser um substituto para o profissional médico ou tratamento de condições médicas específicas. Assim, as informações contidas aqui não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Procure sempre o aconselhamento do seu médico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter a respeito de sua condição médica. Por fim, nunca desconsidere o conselho médico ou demore na procura de ajuda por causa de algo que tenha lido em nosso site e mídias sociais da Essential.

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Para que serve o ômega-3: benefícios para a saúde física e mental

Postado por Aline Soares em 22/fev/2021 -

Um nutriente que pode contribuir com diversos mecanismos do nosso corpo, como as funções cognitivas, articulares, cardíacas, oculares e anti-inflamatórias. Entenda para que serve o ômega-3.

Entre os nutrientes que apoiam o equilíbrio do organismo, o ômega-3 tem papel importante em funções relacionadas à saúde física e mental, favorecendo a manutenção do corpo ao longo das diferentes fases da vida, da gestação à maturidade.

Descubra para que serve o ômega-3, conheça seus principais tipos e fontes, além de orientações práticas sobre como incluir o nutriente na rotina alimentar. 

Siga a leitura!

Principais conclusões: o essencial sobre o ômega-3

  • O ômega-3 é um ácido graxo essencial, não produzido pelo corpo, com papel estrutural e regulador em diferentes funções do organismo.
  • Os três principais tipos e suas funções mais conhecidas são: DHA (cérebro e retina, memória e cognição), EPA (ação anti-inflamatória e proteção cardiovascular) e ALA (de origem vegetal, pode ser convertido em EPA/DHA).
  • As fontes alimentares são peixes de águas frias (salmão, sardinha, atum, cavala) e crustáceos como o krill, ricos em EPA/DHA, e alimentos vegetais como chia, linhaça e nozes, ricos em ALA.
  • O consumo adequado apoia gestantes e bebês (desenvolvimento neurológico e visual), crianças (desenvolvimento, cognição e imunidade) adultos (saúde do coração, articulações e visão), idosos (memória, cognição e prevenção de doenças neurodegenerativas) e atletas (recuperação e redução de inflamação).
  • O ômega-3 pode atuar em sinergia com nutrientes como fosfatidilserina (no cérebro), astaxantina e CoQ10 (coração), colágeno tipo II e ácido hialurônico (articulações) e luteína + vitamina A (visão).
  • A absorção é melhor quando ingerido junto com refeições mais reforçadas e que tenham gorduras saudáveis, como almoço ou jantar.
  • A escolha do suplemento deve considerar a quantidade de EPA e DHA por dose, a pureza, as certificações de qualidade, como o Selo IFOS, e a forma química do nutriente na composição, como triglicerídeos (TG), que é a forma natural e mais facilmente absorvida.

O que é ômega-3?

Ômega-3 é uma família de ácidos graxos poli-insaturados essenciais, classificados como “boas” gorduras. É interessante saber que o nosso corpo não produz ômega-3 de forma endógena em quantidades suficientes e, por isso, é obtido por meio da alimentação ou da suplementação.  

Quais os principais tipos de ômega-3?

Existem diversos ácidos graxos da família ômega-3, mas três se destacam para a saúde humana: DHA, EPA e ALA. Eles atuam em todas as partes do organismo, mas alguns órgãos e sistemas são mais beneficiados pelas suas ações, de acordo com estudos. Conheça cada um deles.

DHA (Ácido Docosahexaenoico) 

O DHA é um ácido graxo da família ômega-3 que compõe as membranas das células, e é abundante no cérebro e na retina. 

É importante para o desenvolvimento do sistema nervoso fetal e, ao longo da vida, apoia a memória, a cognição e as conexões neurais, além de contribuir com ações antioxidantes e de controle de processos inflamatórios.

Com relação à visão, a retina concentra altas quantidades de DHA, onde desempenha um papel protetor contra agressores celulares, contribuindo para o funcionamento adequado desse órgão.

EPA (Ácido Eicosapentaenoico)

O EPA é um ômega-3 de cadeia longa que auxilia na produção de substâncias anti-inflamatórias. Atua especialmente na saúde do coração e na circulação sanguínea, prevenindo a formação de coágulos e reduzindo o risco de trombose e AVC. 

Um dos mecanismos, de acordo com estudos, é a incorporação do nutriente às placas de gordura, diminuindo a inflamação e a resposta imunológica. 

Ele atua de forma complementar ao DHA e é encontrado principalmente em peixes gordurosos e óleos marinhos.

ALA (Ácido Alfa-Linolênico)

O ALA é o ômega-3 de origem vegetal, encontrado na linhaça, na chia, nas nozes e nos óleos dessas sementes. 

No organismo, uma parte do ALA pode ser convertida em EPA e DHA, mas essa conversão costuma ser baixa, pois depende de vários mecanismos, e varia de acordo com cada pessoa. 

O ômega-6, comum em alguns óleos vegetais refinados e com potencial inflamatório quando em excesso, compete pela mesma enzima que converte o ALA em EPA/DHA e, dado que o consumo de ômega-6 é muito elevado na população ocidental, a conversão pode ser bem prejudicada. Por isso, vale equilibrar no dia a dia as fontes de ômega-6 e ômega-3 em aproximadamente 5:1.

Ainda assim, o ALA participa da estrutura das membranas celulares e está associado ao equilíbrio cardiometabólico em uma alimentação saudável.

Em resumo, o ALA é um precursor vegetal, que também desempenha funções importantes no corpo, enquanto o EPA e o DHA são as formas ativas mais presentes em peixes e microalgas.

Principais fontes alimentares de ômega-3

As fontes de ômega-3 mais conhecidas e ricas em EPA e DHA são provenientes do óleo de peixes gordurosos e de águas frias, incluindo salmão, sardinha, atum, truta e também um pequeno crustáceo chamado krill. Além deles, existem alimentos de origem vegetal com bons teores de ALA.

Confira na lista abaixo o valor aproximado de ácidos graxos ômega-3 a cada 100g de alimento:

Alimento (100g) EPA (g) DHA (g) ALA (g)
Arenque 1,24 0,88 0,07
Salmão 1,00 0,95 0,09
Atum 0,37 1,14 **
Ostra 0,88 0,5 0,06
Cavala 0,51 0,93 0,05
Linhaça 0,06 ** 2,49
Gergelim 0,26 ** 2,58
Noz ** ** 1,34
Soja ** ** 1,33
Castanha de caju 0,23 ** 3,42

** Dados não disponíveis. Fontes: Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO); Tabela de Composição Química de Alimentos UNIFESP/USDA.

Para que serve o ômega-3?

O ômega-3 desempenha um papel essencial em diversos processos biológicos e pode favorecê-los em todas as etapas da vida — desde o desenvolvimento dos bebês até o envelhecimento saudável dos idosos.

Gestantes e bebês

Por participar da formação do sistema nervoso e da retina, o ômega-3 pode contribuir para o desenvolvimento e o desempenho cognitivo, além de apoiar a visão do bebê. Estudos sugerem que a suplementação de óleo de peixe pode ser um agente para a prevenção do parto prematuro, além de estar relacionado a maior peso ao nascer.

Na gestação, a suplementação de ômega-3 é indicada para a saúde gestacional, tanto do bebê quanto da mulher, devido à alta demanda do nutriente nessa fase, pois o ômega-3 é transferido em altas quantidades da mãe para o bebê através da placenta.  

Vale destacar a relação do ômega-3 com a redução da chance de depressão pós-parto, devido à sua ação na saúde cerebral e no equilíbrio dos neurotransmissores, como a serotonina.

Crianças

Estudos ressaltam que o ômega-3 está associado a diversos benefícios para os pequenos, como melhor desempenho cognitivo, maior atenção e melhores compreensão auditiva e aquisição de vocabulário, além de benefícios observados em crianças com TDAH, como melhora nos sintomas da condição. 

Também foram identificados efeitos positivos sobre o sistema imunológico, com possível proteção contra alergias quando o consumo ocorre nos primeiros anos de vida. 

Adultos e idosos

Cuidar do coração faz parte da vida adulta e do caminho para uma longevidade saudável. Afinal, as doenças cardiovasculares estão no topo das mais incidentes no Brasil. Nesse contexto, diversos estudos associam o ômega-3 ao apoio das funções cardíacas, com destaque para o EPA, que atua no controle do colesterol ao diminuir os níveis de LDL e triglicerídeos e melhorar os níveis do HDL. 

O ômega-3 também colabora com a saúde das articulações. Isso, porque os ácidos graxos, principalmente o EPA, apresentam efeitos anti-inflamatórios e podem promover a redução de dores articulares.

Somado a isso, a condição física também pode ser favorecida com o nutriente, visto que há evidências que suplementar ômega-3 pode ajudar a fortalecer as pernas e melhorar a mobilidade em pessoas idosas.

Falando em idosos, os efeitos do ômega-3 na saúde ocular dos adultos com idade mais avançada também merece destaque. A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é uma condição muito comum em idosos e compromete a visão, e o ômega-3, especialmente o DHA, parece prevenir, e a suplementação do nutriente já se mostrou benéfica em condições como olho seco e miopia em estudos. 

Já com relação à saúde cerebral, a melhora da memória e o menor risco de declínio cognitivo também são aspectos relacionados à ingestão de ômega-3 para quem tem a idade mais avançada. 

Por fim, estudos ressaltam que o maior consumo de alimentos ricos no nutriente está associado ao menor risco de condições como a doença de Alzheimer (DA) e  a uma menor velocidade de declínio cognitivo naqueles que já apresentam a doença.

Atletas

Para quem treina, o ômega-3 pode ser um aliado na recuperação. Pesquisas indicam que o  EPA e o DHA podem ajudar a modular a inflamação pós-treino, com relatos de menor dor muscular tardia e melhor conforto após sessões intensas.

Em alguns contextos, há sinais de apoio à função neuromuscular e à qualidade do movimento. Os efeitos variam conforme a modalidade, dose e rotina de treino, e não dispensam a alimentação adequada e o planejamento de exercícios.

Associações inteligentes com ômega-3

Os possíveis benefícios do ômega-3 podem ser potencializados quando o nutriente é combinado com outros ingredientes que também favorecem mecanismos e aspectos da saúde. Veja a seguir opções de sinergia de acordo com o objetivo.

Cognição

O ômega-3 oferece a base estrutural, com destaque para o DHA, que integra as membranas dos neurônios e favorece os impulsos nervosos. Fosfolipídios, como a fosfatidilserina, organizam essa membrana e apoiam a comunicação entre células nervosas.

O óleo de krill, um tipo de suplementação de ômega-3, fornece EPA e DHA na forma fosfolipídica, o que pode favorecer a absorção, além de naturalmente conter astaxantina, um carotenoide antioxidante poderoso. Para suporte imediato de foco e atenção, a cafeína atua de forma independente.

Em fórmulas como o Omega Brain esses componentes trabalham juntos para somar sustentação estrutural e estado de alerta, cada um cumprindo seu papel.

Saúde do coração

Além do ômega-3, a astaxantina também é um nutriente aliado do sistema cardiovascular. O antioxidante combate o estresse oxidativo e a inflamação, além de atuar no perfil lipídico e no fluxo sanguíneo.

A coenzima Q10 também é muito conhecida pela sua ação na função cardíaca, e as vitaminas do complexo B (B2, B6, B9 e B12) estão envolvidas no equilíbrio da pressão arterial e produção energética. 

Em sinergia, minerais como cromo, zinco e cobre contribuem para as defesas antioxidantes do organismo e para o equilíbrio metabólico quando inseridos em uma rotina alimentar adequada.

O Omega Core é um ótimo exemplo de ômega-3 aliado a esses compostos.

Articulações

O ômega-3, especialmente o EPA, pode modular processos inflamatórios que afetam o conforto articular. Em fórmulas para articulações, ele pode ser combinado a ativos que suportam a cartilagem e a lubrificação, como o colágeno tipo II e o ácido hialurônico, somando mobilidade e conforto no dia a dia.

Essa sinergia é útil em quadros de desgaste, como:

  • Envelhecimento natural do corpo
  • Exercícios de alto impacto
  • Sobrepeso e obesidade
  • Doenças autoimunes, como artrite

Em fórmulas como o Omega Joint, o ômega-3 aparece junto a ativos voltados à cartilagem, lubrificação e recuperação do movimento, atuando de forma complementar.

Ação anti-inflamatória

Unir os efeitos do ômega-3, principalmente do EPA (ácido graxo conhecido por fomentar substâncias anti-inflamatórias), com um componente que apresenta atuação anti-inflamatória reconhecida, como a cúrcuma, pode ser interessante para lidar com quadros de inflamação crônica.  

Para complementar, antioxidantes como astaxantina e vitamina E contribuem no combate ao estresse oxidativo e na proteção das estruturas celulares.

Em fórmulas como o Omega Golden, o ômega-3 é associado a ativos antioxidantes e de suporte inflamatório para apoiar a modulação da inflamação e na proteção celular, atuando de forma complementar.

Confira também:

Saúde dos olhos

Fórmulas inteligentes que unem os benefícios do ômega-3, especialmente o DHA e o óleo de krill, aos de micronutrientes importantes para a visão, como a vitamina A e o zinco, compõem a sinergia ideal para quem busca aprimorar a saúde ocular. 

Além disso, carotenoides, como a luteína, a zeaxantina e a astaxantina são muito apontados em estudos pelo seus papéis na visão, pois ajudam a proteger contra o acúmulo de radicais livres e o estresse oxidativo.

 Em fórmulas como o Omega Vision, o ômega-3 é combinado a vitaminas, minerais e carotenoides para somar suporte estrutural e defesa antioxidante à saúde ocular.

Quantidade diária de Ômega-3 recomendada 

De acordo com o National Institutes of Health, a Ingestão Adequada (AI) de ômega-3 em gramas e por dia para bebês até 12 meses é de 0,5g. Para o restante das faixas etárias, o indicado é:

  • 1 a 3 anos: 0,7 g (meninos e meninas)
  • 4 a 8 anos: 0,9 g (meninos e meninas)
  • 9 a 13 anos: 1,2 g (meninos) / 1,0 g (meninas)
  • 14 a 18 anos: 1,6 g (homens) / 1,1 g (mulheres)
  • 19 a 50 anos: 1,6 g (homens) / 1,1 g (mulheres)
  • 51 anos ou mais: 1,6 g (homens) / 1,1 g (mulheres)

Porém, em algumas fases da vida como, gestação e lactação, pode ser necessário aumentar essa quantidade, assim como diante de outras condições específicas de saúde. Por isso, é sempre importante seguir a recomendação de um nutricionista ou médico para a dosagem correta.

Melhor horário para tomar ômega-3

O ômega-3 é um conjunto de gorduras boas e, de acordo com recomendações, sua absorção é melhor quando há outras gorduras na mesma refeição.

Por isso, priorize o consumo junto de uma refeição completa, como almoço ou jantar, que geralmente contém fontes de gordura saudável, como azeite, abacate, castanhas ou laticínios.

É importante pontuar que ômegas, em geral, podem causar desconforto gastrointestinal em algumas pessoas, e há fórmulas que usam cápsulas revestidas para reduzir esse incômodo e o retrogosto, como o Super Omega-3 TG Gastro-resistant.

Horários, dose e duração do uso podem variar conforme adaptação individual, objetivos e contextos de tratamento. Consulte seu médico ou nutricionista.

Suplementação de ômega-3

A ingestão insuficiente de ômega-3 é bastante comum na população em geral. Porém, para saber se há necessidade de suplementar, procure um médico ou nutricionista, que vai avaliar a alimentação, a rotina, os exames e os objetivos e prescrever o que é indicado para o seu caso.

As informações fornecidas neste site destinam-se ao conhecimento geral e não devem ser um substituto para o profissional médico ou tratamento de condições médicas específicas. Procure sempre o aconselhamento do seu médico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter a respeito de sua condição médica. As informações contidas aqui não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Nunca desconsidere o conselho médico ou demore na procura de ajuda por causa de algo que tenha lido em nosso site e mídias sociais da Essential.

Perguntas frequentes sobre Ômega-3

O que é ômega-3?

Ômega-3 é uma família de ácidos graxos poli-insaturados essenciais. No corpo, integra as membranas das células, favorece a comunicação celular e dá origem a mensageiros que ajudam a diminuir processos inflamatórios.

Qual a diferença entre ALA, EPA e DHA?

ALA é o ômega-3 de origem vegetal (linhaça, chia, nozes). EPA e DHA vêm principalmente de peixes e microalgas e são as formas ativas mais utilizadas pelo organismo; DHA é estrutural no cérebro e na retina, e EPA modula processos anti-inflamatórios.

Qual o melhor horário para tomar Ômega-3?

Com uma refeição que contenha gordura (exemplo: almoço ou jantar). Isso melhora a absorção e a tolerância.

Posso tomar em jejum?

Ômegas em geral podem causar desconforto gastrointestinal em jejum. Prefira com comida. Cápsulas com revestimento gastrorresistente ajudam a reduzir o retrogosto.

Existe diferença entre óleo de peixe, krill e microalgas?

O óleo de peixe costuma ter alta concentração de EPA e DHA. Já o óleo de krill traz o EPA e o DHA ligados a fosfolipídios. As microalgas são uma opção vegana, normalmente ricas em DHA.

TG vs EE: o que significam no rótulo de suplementos?

TG (triglicerídeos): é a forma que é encontrada na natureza. Nela, o EPA e o DHA são ligados ao glicerol, como é encontrado naturalmente nos peixes, apresentando boa tolerância e absorção.

EE (éster etílico): é uma forma sintética. Nela, o glicerol é substituído por etanol, formando ésteres etílicos (EE). Possibilita altas concentrações, mas a absorção pode ser inferior.

Como escolher um bom suplemento?

Priorize boas quantidades de EPA e DHA por dose, laudos de pureza e certificações, como o Selo IFOS, uma certificação internacional que atesta a potência (atesta que não houve oxidação do nutriente), a pureza (certificando que não há contaminação com toxinas e metais pesados) e a concentração (certifica que a quantidade atestada no rótulo está correta) de suplementos de óleo de peixe.

Super Ômega-3 TG Gastro-resistant

Suplemento de ômega-3 com Selo IFOS, alta concentração de EPA e DHA. Cápsulas gastrorresistentes que impedem o retrogosto.

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Omega Vision

Óleo de peixe (TG) + óleo de krill + nutrientes que auxiliam na visão.

R$258,00

Omega Core

Suplemento de ômega-3 (TG) concentrado em EPA, que combina o óleo de peixe e o óleo de krill com astaxantina, coenzima Q10, vitaminas e minerais selecionados.

R$258,00

Omega Brain

Suplemento de ômega-3 (TG) concentrado em DHA, que combina o óleo de peixe e óleo de krill com fosfatidilserina, cafeína natural e extrato de gengibre tailandês.

R$258,00

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