Na medicina, é aceita a prescrição de tratamentos cientificamente comprovados como eficazes e com baixos efeitos colaterais. Essa é a lógica que explica a indicação de medicamentos específicos ou de repouso absoluto, por exemplo.

Mas e a atividade física? Você sabia que não há um único tratamento medicamentoso que possa influenciar tantos sistemas e órgãos de maneira positiva como a atividade física? Isso quem diz é a ciência.

As evidências científicas nos mostram que o exercício físico praticado regularmente pode ser usado para promover a saúde, assim como para prevenir e tratar até 30 doenças diferentes, tanto físicas como mentais. Conheça alguns desses benefícios.

Exercícios para tratar a saúde

Em um relatório especial de saúde, a Escola de Medicina de Harvard publicou cinco formas de como o exercício melhora a qualidade de vida:

  • Praticar atividade física regularmente pode minimizar a depressão e problemas emocionais. O exercício aeróbico provoca a liberação de hormônios que ajudam a aliviar o estresse e promovem uma sensação maior de bem-estar. Além disso, a contração rítmica da musculatura que é gerada em qualquer tipo de exercício aumenta os níveis de serotonina, um neurotransmissor (ou químico cerebral) que influencia direta ou indiretamente células cerebrais relacionadas com o humor, ajuda a combater os pensamentos negativos, regulando algumas condutas sociais.13
  • Melhora a vida sexual, tanto a libido como o desempenho. Em um estudo de seguimento realizado por profissionais de saúde de Harvard, descobriu-se que os homens que se exercitam 30 minutos por dia são 41% menos propensos a apresentar disfunção erétil em comparação com os homens sedentários. Nas mulheres, foi descoberto que andar por 20 minutos de bicicleta aumenta a excitação sexual em 169%.
  • O exercício promove o bom funcionamento pulmonar e aumenta o fluxo sanguíneo do cérebro, o qual ajuda a manter as funções cerebrais, uma característica de pessoas que continuam com boa memória e perspicácia mental durante o envelhecimento.
  • A prática de atividade física regular proporciona três importantes benefícios para o sono: ajuda a adormecer mais rapidamente, ter um sono profundo mais prolongado e de melhor qualidade e despertar menos durante a noite. Certamente, o exercício é a única forma conhecida que aumenta a quantidade de sono profundo em adultos saudáveis, sendo este essencial para o corpo recuperar-se e reparar-se.
  • Protege a mobilidade e a vitalidade. O exercício retarda o declínio natural do desempenho físico que ocorre com o envelhecimento. Muitos estudos têm demonstrado que os idosos mais ativos preservam maior e melhor mobilidade e, consequentemente, são mais independentes.

Quantidade de exercícios x benefícios

O agitado estilo de vida, a ideia de falta de tempo e a desinformação são motivos que justificam a ausência da prática de atividade física. Muitos imaginam que, para se beneficiar, seria necessário passar horas na academia, o que acaba gerando uma percepção de “tudo ou nada”. E o pior, terminam optando por “melhor não fazer nada”.

Porém, um pequeno aumento na condição física de pessoas previamente sedentárias já está associado a grandes benefícios e melhoria no estado de saúde. Segundo diretriz do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, “alguma atividade física é melhor que nada”.

Isso é uma excelente notícia para as pessoas sedentárias, que gostariam de começar uma vida mais ativa. Encontrar de 5 a 15 minutos por dia para se exercitar é muito mais fácil do que encontrar 30 minutos ou mais.

Mais exercícios, mais benefícios

Porém, a mesma diretriz ressalta que, para os benefícios substanciais de saúde, os adultos devem fazer 150 minutos de exercício aeróbico de intensidade moderada, ou 75 minutos de intensidade vigorosa por semana. Ou ainda uma combinação entre as duas e mais dois dias de musculação por semana. As atividades diárias podem ainda ser fracionadas. Por exemplo: 10 minutos de manhã, 10 minutos depois do almoço e 10 antes de dormir.

A intensidade moderada diz respeito àquelas atividades nas quais o ritmo cardíaco é mantido entre 45% e 60% da Frequência Cardíaca Máxima (FCMax.) (para calcular, considere FCMax = 220 – idade). Já os exercícios de intensidade vigorosa são aqueles nos quais o ritmo cardíaco é mantido acima de 60% da FCMax.

Nos adultos mais velhos, particularmente os que estão frágeis ou muito idosos, notou-se que a metade do volume de exercícios atualmente recomendada já pode ser suficiente para se obter os benefícios esperados.

O exemplo da caminhada x corrida

A publicação “Caminhando para a Saúde”, da Escola de Medicina de Harvard, é útil para exemplificar a progressão entre o nível de intensidade da atividade e os ganhos de saúde. Segundo o relatório:

  • Uma caminhada de 15 minutos pode reduzir a ansiedade e a vontade de comer doces.
  • Caminhar protege as articulações ao lubrificá-las e ao fortalecer os músculos que as suportam. Com 8km a 10km de caminhada por semana, já há redução das dores articulares.
  • Caminhar uma hora por dia, em ritmo acelerado, reduz pela metade os efeitos dos genes que promovem ganho de peso.
  • Aqueles que caminham cinco vezes por semana, durante pelo menos 20 minutos por dia, têm um período de doença 43% mais curto  em comparação com aqueles que se exercitam uma vez por semana ou menos, além de terem sintomas mais leves.

De forma geral, os estudos mostram que uma corrida de 5 minutos é tão boa quanto uma caminhada de 15 minutos e que 25 minutos de corrida podem promover benefícios que necessitariam quatro vezes mais tempo para serem obtidos com a caminhada.

Esporte e medicina, uma relação com idas e vindas

A ideia do exercício como medicina, tanto preventiva como quanto parte do tratamento, não é nova. Sabe-se, desde o início da medicina, que a atividade física faz parte fundamental dos pilares para a manutenção do bem-estar e da saúde física e mental do ser humano.

Herodicus (500 a.C.), o pioneiro da medicina do esporte, já utilizava os efeitos terapêuticos do exercício. Hipócrates, seu aluno, afirmou que “a alimentação sozinha não irá manter um homem bem, ele também deve exercitar-se”, assim como “alimentação e exercício, embora possuam qualidades opostas, trabalham juntos para produzir saúde”.

Galeno (131-201 d.C.), o fundador da medicina experimental, escreveu vários textos sobre “Exercício e Saúde” em que descreve o exercício, seus diferentes usos e benefícios sobre o corpo humano e a saúde.

No entanto, no início do século XX, o foco da medicina estava mais voltado para as patologias, os medicamentos, as cirurgias e o “cuidado do doente” do que em manter a saúde. Assim, a visão preventiva da medicina foi esquecida.

Mudança de mentalidade ainda em curso

Agora, e cada vez mais, existem evidências de que o exercício físico, além de ser aliado à manutenção de uma boa saúde, também pode fazer com que o paciente diminua a quantidade de remédios ingeridos, ou até mesmo deixe de tomá-los.

O conhecimento científico que vem sendo consolidado nesta área é evidente e requer séria implementação. Então, busque orientação de profissionais capacitados e, igualmente importante, atualizados. Exercite-se e conquiste saúde.

As informações fornecidas neste site destinam-se ao conhecimento geral e não devem ser um substituto para o profissional médico ou tratamento de condições médicas específicas. Assim, as informações contidas aqui não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Procure sempre o aconselhamento do seu médico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter a respeito de sua condição médica. Por fim, nunca desconsidere o conselho médico ou demore na procura por causa de algo que tenha lido em nosso site e mídias sociais da Essential.

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