Postado por admin em 03/mar/2017 -
O corpo produz cerume (ou cerúmen) para limpar e proteger os ouvidos. A cera coleta sujeira, poeira e outras matérias, impedindo-as de penetrar fundo nos ouvidos, de acordo com uma diretriz de prática clínica atualizada da Academia Americana de Otorrinolaringologia – Fundação de Cirurgia de Cabeça e Pescoço.
“Há uma inclinação para as pessoas quererem limpar os ouvidos, porque acreditam que a cera é uma indicação de impureza. Esta desinformação leva a hábitos inseguros de saúde auricular”, afirmou o Dr. Seth Schwartz, presidente do grupo de atualizações de diretrizes.
Atividades diárias como o movimento da mandíbula e a mastigação ajudam uma nova camada de cera de ouvido empurrar para fora (abertura externa dos ouvidos) a cera mais velha, quando e onde pedacinhos mais soltos dela podem ser retirados (lavados) durante o banho. Esse é um processo contínuo normal, mas às vezes esse processo de autolimpeza falha. O resultado: um acúmulo de cera que pode, parcial ou totalmente, bloquear o canal auditivo.
“Os pacientes muitas vezes pensam que estão impedindo a acumulação de cera, limpando os ouvidos com cotonetes, clipes de papel, velas de ouvido, ou qualquer coisa inimaginável que as pessoas colocam em seus ouvidos”, disse Schwartz em um comunicado de imprensa da academia.
“O problema é que este esforço para eliminar a cera de ouvido está apenas criando mais problemas porque esta cera está sendo empurrada e impactada mais para dentro do canal auditivo”, explicou.
“Qualquer coisa que se encaixe dentro do ouvido poderia causar sérios danos ao canal auricular ou tímpano, com o potencial de danos temporários ou até mesmo permanentes”, advertiu Schwartz.
As diretrizes, publicadas em 3 de janeiro na revista Otolaryngology – Head and Neck Surgery, afirmam que a limpeza excessiva pode irritar o canal auditivo, causar infecção e até aumentar as chances de acúmulo de cera, ou impactação de cerume.
As novas diretrizes oferecem algumas dicas sobre como proteger seus ouvidos:
– Não exagere quando limpar seus ouvidos. O excesso de limpeza pode irritar o canal auditivo e possivelmente causar uma infecção.
– Cotonetes, presilhas e palitos de dentes podem causar um corte no canal auditivo, uma perfuração da membrana do tímpano e/ou trauma dos ossos temporais, causando problemas como perda auditiva, tontura e zumbido.
– Nunca use “velas de orelha” (vela indiana). As diretrizes dizem que não há evidência de que esta prática pode remover de forma segura a cera afetada, podendo causar sérios danos ao canal auditivo e ao tímpano.
– Procure atendimento médico se você tem perda auditiva, plenitude auricular, drenagem, sangramento ou dor de ouvido.
Consulte o seu médico para saber se você pode tratar a impureza de cerume em casa. Certas condições médicas ou auditivas tornam alguns tratamentos inseguros, explicaram os autores das diretrizes.
Traduzido por Essential Nutrition
Referências:
https://consumer.healthday.com/respiratory-and-allergy-information-2/ear-nose-and-throat-health-news-221/earwax-there-to-protect-your-hearing-doctors-say-718061.html?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=20170105&utm_term=718061
Postado por admin em 01/mar/2017 -
As oleaginosas, um alimento que você pode ter evitado por causa de seu alto teor de gordura, têm ganho força como um alimento natural com benefícios para a saúde. As provenientes de árvores, como amêndoas, nozes e castanhas são especialmente apreciadas por sua rica carga de vitaminas, minerais e gorduras mono e poli-insaturadas. A desvantagem é que estas sementes tendem a ser mais precificadas. Mas um estudo publicado emJAMA Internal Medicine coloca o humilde amendoim (um oleaginoso proveniente de planta rasteira) na mesma liga nutricional que seus primos de luxo. Este trabalho torna os benefícios de saúde do amendoim mais conhecidos para os compradores de baixa renda.
Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu que em mais de 200.000 pessoas, de Savannah a Xangai, aquelas que regularmente comiam amendoim e outras sementes oleaginosas foram substancialmente mais poupadas de morte por todas as causas – particularmente doença cardíaca – durante o período de estudo, em comparação com aquelas que raramente os ingeriam. Isso adiciona à evidência existente de duas investigações conduzidas pela Harvard – o estudo da saúde das enfermeiras (Nurses’ Health Study) e o estudo de seguimento dos profissionais de Harvard (Harvard Professionals Follow-up Study).
“Isso confirma o que descobrimos há alguns anos – e nossos resultados foram recebidos com intenso ceticismo”, diz o Dr. Meir Stampfer, professor de nutrição e epidemiologia da escola pública de saúde Harvard T.H. Chan. “Botanicamente, o amendoim não é considerado como se fosse uma castanha, noz ou outra semente oleaginosa proveniente de árvore, mas nutricionalmente ele é muito semelhante, e outros estudos têm mostrado seus benefícios”, explica o Dr. Stampfer.
Qualquer botânico que valha o seu salário dirá que os amendoins não são nozes ou castanhas. Eles são realmente leguminosas, e por isso são mais estreitamente relacionados com a soja e lentilhas do que com amêndoas e avelãs. Mas como elas, o amendoim pode ser usado como um lanche que sacia ou como um ingrediente de reforço de proteínas em muitas saladas e outros pratos. Vinte e oito gramas – cerca de um quarto de xícara ou um pequeno punhado – é uma porção geralmente saudável.
O estudo de JAMA Internal Medicine analisou o consumo das oleaginosas incluindo o amendoim em dois grandes grupos de pessoas abrangendo fronteiras geográficas, raciais, étnicas e de renda:
– 72.000 americanos, com idades entre 40 e 79, vivendo em 12 estados do sul. A maioria vivia com rendimentos baixos e dois terços eram afro-americanos.
– 135.000 homens e mulheres em Xangai, China, idades de 40 a 74.
Foram usadas pesquisas para comparar o consumo de castanhas variadas e amendoim, os grupos foram seguidos por vários anos, e foram analisados o número de participantes que morreram no período bem como as causas. No grupo dos estados do sul dos EUA, aqueles que comeram com regularidade amendoim apresentaram 21% menos propensão de morte por todas as causas ao longo de um período de cerca de cinco anos. Nos grupos chineses, que foram seguidos por seis a doze anos, a taxa de mortalidade em comedores de castanhas diversas foi 17% menor.
Em todos os grupos, os pesquisadores consideraram influências pouco saudáveis, como tabagismo, obesidade, pressão alta e diabetes, as quais eram especialmente comuns no grupo dos estados do sul.
A diversidade dos participantes neste novo estudo é importante. Aqueles nos estudos anteriores da Harvard eram na maior parte profissionais de saúde brancos, com educação elevada e rendimentos mais elevados do que a maioria da população dos estados do sul dos EUA. E em estudos observacionais de grandes grupos de pessoas, como os estudos da Harvard, os cientistas não podiam ter certeza se qualquer melhoria de saúde tinha mais a ver com estilos de vida ou genes dos participantes do que o alimento ingerido. Ver o mesmo benefício para a saúde entre grupos diversos pode ser reconfortante.
Uma lição importante para levar para casa é que os benefícios para a saúde do amendoim parecem suportar diferenças raciais e de renda, o que muitas vezes podem influenciar a saúde. “Isso estende-se a diversas populações, dando mais credibilidade aos resultados”, diz Stampfer.
Outra é que comer amendoim parece ser tão potente para prevenir doenças cardíacas como comer outras oleaginosas mais famosas.
Como este estudo é observacional, não podemos estar verdadeiramente seguros de que são as oleaginosas que estão fazendo a ação saudável no coração. Mas, em comparação com outros “alimentos saudáveis”, as oleaginosas (incluindo o amendoim) já apresentam alguma evidência muito atraente. “Mesmo se você não gosta, ainda seria uma boa ideia comer um punhado delas todos os dias”, diz Stampfer.
N. da T.: Recentemente, uma revisão sistemática e meta-análise de dose e resposta, publicada em BMC Medicine(dezembro de 2016), sobre a ingestão de oleaginosas (incluindo o amendoim) para a saúde, evidenciou a sua associação com risco reduzido de doença cardiovascular, cânceres, mortalidade por todas as causas, diabetes e infecções. DOI da publicação: 10.1186/s12916-016-0730-3
Traduzido por Essential Nutrition
Referências:
http://www.health.harvard.edu/blog/peanuts-linked-heart-longevity-benefits-pricey-nuts-201503057777
Postado por admin em 21/fev/2017 -
Trabalhos anteriores do especialista em biologia redox da UI Garry Buettner descobriram que nesses níveis extremamente altos (na faixa milimolar), a vitamina C mata seletivamente células cancerígenas, mas não células normais no tubo de ensaio e em camundongos. Médicos dos hospitais e clínicas da UI estão testando a abordagem em ensaios clínicos para o câncer de pâncreas e câncer de pulmão, nos quais combinam alta dose intravenosa de vitamina C com quimioterapia padrão ou radiação. Ensaios anteriores de fase 1 indicaram que este tratamento é seguro e bem tolerado e sugeriram que a terapia melhora os resultados dos pacientes. Os ensaios atuais e maiores visam determinar se o tratamento melhora a sobrevida.
Em um novo estudo, publicado recentemente na edição de dezembro (2016) da revista Redox Biology, Buettner e seus colegas abordaram os detalhes biológicos de como altas doses de vitamina C (também conhecida como ascorbato) mata células cancerígenas.
O estudo mostra que a vitamina C se quebra facilmente, gerando peróxido de hidrogênio, uma espécie de oxigênio reativo que pode danificar tecido e DNA. O estudo também mostra que as células tumorais são muito menos capazes de remover o peróxido de hidrogênio prejudicial do que as células normais.
“Neste trabalho, demonstramos que as células cancerígenas são muito menos eficientes na remoção de peróxido de hidrogênio do que as células normais. Assim, as células cancerígenas são muito mais propensas a danos e morte por uma quantidade elevada de peróxido de hidrogênio”, explica Buettner, professor de radiação oncológica e membro do Holden Comprehensive Cancer Center na Universidade de Iowa. “Isso explica como níveis muito elevados de vitamina C utilizados em nossos ensaios clínicos não afetam o tecido normal, mas podem ser prejudiciais para o tecido tumoral.”
As células normais têm várias maneiras de remover o peróxido de hidrogênio, mantendo-o em níveis muito baixos para que não cause danos. O novo estudo mostra que uma enzima chamada catalase é a rota central para a remoção de peróxido de hidrogênio gerado pela decomposição da vitamina C. Os pesquisadores descobriram que as células com menores quantidades de atividade da catalase foram mais suscetíveis a danos e morte quando foram expostas a altas quantidades de vitamina C.
“Nossos resultados sugerem que os cânceres com níveis baixos de catalase são provavelmente os mais sensíveis à alta dose de vitamina C terapia, enquanto que os cânceres com níveis relativamente elevados de catalase podem ser os menos responsivos”, explica ele.
Um objetivo futuro da pesquisa é desenvolver métodos para medir os níveis de catalase em tumores.
Artigo traduzido por Essential Nutrition
Referências:
https://www.sciencedaily.com/releases/2017/01/170109134014.htm
Postado por admin em 05/fev/2017 -
Na vida da mulher, durante a transição menopausal (pré-menopausa até a perimenopausa) e menopausa ocorre uma significante flutuação hormonal, na qual níveis de estrogênio decrescentes afetam significativamente suas propriedades fisiológicas, consequentemente, contribuindo para uma série de condições médicas, incluindo a obesidade.
Um estudo relacionou o uso de colágeno com a perda do peso adquirido durante a menopausa. Confira os detalhes e descubra se colágeno emagrece.
A menopausa é frequentemente associada com o aumento da gordura visceral, aquela percebida ao redor da cintura e abdômen e que envolve os órgãos, tecidos e músculos locais. Muito além da preocupação estética, esta gordura causa hipertensão e agravamento do perfil lipídico, o que pode levar à síndrome metabólica e à incidência de doenças cardiovasculares.
Diante disso, nutrientes e suplementos são alvos de pesquisas para auxiliar a gerenciar o peso nessa fase. Veja o estudo que evidencia a questão se colágeno emagrece.
Já foi constatado que o aumento de alimento proteico melhora a saciedade. Entre as proteínas dietéticas, o colágeno hidrolisado foi clinicamente apontado como um efetivo supressor do apetite, ajudando na perda de peso.
Assim, cientistas de Taiwan testaram em animais a hipótese de que a suplementação com colágeno – já evidenciada como benéfica para a pele, juntas, ossos, equilíbrio hormonal, entre outros –, pode aliviar a obesidade induzida pela menopausa.
Vinte e quatro ratos foram divididos em 4 grupos para receberem: ovariectomia (OE) nos grupos 2 a 4, ou seja, a remoção de ambos os ovários, permanecendo o útero, para imitar a menopausa humana, e falsa/placebo cirurgia no grupo 1.
Os grupos 1 e 2 receberam água esterilizada e os grupos 3 e 4 receberam água esterilizada contendo 1.25mg/mL e 2.5mg/mL de colágeno hidrolisado, respectivamente. Ainda, o peso corporal dos animais foi medido diariamente num horário específico.
Após 12 semanas, os grupos OE (2 a 4) ganharam peso (menopausa), em comparação com o grupo 1 (P<0.01), 365 ± 16g e 315 ± 7g, respectivamente.
A suplementação com colágeno hidrolisado inibiu o ganho de peso menopáusico e também reduziu a tendência de aumento do tamanho de adipócitos (células de gordura maiores especializadas em armazenar energia como gordura). Essa inibição de ganho de peso foi mais pronunciada no grupo 4, o qual recebeu dosagem mais elevada.
Mais adiante, o estudo constatou que a suplementação com colágeno hidrolisado afetou de forma insignificante os níveis de gordura dorsal, colesterol total e triacilglicerol séricos, bem como de glicose, cálcio e fósforo.
Os autores do estudo, publicado em International Journal of Medical Sciences, declararam não existir interesse concorrente quanto ao seu estudo, e concluem: “nosso estudo fornece evidências de que a suplementação de colágeno pode atenuar o ganho de peso corporal e diminuir o tamanho do adipócito aumentado. Nossos resultados também indicam insignificante mudança nos níveis de lipídios sanguíneos, cálcio, fósforo e glicose. Assim, a suplementação de colágeno pode complementar um protocolo antiobesidade com efeitos secundários mínimos em mulheres na menopausa”.
As evidências do estudo citado apontam para um caminho que relaciona a inibição do ganho de peso característico da menopausa com o uso do colágeno hidrolisado. Somado a isso, temos a associação da saciedade com o consumo de proteínas, o que ajuda a regular o apetite.
Ainda, no caso de suplementos de colágeno, aqueles feitos com fórmulas sem açúcares, adoçantes e corantes artificiais costumam apresentar baixas calorias, e não interferem no peso.
Desta forma, podemos afirmar que nenhum nutriente engorda ou emagrece sozinho, mas alguns apresentam características que tendem a aumentar uns quilinhos na balança quando consumidos em alta quantidade e sem mecanismos para que eles não sejam armazenados em excesso, como as gorduras e açúcares. Já outros, apresentam um perfil nutricional no qual o corpo tem um melhor aproveitamento, como pode ser o caso do colágeno.
Por fim, vale destacar que os suplementos de colágeno são indicados para a saúde da pele, cabelos, unhas, articulações e até mesmo para o intestino.
Conheça a nossa linha completa de colágenos, compare os produtos e faça a melhor escolha para a sua saúde.
Referências:
Chiang TI, et al. Amelioration of estrogen deficiency-induced obesity
Postado por admin em 26/jan/2017 -
Agora, um novo estudo, publicado em The Journal of Nutritional Biochemistry (11/2016), mostrou que o ácido graxo EPA (ácido eicosapentaenoico) ajuda a controlar a adiposidade transformando a “gordura branca” em “gordura bege”. Este processo ajuda a transformar um tecido de acumulação de gordura em um tecido de queima de gordura, quebrando a gordura para a produção de calor, um processo chamado termogênese.
Mais mitocôndria = cor bege.
Mais gordura = cor branca.
Os cientistas observaram que o EPA transforma células adiposas brancas em células beges e é um nutriente termogênico, que também inibe a acumulação de gordura, aumentando a oxidação da mesma nas próprias células. O EPA atinge isso através do aumento do número de mitocôndrias (geradoras de energia) em células adiposas. Este processo também faz com que estas células pareçam ter coloração bege/marrom, em vez da cor branca habitual que denota gotículas de gordura dentro delas.
Os cientistas concluem o estudo afirmando que seus resultados sugerem que o EPA induz uma remodelação do metabolismo adipocitário impedindo o armazenamento de gordura e promovendo a oxidação de ácidos graxos, a biogênese mitocondrial e marcadores tipo “bege” em adipócitos subcutâneos humanos de indivíduos com sobrepeso.
O consumo de peixe oleoso (sardinha, anchovas sem sal, arenque, cavala, salmão, alabote) três dias por semana já é conhecido para ajudar a manter ou reduzir o peso. No entanto, para se obter a mesma quantidade de EPA sem o consumo regular destes peixes, cápsulas com doses altas de óleo de peixe devem ser usadas (+ de 1.000 mg/cápsula).
Artigo traduzido por Essential Nutrition
Referências:
http://www.lipotherapeia.com/the-peach-factor-blog/fish-oil-fatty-acid-epa-helps-reduce-superficial-fat-by-turning-fat-cells-beige
Postado por admin em 25/jan/2017 -
A sarcopenia (a perda progressiva de musculatura) é muito comum na idade avançada e pode contribuir para a incapacidade e mortalidade. Nos idosos, a síntese proteica muscular é muitas vezes reduzida, sendo que uma ingestão pequena à moderada de proteínas pode ser um fator contribuinte. Estudos têm mostrado que a suplementação de leucina pode ser um fator importante para esta síntese, mas os ensaios de longo prazo não haviam sido capazes de mostrar a sua eficácia.
Um grupo de pesquisa da Universidade McMaster publicou recentemente suas descobertas no American Journal of Clinical Nutrition. Eles investigaram se a suplementação com leucina teve um efeito sobre a síntese de proteína muscular. Vinte homens saudáveis, não vegetarianos e mais velhos (65 a 85 anos) foram incluídos no estudo entre abril e julho de 2015. O primeiro grupo consumiu uma dieta de pouca proteína (LP), enquanto o segundo consumiu uma dieta rica em proteína (HP). Durante os dois primeiros dias, os participantes de ambos os grupos consumiram suplementos de placebo com sua dieta, enquanto que durante os dias 3 a 5, receberam suplementos de leucina. Os participantes realizaram um exercício unilateral de extensão de perna no dia 0 e no dia 3, e obtiveram-se biópsias musculares nos dias 0, 3 e 6. No dia 0, os participantes consumiram um isótopo para marcar células musculares recém-sintetizadas. Foram também colhidas amostras de sangue ao longo dos dias 2 e 5.
Não houve alteração na massa corporal durante o estudo. Nenhuma das duas dietas exerceu efeito sobre o metabolismo da glicose. O nível de leucina no sangue foi maior com a sua suplementação do que com placebo. Além disso, a síntese proteica muscular foi maior após a suplementação de leucina do que placebo, e não diferiu entre os grupos das dietas LP e HP. Também, a síntese foi maior na perna exercitada do que na perna não exercitada após tratamento com placebo e leucina.
Em conclusão, este foi o primeiro estudo a mostrar o efeito benéfico a curto prazo da suplementação de leucina na síntese de proteína muscular em homens mais velhos. Pesquisas adicionais são necessárias para mostrar se esses efeitos são mantidos a longo prazo, mas se assim for, a suplementação com leucina pode se tornar uma estratégia dietética simples para prevenir a perda de massa muscular em adultos mais velhos.
Artigo traduzido por Essential Nutrition
Referências:
https://www.medicalnewsbulletin.com/leucine-supplements-enhance-protein-synthesis-older-men/
Postado por admin em 22/jan/2017 -
Cada indivíduo possui uma microbiota individualizada que varia em número e espécie de bactérias, sendo influenciada por diversos fatores, como idade, genética, dieta, uso de medicamentos e estado de saúde. Isso torna a microbiota intestinal uma área de extensas pesquisas e com cada vez mais descobertas.
Quando tudo está bem, as bactérias que habitam nosso organismo ajudam a digerir e absorver os alimentos, estimulam o sistema imune, e junto com a camada epitelial intestinal formam uma barreira protetora no intestino. No entanto, quando essa população de microrganismos entra em desequilíbrio, prevalecendo a vontade das bactérias patogênicas, chamamos o quadro de disbiose intestinal.
Durante a manifestação de uma disbiose, o intestino apresenta-se com focos de inflamação, resultado do rompimento da barreira de proteção do intestino, tornando-o mais permeável e desprotegido. Sem a devida proteção, compostos tóxicos começam a penetrar no intestino até atingir a corrente sanguínea, resultando numa série de doenças capazes de acometer as mais diversas áreas do corpo.
A alimentação e o uso indiscriminado de alguns medicamentos são os maiores responsáveis pela alteração da flora intestinal. Medicamentos, como antibióticos, pílulas anticoncepcionais, inibidores da bomba de prótons, corticoides e anti-inflamatórios, são capazes de modificar a flora e manter essa mudança por até 4 anos. Estudos relatam que, quando a penicilina oral é administrada em animais, a população total de bactérias anaeróbicas, incluindo as bactérias benéficas (principalmente as Bifidumbactérias), é reduzida em 1.000 vezes. Com isso, há domínio das bactérias patogênicas e de fungos resultando em sua proliferação, consequente inflamação local, rompimento da barreira de proteção do intestino e surgimento de patologias.
Uma diversidade de doenças tem sido associada a esse desequilíbrio da flora intestinal. Obesidade, baixa absorção de nutrientes, doenças inflamatórias intestinais, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, desordens neurológicas e cânceres são algumas delas. Por outro lado, a ingestão de uma dieta rica em frutas, legumes e fibras, bem como o uso de suplementos de prebióticos e probióticos, favorecem uma melhor colonização bacteriana com prevalência de microrganismos benéficos.6,8
O desenvolvimento do sistema imune depende das ‘instruções’ dos microrganismos comensais residentes do intestino (microbiota intestinal), local onde se encontra a maior presença de tecido linfoide, que possui alta quantidade de linfócitos (células de defesa do corpo).
As doenças associadas com respostas imunes anormais contra os antígenos e inflamações têm aumentado rapidamente ao longo dos últimos 50 anos, isso incluem a doença inflamatória do intestino (IBD), esclerose múltipla (MS), diabetes tipo 1 (DM1), alergias e asma.
Estudos recentes vêm identificando os organismos e seus mecanismos responsáveis por induzir o desenvolvimento imune dentro do hospedeiro, e dentre eles, as bactérias do gênero Lactobacillus mostram ter papel importante.
Popularmente, o intestino antes era visto somente como o órgão responsável pela absorção de nutrientes e formação de excrementos, um órgão passivo. Mas, estando aproximadamente 70% de todas as células imunes vinculadas ao trato gastrointestinal, esse órgão é ativo regulador do sistema imune, um sistema complexo de defesa onde as instruções precisam ser revistas constantemente já que os agressores mudam com frequência. Essa estrutura está organizada sob a mucosa do intestino (placas de Peyer) e cabe às bactérias benéficas protegê-las.
Neste campo de batalha, a administração de probióticos em conjunto com a ajuda das bactérias benéficas já existentes no local vão atuar de maneira competitiva com as bactérias patogênicas, exercendo sua ação de diferentes maneiras:
»» Digerem os alimentos e concorrem com os microrganismos patogênicos
»» Alteram o pH local criando um ambiente desfavorável para as bactérias maléficas
»» Neutralizam os radicais superóxido, reduzindo o estresse oxidativo da mucosa intestinal
»» Estimulam a produção natural de mucina (proteção da mucosa intestinal)
»» Concorrem por aderência com os patógenos
»» Modificam as toxinas das bactérias patogênicas
»» Aumentam os níveis de células de defesa no corpo
Um exemplo sobre o papel da saúde da microbiota em doenças autoimunes é a esclerose múltipla, uma doença inflamatória crônica e progressiva, onde as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares. Estudos vêm concluindo que uma estratégia potencial para a prevenção e tratamento da doença é a correção da disbiose. Fato investigado em uma recente publicação na revista Scientific Reports (2016), constatando que pacientes diagnosticados com esclerose múltipla apresentam um perfil microbiano distinto quando comparados com indivíduos saudáveis. Segundo estudo, no grupo com esclerose múltipla há um predomínio de bactérias do gênero Pseudomonas, Mycoplana, Haemophilus, Blautia e Dorea, enquanto que o grupo saudável apresenta abundância dos gêneros Parabacteroides, Adlercreutzia e Prevotella.
Traduzido por Essential Nutrition
Referências:
http://essentia.com.br/revista/
Postado por admin em 20/jan/2017 -
O ato de ler sempre foi associado com prazer e recreação, mas se os livros proporcionam benefícios para a saúde, até o momento, isto era desconhecido. Indivíduos com mais de 65 anos gastam uma média de 4,4 horas por dia assistindo televisão, de acordo com o Bureau of Labor Statistics de 2014, EUA. Comportamentos sedentários (como assistir televisão) são fatores de risco bem estabelecidos para a mortalidade em indivíduos mais velhos. Esforços para redirecionar o tempo de lazer para a leitura de livros podem ser benéficos no aspecto da longevidade para esta população.
Um estudo recentemente publicado em Journal of Social Science & Medicine examinou a vantagem de sobrevivência associada com a leitura, e o tipo de material lido que influencia esta vantagem. Os livros engajam as mentes dos leitores mais do que jornais e revistas, levando a benefícios cognitivos e resultando assim em maior longevidade. Benefícios cognitivos adquiridos incluem vocabulário, raciocínio, concentração e pensamento crítico. A leitura de livros também promove empatia, percepção social e inteligência emocional, elementos-chave essenciais para uma maior sobrevivência.
A coorte de estudo foi extraída do Health and Retirement Study, coletado pelo Instituto de Pesquisa Social e apoiado pelo Instituto Nacional sobre o Envelhecimento, dos Estados Unidos. Os dados continham perguntas sobre hábitos de leitura e foram coletados por meio de pesquisas telefônicas. Todos os participantes preencheram questionários telefônicos idênticos e procedimentos de acompanhamento. A amostra final foi constituída por 3.635 indivíduos que foram acompanhados por – aqui foi usada uma medida que combina o número de pessoas e seu tempo dedicado ao estudo – 34.496 pessoas/anos, com 27,4% dos indivíduos morrendo, em média, 9,49 anos durante o acompanhamento.
O tempo gasto na leitura de livros e periódicos foi avaliado para calcular os escores de leitura. O estado de sobrevivência foi determinado pela correspondência dos participantes ao Índice Nacional de Morte. O tempo de acompanhamento foi calculado a partir da primeira pesquisa até a morte ou 31 de dezembro de 2012. O engajamento cognitivo foi avaliado usando variáveis que abrangem o estado mental e de memória. Foram incluídas covariáveis que poderiam influenciar a leitura ou a sobrevivência (por exemplo, câncer, doença pulmonar, doença cardíaca, acidente vascular cerebral, artrite, diabetes e hipertensão, acuidade visual, riqueza, estado matrimonial, situação profissional, depressão, idade, sexo, raça, saúde auto-avaliada e educação). Testes estatísticos apropriados foram realizados e foram ajustados para todas as covariáveis.
Os resultados mostraram uma vantagem de sobrevivência de 23 meses, apoiando a predição de que a leitura de livros estava associada a uma sobrevida significativamente maior. Uma redução de 20% na mortalidade foi observada para aqueles que leem livros, e qualquer nível de leitura de livros foi encontrado para dar uma vantagem de sobrevivência significativamente mais forte do que a leitura de periódicos. Assim, o estudo conclui que os livros podem não só introduzir algumas ideias e personagens interessantes, mas também podem fornecer mais anos de leitura e vida saudável.
Artigo traduzido por Essential Nutrition
Referências:
http://www.medicalnewsbulletin.com/benefits-book-reading-longevity-reduced-mortality-september-26-2016/
Postado por admin em 17/jan/2017 -
À medida que uma crescente consciência surge em relação à necessidade de levar estilos de vida mais saudáveis, as pessoas começaram a incorporar vários superalimentos às suas dietas. Sim, estamos falando da couve, moringa, brócolis, abacate e similares. No entanto, desconhecida para muitas pessoas, a humilde beterraba é tanto quanto poderosa. Esta raiz roxa oferece muitos benefícios para lhe manter apto, forte e saudável.
A beterraba contém grandes quantidades de fibras solúveis, flavonoides e betacianina – o composto que lhe dá a cor vermelho-púrpura. Sendo um antioxidante poderoso, ajuda a reduzir a oxidação do colesterol “ruim” LDL e não permite que ele se deposite nas paredes das artérias. Isso protege o coração de potenciais ataques cardíacos e derrames, reduzindo a necessidade de medicação.
Teve um dia ruim no trabalho e sentiu a sua pressão arterial atingindo o céu? Beba suco de beterraba. A beterraba é uma grande fonte de nitratos que quando consumidos são convertidos em nitritos e um gás chamado óxido nítrico. Ambos os componentes ajudam a alargar/relaxar as artérias e, como resultado, baixar a pressão arterial.
Este superalimento é embalado com sílica, o mineral que facilita para que o corpo use o cálcio eficientemente. O cálcio é o bloco de construção dos nossos ossos e dentes. Assim, um copo de suco de beterraba por dia poderia ajudar a evitar a osteoporose e ossos frágeis.
Sendo um vegetal de índice glicêmico médio, a beterraba libera açúcares lentamente na corrente sanguínea. Isso ajuda a manter baixos os níveis de açúcar no sangue, enquanto sacia ânsias de açúcar. Além disso, possui poucas calorias e não contém gordura tornando-se perfeito para diabéticos.
A beterraba é rica em ferro. O ferro ajuda na formação de hemaglutinina, que é uma parte do sangue que ajuda a transportar oxigênio e nutrientes para várias partes do corpo.
Um estudo apresentado na conferência da Associação Americana de Diabetes afirmou que a beterraba ajuda a impulsionar a energia de uma pessoa. Devido ao seu conteúdo de nitrato, ajuda a dilatar as artérias, ajudando assim no transporte adequado de oxigênio para várias partes do corpo, aumentando a energia de uma pessoa. Outra teoria é que, por ser rica em ferro, ajuda a melhorar a resistência de uma pessoa. Portanto, um ótimo alimento para o final de um dia cansativo.
A betacianina na beterraba tem outra função muito importante. Em um estudo feito na Universidade de Howard, Washington DC, foi encontrado que a betacianina ajudou a retardar o crescimento de tumores em 12.5% nos pacientes com câncer de mama e próstata. Este efeito não só ajuda no diagnóstico e tratamento de cânceres, mas também ajuda a evitar a recidiva.
Traduzido por Essential Nutrition
Referências:
https://www.hungryforever.com/health-benefits-beetroot/
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