Conheça estratégias que ajudam a melhorar o desempenho dos corredores e entenda as principais dúvidas de quem quer avançar no esporte.

Atualmente, a corrida de rua agrega milhões de apaixonados. Segundo o relatório “Por dentro do corre”, assinado pela Olympikus e BOX1824, ela é o 4º esporte mais praticado no Brasil e, em 2025, somou 15 milhões de corredores.

A popularidade da corrida de rua também vem puxando sua evolução. Boa parte das pessoas que correm desejam melhorar a performance, e isso não significa correr mais, mas correr melhor.

Neste texto, você vai entender por que treino estruturado, recuperação adequada e nutrição direcionada são pilares fundamentais para avançar na corrida de rua com saúde e consciência.

Treino estruturado

Um treino de corrida de rua bem organizado considera a evolução do ritmo, da intensidade e da resistência do atleta para que ele melhore o seu desempenho. 

Por onde começar: a progressão da caminhada para a corrida

Para quem está começando a praticar corrida de rua, o segredo não é correr até perder o fôlego, mas sim, educar o corpo. Intercalar caminhada e corrida (método run-walk) é uma boa técnica, e permite que o corpo se adapte ao novo hábito, diminuindo o risco de lesões logo no início dos treinos. 

O tempo de caminhada e de corrida e o número de repetições são individuais e variam de acordo com cada pessoa, sua experiência prévia e tolerância física, respiratória e mental e disponibilidade de tempo.  

Veja um exemplo:

Depois de engrenar nos treinos, é interessante partir para técnicas que ajudem a evoluir na corrida de rua, como melhorar o ritmo, controlar a intensidade e a respiração e desenvolver resistência.

Vale lembrar que esse plano é uma sugestão. É importante buscar a orientação de um profissional especializado para planejar o treino de acordo com as necessidades individuais de cada atleta.

Ritmo na corrida de rua (pace)

O ritmo, ou pace, é a velocidade média com que o corredor percorre uma determinada distância, normalmente expressa em minutos por quilômetro (min/km). Ou seja, ele indica quanto tempo o atleta leva para completar cada quilômetro da corrida.

Para medir o ritmo médio é preciso dividir o tempo total pela distância percorrida. Como exemplo, se uma pessoa corre 5 km em 30 minutos, o pace será de 6:00 min/km. 

Atualmente, o ritmo da corrida é registrado pelos corredores automaticamente com o uso de smartphones, smartwatches e aplicativos de esportes. Para quem deseja evoluir na prática esportiva, entender, acompanhar e procurar formas de melhorar o pace é uma estratégia bem importante.

Como melhorar o ritmo na corrida de rua

Algumas estratégias ajudam a melhorar o pace dos corredores. Entre elas, estão:

  • Tiros curtos e longos durante a corrida: intervalar o treino ajuda a aumentar a velocidade e a resistência.
  • Fortalecimento da musculatura: praticar exercícios que tornam pernas, core e glúteos mais fortes contribui com o aumento da potência.
  • Técnicas de corrida: postura certa e uma boa cadência (quantidade de passos dados por minuto) são essenciais.
Tipos de treino para ganhar velocidade

Correr melhor é diferente de correr mais. Contudo, a velocidade também está entre os quesitos para melhorar o pace, e alguns treinos são bem eficientes para desenvolvê-la, como:

  • Sprints: corridas curtas e intensas que ajudam a aumentar a velocidade máxima e a potência muscular. O objetivo é correr o mais rápido possível num intervalo curto de tempo, alternando com períodos de descanso.
  • HIIT (High-Intensity Interval Training): alterna períodos de esforço intenso e recuperação (30 segundos correndo + 30 segundos andando, por exemplo), melhorando capacidade cardiovascular e resistência à fadiga.
  • Fartlek: variação de ritmo durante a corrida, combinando trechos rápidos e mais leves para desenvolver velocidade e resistência. Mistura corrida leve, moderada e forte, de forma mais “natural” (ou intuitiva) e menos programada.
  • Treino progressivo: corrida em que a velocidade aumenta gradualmente. Diferentemente dos outros tipos, ele não tem períodos de descanso, de modo que a sua intensidade aumenta conforme a distância percorrida até o fim da corrida.
  • Subidas (hill repeats): corridas em aclives curtos e repetidos, fortalecendo pernas, glúteos e melhorando a capacidade cardiorrespiratória.
  • Treino de força: exercícios fora da corrida que fortalecem pernas, core e glúteos, tornando a passada mais potente e eficiente.

Intensidade da corrida

Outro fator muito importante para estruturar o treino e evoluir na corrida de rua é saber “trabalhar” com a intensidade do exercício. Existem alguns quesitos que ajudam a mensurar o quão intensa está a corrida, como a frequência cardíaca, a percepção de esforço e a respiração.

Frequência cardíaca

A frequência cardíaca (FC) mostra o número de batimentos do coração por minuto. Ela indica o quanto seu sistema cardiovascular está “sendo exigido” no exercício. Ou seja, valores mais altos refletem maior consumo de oxigênio, e valores mais baixos indicam menor demanda metabólica.

Claro que cada pessoa tem suas particularidades, mas, de forma geral, pode ser utilizada a frequência cardíaca máxima (FCmáx) do indivíduo, que varia com a idade, como base. Para descobrir sua FCmáx, basta calcular: 220 – idade = FCmáx

  • Exemplo: pessoa de 40 anos: 220 – 40 = 180 bpm (essa é a frequência cardíaca máxima).

Para usar a frequência cardíaca de forma estratégica durante a corrida, é interessante saber que até 70% da FCmáx, o nível de intensidade do treino pode ser considerado leve. De 70 a 85% moderado, e acima de 85% intenso.

  • Seguindo o exemplo: até 126 bpm (70%) é considerado um nível leve, de 126 a 153 bpm (70% a 85%) moderado e acima de 153 bpm (85%) intenso.

Além disso, a frequência cardíaca é um marcador que entrega outras informações importantes para quem quer evoluir. Uma FC muito alta em treino leve pode indicar fadiga. Por outro lado, marcar a mesma FC, mas correr mais rápido, mostra uma melhoria no desempenho, indicando uma adaptação favorável do sistema cardiovascular durante a atividade, consumindo menos oxigênio para percorrer a mesma distância, mas em uma maior velocidade.

Percepção de esforço

Quem treina diariamente costuma perceber quando o exercício exige mais do corpo. Essa percepção é uma das ferramentas que ajudam a avaliar a intensidade do treino. 

Para mensurar o quão exaustivo é o exercício, existem metodologias diferentes, e uma das mais conhecidas é a Escala de Borg, utilizada para apontar a Percepção Subjetiva de Esforço (PSE). 

Atualmente, a Escala de Borg foi adaptada para um modelo simples, na qual 0,5 é quando o esforço é muito, muito leve e 10 quando o esforço é máximo:

Respiração

Outra forma de analisar a intensidade do treino é colocar a atenção na respiraçãodurante e após a corrida. Isso, porque quanto mais intenso, mais rápida e profunda fica a respiração.

Confira algumas características:

🟢 Intensidade leve: respiração tranquila, feita pelo nariz ou nariz + boca. É possível conversar normalmente.

🟡 Intensidade moderada: respiração mais acelerada, já exige respiração também pela boca. É possível conversar com frases curtas.

🔴 Intenso: respiração ofegante, difícil controlar e conversar.

Como respirar melhor durante a corrida

A respiração é uma estratégia importante para quem quer evoluir na corrida. Afinal, quando bem ajustada, ela otimiza a ventilação pulmonar, favorecendo a oxigenação dos músculos e ajudando a reduzir a fadiga. 

Existem alguns tipos de respiração que podem ser executadas durante a corrida, que ajudam a respirar melhor, como:

Respiração Nasal

Em intensidades leves, a respiração pelo nariz ajuda a filtrar, aquecer e umidificar o ar, além de favorecer um ritmo mais controlado.

Respiração Nasal + Bucal

À medida que a intensidade aumenta, a respiração pela boca se torna necessária para dar conta da maior demanda de oxigênio, ficando uma respiração nasal + bucal.

Respiração diafragmática (abdominal)

Feita ao expandir o abdômen, é uma respiração que permite maior entrada de ar e melhor ventilação pulmonar.  Ajuda a economizar energia e reduz a sensação de cansaço.

Respiração ritmada

É um padrão de respiração alinhado ao ritmo da corrida, por exemplo: inspirar por 3 passos e expirar por 2. Ajuda a manter constância e controle.

Zonas de treinamento

As zonas de treinamento organizam a corrida por níveis de intensidade, ajudando a evoluir com mais segurança. Elas podem ser definidas pelo percentual da frequência cardíaca máxima (%FCmáx), ritmo, percepção de esforço, entre outros:

Zona Borg  %FCmáx Respiração PSE
Zona 1 (Recuperação/leve) 1–2 55–70% Muito tranquila Muito leve
Zona 2 (Base aeróbica) 3–4 70–80%  Leve, controlada Leve a moderada
Zona 3 (Moderada/intensa) 5–6 80–90% Ritmada, mais intensa Moderada
Zona 4 (Muito intensa) 7–8 90–95% Ofegante Forte
Zona 5 (Máxima) 9–10 95–100% Muito ofegante Muito forte/máximo

 

Uma dica para melhorar o desempenho na corrida é variar as zonas ao longo da semana, priorizando mais tempo nas zonas leves (1 e 2) e utilizando as zonas mais intensas (3, 4 e 5) de forma planejada. Isso melhora o desempenho, reduz o risco de lesões e ajuda a evoluir com constância.

Dor de facão

A dor de facão, clinicamente chamada de Dor Abdominal Transitória Relacionada ao Exercício (DATRE), é aquela pontada aguda na lateral do abdômen que surge durante a corrida ou outras atividades de esforço intenso que envolvem movimentos repetitivos do tronco. 

Fatores como postura, respiração curta e o consumo de alimentos pesados antes do treino podem desencadear o desconforto, cuja origem fisiológica ainda não está totalmente esclarecida pela ciência.

Para aliviar a dor no momento em que ela ocorre, o ideal é reduzir o ritmo, pressionar levemente a região afetada e focar em respirações profundas e controladas. 

Resistência na corrida de rua

Desenvolver resistência é preparar o corpo para ir mais longe com eficiência. Por isso que ela é mais um dos pilares importantes para evoluir na corrida. Para isso, a dica é focar na base aeróbica e na constância dos treinos.

Base aeróbica

A base aeróbica é o “motor” de quem corre, é a capacidade de sustentar o esforço ao longo do tempo. Fisiologicamente, ela é a capacidade do corpo de produzir energia usando oxigênio de forma eficiente. 

Para desenvolver uma base consistente, muitas pessoas focam no “treino de base”, que é feito com corridas leves e contínuas, com a respiração controlada, a percepção de esforço leve a moderada e com o aumento progressivo do volume da corrida.

É importante destacar que uma base aeróbica bem trabalhada é essencial para adaptar o corpo para ir mais longe, com menos cansaço, mais estabilidade no ritmo e melhor recuperação entre os treinos.

Volume máximo de oxigênio

Quem já está no mundo dos corredores, deve conhecer a sigla VO2 máx, utilizada para sinalizar o volume máximo de oxigênio que o corpo consegue consumir por minuto durante esforço intenso. Geralmente, ele é medido em ml/kg/min (mililitros de oxigênio por kg de peso por minuto).

NA maioria das vezes, quanto maior o VO2 máx, melhor o condicionamento físico, porque os músculos recebem oxigênio suficiente para produzir energia de forma eficiente. Para melhorá-lo, treinos mais intensos, com subidas e volume consistente costumam ser indicados.

Treinos longos

Além de serem fundamentais para a construção da base aeróbica, os “longões” ajudam a fortalecer os tendões e as articulações para suportar volumes maiores em situações futuras. Para focar na resistência, é importante manter a intensidade leve.

Frequência semanal

A frequência dos treinos é uma das estratégias para melhorar a resistência, pois ela ajuda a ter constância e ritmo. Na prática, não adianta correr uma longa distância em alta velocidade em um único dia e voltar a correr apenas uma ou duas semanas depois.

Para desenvolver resistência, é importante manter os treinos semanais, preferencialmente de 3 a 4 dias por semana.

Como montar um plano para evoluir na corrida

Planejar o treino permite que o corpo se adapte gradualmente aos estímulos, reduzindo o risco de lesões e melhorando o desempenho ao longo do tempo.

Para isso, o primeiro passo é definir metas com base na distância percorrida. Um modelo bastante utilizado é começar com a meta de 1km, 5km, depois 10km e 15km, progredindo aos poucos para meia-maratona (21,0975km) e maratona (42,195km).

Estratégias de progressão

Para progredir nas metas propostas, existem algumas estratégias fáceis de colocar na rotina dos treinos. 

Uma delas é aumentar a distância de corrida em até 10% a cada semana. Ou seja, quem corre 5km, pode ter como meta correr até 5,5km na semana seguinte.

Outra forma é a periodização dos treinos, na qual a intensidade e o volume da corrida são distribuídos estrategicamente durante as semanas. Em vez de treinar sempre no mesmo ritmo e distância, a periodização alterna estímulos para gerar evolução contínua. Um exemplo simples inclui:

  • treinos leves para recuperação;
  • treinos moderados para ganho de resistência;
  • treinos intensos para melhora de velocidade e capacidade cardiovascular.

Recuperação adequada (recovery)

Além do treino bem estruturado, a recuperação também é um pilar para evoluir na corrida de rua. Isso, porque o processo de reparação é muito importante para consolidar os resultados dos treinos. É nesse período que o corpo repara microlesões musculares, reorganiza a energia e se adapta ao esforço realizado.

Sem uma recuperação adequada, os riscos de overtraining e lesões aumentam, e a evolução fica comprometida.

Descanso e supercompensação

Se você quer correr mais e melhor, é fundamental descansar de verdade e ter isso como uma parte ativa do treinamento. Durante o sono, ocorre a liberação de hormônios importantes, como o hormônio do crescimento, que participa da regeneração muscular. Também, é nesse período que tecidos são reparados e novas fibras musculares são formadas com mais intensidade pelo organismo. 

Somado a isso, o descanso ainda favorece a supercompensação: após treinar, o desempenho do corpo cai temporariamente devido ao desgaste. Com uma recuperação adequada, ele não apenas retorna ao nível anterior, mas se adapta para um nível superior, ficando mais resistente e eficiente. 

Uma dica que qualquer corredor precisa saber é: dormir bem é o que permite transformar o estímulo do treino em uma melhora no desempenho. Acompanhando essa lógica, a evolução na corrida de rua não acontece apenas durante o treino em si, mas também no período entre um estímulo e outro.

Overtraining

Por outro lado, quando o corpo não descansa o suficiente, a alimentação é inadequada, o sono não é de qualidade e a carga de exercícios é excessiva, é possível que aconteça o overtraining, uma condição associada à exaustão. 

Confira os principais sinais de quem está passando por um overtraining:

  • queda de performance mesmo treinando com frequência;
  • cansaço persistente ou sensação de “peso” nas pernas;
  • irritabilidade ou alterações de humor;
  • dificuldade para dormir ou sono não reparador;
  • maior propensão a lesões.

Lesões

A corrida de rua é considerada um esporte de alto impacto, assim, ela pode sobrecarregar as articulações, principalmente o joelho, e outras partes importantes, como a canela. 

Além disso, é uma das atividades que lesiona atletas com frequência, e muitas dessas lesões estão associadas à falta de condicionamento físico, de técnica, de equipamento adequado – como utilizar não utilizar um tênis apropriado, intensidade excessiva e recuperação inadequada.

Para evitar lesões, é importante evoluir com cautela e programação, respeitando os limites do corpo e da mente, preferindo uma alimentação saudável e priorizando o descanso de qualidade entre as sessões de treinamento. 

Outro ponto importante é fortalecer a musculatura corporal com exercícios de força, especialmente para pernas e abdômen. 

Tênis de corrida

A escolha do tênis adequado para corrida é fundamental para evitar lesões. Muitos corredores experientes utilizam tênis de placa, que contém uma placa na entressola do calçado, geralmente de carbono. A ideia é deixar o equipamento mais rígido para impulsionar a performance. 

Mas, para quem está começando, o tênis de placa pode não ser o ideal por falta de adaptação. Da mesma forma, tênis comum, sem estrutura de amortecimento e conforto adequado, também não é o recomendado. 

O ideal é buscar um modelo que seja específico para o esporte de acordo com o momento do atleta. Educadores físicos , treinadores, fisioterapeutas e ortopedistas podem ajudar na escolha certeira.

Nutrição direcionada

Uma pesquisa publicada na Revista Brasileira de Nutrição Esportiva mostrou a influência da corrida no padrão alimentar dos praticantes: a maioria (65,1%) afirmou ter melhorado sua  alimentação desde que iniciou a prática, o que inclui a redução do açúcar na dieta e o aumento do consumo de frutas e verduras.

Para quem quer melhorar no esporte, isso faz todo o sentido! Afinal, a alimentação é uma das bases para evoluir na corrida. Ela influencia diretamente a produção de energia, a resistência, a recuperação e até o risco de lesões.

Por isso, ingerir certos nutrientes, via alimentação ou suplementação, que favoreçam o desempenho pré, intra (no caso de treinos mais longos) e pós-corrida é algo estratégico para quem deseja melhorar no esporte.

Antes da corrida

O pré-treino ideal para quem corre depende da distância, tempo de corrida e do quão antes a refeição é feita. Antes das corridas curtas (1h ou menos), refeições leves, frutas e/ou mel, que fornecem energia rápida ao organismo, cafeína e suplementos pré-treino são boas dicas.

As corridas longas podem precisar de fontes imediatas e duradouras de energia para manter a performance ao longo do trajeto. Nesse caso, opções de pré-treino com carboidratos que liberam energia rápida e prolongada são bem-vindas. 

Durante a corrida

No caso das corridas mais longas, o corpo pode precisar repor energia e hidratação no percurso. Por isso que carboidratos e eletrólitos costumam estar entre os nutrientes que auxiliam os atletas enquanto correm.

Carboidratos são fonte energética, enquanto os eletrólitos, perdidos pelo suor, são minerais importantes para manter a hidratação e para evitar fadiga e câimbras.

Nesse momento, alimentos de fácil consumo como frutas in natura ou secas e pão com geleia, além de suplementos em gel, ready to drink, mochila de hidratação, sachê de eletrólitos e outros formatos nos quais o atleta consegue consumir enquanto corre ajudam a manter a performance do treino ou prova.

Após a corrida

Depois de correr, é interessante repor nutrientes que foram perdidos durante o treino. Entre os mais relevantes estão a proteína, essencial para a reparação muscular, a creatina, aminoácido importante para o fornecimento de energia aos músculos, os carboidratos, para a reposição de glicogênio e auxiliar na reconstrução muscular e os eletrólitos para a reposição da hidratação. 

Esses nutrientes podem ser repostos pela ingestão de água e alimentação, com uma refeição completa (um prato saudável de almoço/jantar ou um lanche contendo frutas, iogurte, sementes). Porém, a suplementação também pode ser necessária para suprir as necessidades individuais e trazer mais praticidade.

Ainda, alguns nutrientes participam da saúde das articulações e dos ossos, como os colágenos, fundamentais para fortalecer a estrutura e prevenir lesões.

Suplementação para corredores

A suplementação para corredores é uma aliada importante quando integrada a um plano consistente de treino, recuperação e nutrição. Ela pode potencializar a recuperação e o desempenho, respeitando a individualidade e os objetivos de cada praticante de corrida de rua. Quando bem planejada, contribui para uma evolução mais eficiente e equilibrada.

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Perguntas frequentes

Como correr mais rápido?

Para correr mais rápido é preciso estruturar o treino e não apenas focar na velocidade. A dica é combinar diferentes estímulos ao longo da semana, alternando a intensidade dos treinos para melhorar a eficiência da corrida. 

Além disso, manter constância e respeitar os períodos de descanso são fatores decisivos para ganhar velocidade de forma segura e progressiva.

Como ganhar fôlego na corrida?

Ganhar fôlego está relacionado ao desenvolvimento da capacidade aeróbica, que melhora com treinos regulares em intensidade leve a moderada. 

Correr em um ritmo confortável, onde ainda é possível conversar, ajuda o corpo a se adaptar e utilizar melhor o oxigênio.

Correr todo dia faz mal?

Não é necessariamente prejudicial, mas depende da forma como o treino é estruturado e do nível de condicionamento físico de cada pessoa. 

O que não pode ser esquecido é a recuperação adequada, pois é nesse período que o corpo se fortalece e evolui.

Qual o melhor horário para correr?

O melhor horário para correr é aquele que se encaixa na sua rotina e permite manter consistência ao longo do tempo. 

Independentemente do horário escolhido, fatores como clima, segurança e disposição pessoal devem ser considerados para garantir regularidade nos treinos.

Musculação atrapalha a corrida?

Pelo contrário! Ela potencializa o desempenho quando bem integrada à rotina. O fortalecimento muscular melhora a estabilidade, a potência e a eficiência dos movimentos, além de reduzir o risco de lesões comuns em corredores.

As informações fornecidas neste site destinam-se ao conhecimento geral e não devem ser um substituto para o profissional médico ou tratamento de condições médicas específicas. Assim, as informações contidas aqui não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Procure sempre o aconselhamento do seu médico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter a respeito de sua condição médica. Por fim, nunca desconsidere o conselho médico ou demore na procura de ajuda por causa de algo que tenha lido em nosso site e mídias sociais da Essential.

Box 1824; Olympikus. Por dentro do corre II: a cultura da corrida no Brasil. 2025.

Nikolaidis, P. T. et al. Sleep in marathon and ultramarathon runners: a brief narrative review. Frontiers in Neurology, 2023.

Quan, W. et al. Do novice runners show greater changes in biomechanical parameters? Applied Bionics and Biomechanics, 2021.

Revista Brasileira de Nutrição Esportiva. Estilo de vida de praticantes de corrida de rua. 2020.

Seiler-Viken, S. A. et al. Contextualizing the Norwegian standardized intensity zone framework in an international sample of endurance practitioners. Scientific Reports, 2025.

Van der Worp, M. P. et al. Injuries in runners: a systematic review on risk factors and sex differences. PLOS ONE, 2015.

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