Tão importante quanto emagrecer, é conseguir manter os resultados alcançados ao longo do tempo. Por isso, estratégias que ajudam a conter o reganho de peso são bem-vindas para quem está em processo de emagrecimento.

Com o aumento do uso de análogos de GLP-1 e os resultados expressivos
promovidos pelas “canetas emagrecedoras”, cresce também a atenção para estratégias que ajudem a manter o peso
conquistado durante o tratamento.

Isso porque o reganho de peso é mais comum do que parece. Estudos mostram que parte do peso perdido pode ser recuperada meses ou anos após terapias
de emagrecimento,
especialmente quando não há acompanhamento contínuo e
nem mudanças sustentáveis no estilo de vida.

Além do uso de análogos de GLP-1, pacientes pós-bariátrica ou pessoas que fazem dietas
muito restritivas também podem enfrentar desafios para manter o peso depois de emagrecerem.

Neste conteúdo, você vai entender melhor por que o reganho de peso pode acontecer e como
é possível favorecer o emagrecimento saudável e a manutenção da composição corporal de forma mais consistente e
duradoura.

O que é reganho de peso e por que ele acontece?

O reganho de peso é definido como o ganho progressivo que ocorre após uma perda de peso
bem-sucedida. Na prática, isso significa que a pessoa perdeu peso e conseguiu manter por algum tempo, mas depois
voltou a ganhar parte, tudo ou até mais do que o peso perdido. 

Os motivos são vários, e vão desde a diminuição da adesão ao tratamento até alterações
hormonais e redução do gasto energético em repouso, além de questões psicológicas e de estilo de vida.

Para se ter um parâmetro, estudos consideram como um emagrecimento bem-sucedido quando
perda de cerca de 10% do peso inicial mantida por pelo menos um ano.

Reganho de peso após cirurgia bariátrica

Após a cirurgia bariátrica, pequenas oscilações de ganho de peso entre 5% e 10% do que foi perdido são consideradas
normais
e podem ocorrer ao longo do tempo. No entanto, quando o paciente
recupera mais de 10% do peso que havia perdido após atingir seu menor peso, considera-se que houve reganho de
peso.

Esse processo pode acontecer meses ou anos após a cirurgia e não significa
necessariamente uma falha no tratamento. Porém, é um sinal de alerta que merece avaliação e acompanhamento
profissional para identificar possíveis causas e definir estratégias que ajudem a preservar os resultados
alcançados.


Muitos estudos mostram que o reganho de peso pós-bariátrica é comum. Em média,
cerca de metade dos pacientes volta a ganhar peso. Em um acompanhamento de 10 anos, mais da metade recuperou pelo menos
20% do peso que havia perdido
.

Em uma pesquisa com mais de mil pessoas, após atingir o menor peso, muitos pacientes já
haviam recuperado parte do peso em apenas 1 ano. Esse reganho aumentou com o tempo: depois de 3 anos, ele mais que
dobrou e,
em 5 anos, cerca de dois terços dos participantes já tinham recuperado uma parte
significativa do peso perdido
.

Reganho de peso após uso de análogos de GLP-1

As canetas para emagrecimento têm ganhado destaque no tratamento da obesidade por
promoverem perda de peso significativa. No entanto, uma dúvida comum é o que acontece após a interrupção do
uso.

Uma análise que reuniu vários estudos mostrou que, após
parar o uso dessas medicações, parte do peso perdido pode voltar
. Em
média, o reganho foi de cerca de 1,5 kg a 5 kg. Também foi observado que, quanto maior a perda de peso durante o
tratamento, maior tende a ser o reganho depois.

Em outro estudo mais longo, os participantes foram acompanhados por mais de dois anos.
Após interromperem o uso da semaglutida,
eles recuperaram em média 11,6% do peso que haviam
perdido
. Além disso, muitas das melhorias em indicadores
cardiometabólicos observadas com a perda de peso, também diminuíram com o tempo.

O que acontece ao encerrar o uso das canetas emagrecedoras: por que o efeito rebote pode acontecer?

As canetas emagrecedoras atuam “imitando” a ação do hormônio GLP-1, liberado no
intestino após a ingestão alimentar e que age aumentando a saciedade, reduzindo o apetite, estimulando a liberação de
insulina e desacelerando o esvaziamento gástrico. Quando o uso é interrompido, esse estímulo deixa de ocorrer e a
sensação de fome tende a voltar. 

Além disso, outros fatores podem contribuir para o reganho de peso após a suspensão do
tratamento, como o abandono do acompanhamento profissional, o abrandamento dos cuidados com a alimentação e a prática
de atividade física, além da interrupção ou do desmame da medicação de forma inadequada.

Outro aspecto importante é que, após a perda de peso, o organismo passa a gastar menos
energia em repouso, um mecanismo natural de adaptação metabólica. Essa redução do gasto energético, associada ao
aumento do apetite e às mudanças nos hábitos de vida, pode favorecer a recuperação parcial ou total do peso
perdido.

Principais fatores que aumentam o risco de reganho de peso

O peso corporal é resultado do equilíbrio entre ingestão e gasto de energia. Quando há
maior ingestão do que gasto, o excesso é armazenado pelo organismo, especialmente na forma de gordura. Quando há menor
ingestão e maior gasto, acontece a perda de peso corporal.

Esse equilíbrio é influenciado por três grupos de fatores interligados: biológicos,
comportamentais e ambientais. Ou seja, não depende só de “comer mais ou menos”, mas de uma interação mais
complexa.

Fatores biológicos

Durante o emagrecimento, a genética exerce influência sobre a forma como cada indivíduo
responde à perda de peso. Somado a isso, especialmente em situações de restrição calórica mais intensa, o organismo
ativa mecanismos biológicos de adaptação, incluindo alterações metabólicas e hormonais, que podem dificultar a
manutenção do peso perdido.

Esse processo faz parte de um sistema de proteção que interpreta a perda de peso como
uma ameaça, e tenta preservar as reservas de energia – especialmente a gordura. Por isso, após emagrecer, o corpo
tende a ajustar fome,
saciedade e gasto
energético, o que torna a manutenção mais desafiadora do que parece.

A seguir, entenda os principais fatores biológicos envolvidos e como eles podem impactar
o reganho de peso.

Genética

Algumas pessoas têm variações genéticas que tornam o organismo mais
propenso a recuperar o peso perdido
. Esses genes atuam em diferentes
frentes:

  • Apetite e saciedade: maior fome ou
    menor resposta aos sinais de saciedade.
  • Metabolismo: tendência a gastar
    menos energia do que o esperado após o emagrecimento.
  • Armazenamento de gordura: maior
    facilidade em acumular gordura corporal com o reganho de peso.
  • Comportamento alimentar: maior
    ativação do sistema de recompensa pela comida.

Esses efeitos também variam conforme fatores como sexo, idade, hormônios e tipo de
intervenção. Apesar do papel relevante da genética e hereditariedade no peso corporal, pesquisas mostram que
a adesão a um estilo de vida saudável está associada a um risco reduzido de
obesidade
, independente das variações genéticas. 

Dessa forma, é importante pontuar que a genética, por si só, não determina o reganho de
peso, mas sim, influencia a forma como o corpo responde ao emagrecimento. A combinação de fatores comportamentais e
ambientais faz toda a diferença nessa questão.

Hormônios

O peso corporal também pode ser influenciado por um sistema de hormônios e sinais
cerebrais, secretados principalmente no hipotálamo, região do cérebro que integra informações sobre fome, saciedade
e reservas de energia. 

Alguns hormônios sinalizam a fome (como a grelina), enquanto outros suprimem o
apetite e informam a saciedade (como leptina, insulina, GLP-1 e outros). Esse sistema funciona em conjunto com
órgãos como estômago, intestino, pâncreas e tecido adiposo.

Um estudo com pessoas com obesidade grave mostrou que, após uma dieta muito restritiva
em calorias que levou a uma grande perda de peso (~13kg em 10 semanas),
houve
aumento da fome, da vontade de comer e do desejo por alimentos

Foi verificado aumento de grelina e diminuição de leptina e de outros hormônios
associados à saciedade. Essas alterações continuaram mesmo após os pacientes reganharem todo o peso perdido, com
duração de pelo menos um ano. 

Ou seja, a perda de peso levou a alterações hormonais que refletem em maior sensação de
fome, menor saciedade e aumento dos desejos alimentares, o que pode contribuir para a ingestão calórica e,
consequentemente, para o reganho de peso.

Isso reforça a importância de uma estratégia nutricional que restrinja calorias num
nível personalizado e com um plano alimentar que envolva mudanças de comportamento a longo prazo, contribuindo para
ajudar a “driblar” essas mudanças hormonais que acontecem durante o emagrecimento.

Adaptação metabólica

Uma das principais adaptações do organismo após o emagrecimento é a redução do gasto
energético em repouso, pois um peso corporal menor demanda menos energia para se manter funcionante. 

Apesar de ser algo plausível e lógico, na prática, o
corpo passa a gastar ainda menos calorias do que o esperado, mesmo mantendo os mesmos hábitos
, podendo levar a um “descompasso” entre ingestão e gasto, especialmente se considerarmos as
alterações de fome e saciedade, que podem impulsionar ainda mais o consumo calórico.

Além disso, pode haver alterações no metabolismo dos nutrientes. Após perder peso, pode
haver menor capacidade de oxidar gordura, o que também contribuiria para o seu maior armazenamento no corpo.

Fatores comportamentais

A relação com a comida é um dos principais aspectos que podem determinar o controle do
peso. Comer não é guiado apenas pela fome física, mas também por prazer, recompensa e emoções, o que pode levar à
vontade de comer mesmo sem necessidade energética. Isso pode ser causado por alguns fatores comportamentais:

Restrição calórica excessiva

Embora a redução da ingestão calórica seja importante para promover a perda de peso,
restrições muito severas podem ter o efeito contrário ao esperado. Quando o organismo recebe uma quantidade de energia
muito abaixo de suas necessidades por períodos prolongados, mecanismos de adaptação entram em ação para preservar as
reservas energéticas.

Como consequência, pode haver aumento da fome, redução da saciedade e maior dificuldade
em manter o plano alimentar ao longo do tempo. Isso favorece episódios de comer em excesso, especialmente após
períodos de grande privação alimentar. Além disso, dietas extremamente restritivas costumam ser difíceis de
sustentar.

Fome emocional

A fome emocional acontece quando a vontade de comer é desencadeada por emoções, como estresse, ansiedade,
tristeza ou até mesmo felicidade, e não por uma necessidade física de energia. Em situações pontuais, ela é
considerada normal e faz parte do comportamento humano, como quando esporadicamente buscamos um alimento de conforto
após um dia difícil.

No entanto, quando ocorre com frequência, pode se tornar disfuncional. Nesses casos,
a pessoa pode perder a percepção da fome e da saciedade, comer além do necessário e desenvolver um desejo intenso
por determinados alimentos, especialmente doces e produtos ricos em carboidratos e gorduras.


Food noise

O food
noise
, ou ruído alimentar, é caracterizado por pensamentos frequentes,
intensos e repetitivos sobre comida ao longo do dia. A pessoa pode passar muito tempo pensando no que vai comer,
sentindo dificuldade para desviar a atenção desses pensamentos, mesmo quando não está fisicamente com fome.

Embora seja comum pensar em comida em alguns momentos, o problema surge quando esses
pensamentos se tornam constantes e passam a interferir na rotina, no bem-estar e nas escolhas alimentares. 

Estresse

O estresse tem se destacado como um fator relevante tanto no funcionamento do organismo
quanto nas escolhas alimentares do dia a dia, podendo influenciar na regulação do peso corporal.

Em um estudo com acompanhamento de seis meses, pessoas com níveis mais elevados de
estresse crônico e de cortisol (hormônio liberado em grandes quantidades quando há estresse crônico)
apresentaram maior ganho de peso ao longo do tempo. Além disso, também foram observadas alterações em hormônios relacionados ao apetite, que
se associaram a mudanças no comportamento alimentar.

Isso mostra que o estresse pode contribuir para o aumento do peso ao influenciar
mecanismos hormonais ligados ao apetite, favorecer o aumento da fome (especialmente de alimentos mais calóricos) e
estimular comportamentos alimentares motivados por recompensa. Assim, mesmo após uma perda inicial bem-sucedida, o
estresse persistente pode dificultar a manutenção dos resultados.

Sono

Se você precisa de um bom motivo pra ir pra cama mais cedo, aqui vai: dormir bem pode
ser um dos seus maiores aliados na manutenção do peso. Mais do que descanso, o sono influencia diretamente hormônios,
apetite e a forma como o corpo perde (ou recupera) gordura. 

Um estudo mostrou que dormir pouco ou ter um sono de baixa qualidade pode dificultar a manutenção do peso
perdido
. Pessoas que dormiam menos de 6 horas por noite apresentaram
maior reganho de peso (+4,9kg) e menor redução na gordura corporal (+1,2kg) em comparação àqueles com duração de sono
maior (-0,5kg e -2,2kg, respectivamente).

Além disso, uma pesquisa observou que a restrição de apenas uma hora de sono por noite
durante cinco dias pode comprometer a “qualidade” do emagrecimento, levando à perda de menos gordura corporal, mesmo
quando a perda de peso total é semelhante.

Ambiente alimentar

Fatores ligados ao prazer, como sabor, aroma e textura, ativam sistemas de recompensa no
cérebro e podem estimular o consumo de alimentos mesmo na ausência de fome física. Esse efeito é potencializado pela
fácil disponibilidade de produtos altamente palatáveis, geralmente ricos em açúcar e gordura, além do aumento do
tamanho das porções e de um estilo de vida mais sedentário.

A literatura científica reforça que o ambiente alimentar é um dos principais desafios
para a manutenção do peso. Estudos mostram que a exposição frequente a alimentos e estímulos relacionados à comida
pode aumentar o desejo de comer, mesmo sem
fome, favorecendo escolhas menos saudáveis e dificultando a manutenção dos resultados obtidos com o
emagrecimento.

Nesse contexto, manter o peso perdido não depende apenas de escolhas individuais, mas
também da capacidade de lidar com um ambiente que constantemente estimula o consumo.

Falta de acompanhamento profissional

O abandono do tratamento ou a redução da adesão às estratégias propostas pode ocorrer
por desmotivação diante de períodos de platô, pela sensação de missão cumprida após atingir o peso desejado e pela
dificuldade em manter mudanças alimentares por longos períodos. Tudo isso pode favorecer o reganho de peso.

Por isso, a manutenção não depende apenas do que é feito durante o emagrecimento, mas
também do suporte após. Sem acompanhamento profissional contínuo, estratégias que antes funcionavam tendem a perder
força. Consultas mais espaçadas, faltas aos atendimentos e menor engajamento com as orientações recebidas tendem a
enfraquecer os comportamentos que sustentam a manutenção do peso.

Evidências mostram que o acompanhamento regular é um elemento central para sustentar os
resultados. Um estudo com duração de 24 meses demonstrou que
a manutenção do peso está diretamente associada ao uso contínuo de estratégias
comportamentais
, como automonitoramento, apoio social e acompanhamento
profissional contínuo.

No decorrer do processo, a redução dessas práticas esteve relacionada a maior reganho de
peso. Em contrapartida, a continuidade do suporte profissional se destacou como um dos principais fatores para
melhores resultados na manutenção do peso.

Como prevenir o reganho de peso

Manter o peso após um processo de emagrecimento, seja com o uso de canetas de
emagrecimento, cirurgia bariátrica ou dietas, é possível com algumas mudanças de hábitos que devem ser levadas para a
vida toda. 

Estabilizar o peso conquistado envolve mudanças consistentes na rotina, na relação com a
comida e no estilo de vida. Estudos mostram que
pessoas com melhores resultados na manutenção do peso
costumam adotar bons hábitos
como praticar atividade física regularmente,
organizar a alimentação, consumir refeições mais equilibradas e monitorar o próprio peso e comportamento
alimentar.

Confira algumas das principais estratégias que podem ajudar nessa manutenção.

Mudanças comportamentais

A manutenção do peso está diretamente ligada ao comportamento no dia a dia. O
planejamento é um dos passos importantes, pois ajuda a organizar a rotina, antecipar o preparo de refeições e evitar
decisões impulsivas em momentos de fome ou pressa. 

Nesse processo, estratégias simples, como montar um cardápio semanal, podem facilitar a
adesão a hábitos alimentares mais equilibrados ao longo do tempo.

Outro ponto essencial é a consistência. Resultados duradouros não vêm de atitudes
extremas, mas de escolhas possíveis de serem mantidas sem radicalismos.

Além disso, o autoconhecimento tem um papel fundamental. Como já se sabe, a alimentação
não está relacionada apenas à fome física, mas também à fome emocional, ansiedade, estresse ou frustração. Entender
esses gatilhos permite desenvolver uma relação mais consciente com a comida e tomar decisões mais alinhadas aos
objetivos.

Construção de hábitos alimentares saudáveis

A construção de hábitos alimentares saudáveis deve ser constante. Mais importante do que
seguir dietas restritivas por períodos curtos é desenvolver uma rotina alimentar equilibrada e compatível com a
realidade de cada pessoa.

Isso inclui priorizar alimentos in natura e minimamente processados, como frutas,
verduras, legumes, grãos integrais e fontes de proteína de qualidade, além de manter uma ingestão adequada de fibras e
água. Esses hábitos ajudam a promover maior saciedade, favorecem o controle do apetite e contribuem para uma
alimentação mais equilibrada.

Também é importante compreender que uma alimentação saudável não exige perfeição.
Alimentos mais calóricos ou menos nutritivos podem fazer parte da rotina de forma ocasional, especialmente em momentos
de confraternização, celebrações e outras situações especiais. O mais importante é que essas escolhas aconteçam de
forma consciente e dentro de um contexto de equilíbrio, sem que um único momento seja visto como um fracasso ou motivo
para abandonar os hábitos construídos.

Manutenção da massa muscular

Durante o processo de emagrecimento, principalmente em dietas com restrição calórica sem
acompanhamento adequado, o corpo não perde apenas gordura: também pode haver perda de massa muscular. Isso acontece
porque, diante da redução de energia disponível, o organismo pode utilizar a proteína muscular como fonte de energia
para o corpo se manter funcionante. 

A perda de massa muscular tem impacto direto no metabolismo, já que o músculo é um
tecido metabolicamente ativo. Com menos massa magra, o gasto energético diminui, o que pode facilitar o reganho de
peso. Além disso, manter uma boa reserva de tecido muscular é muito importante para a saúde física, metabólica e para
a longevidade.

Estratégias que preservam a massa muscular, como ingestão adequada de proteínas e
prática de exercícios de força, são fundamentais para um emagrecimento mais sustentável.  

Relação com a comida

O aspecto emocional e cognitivo também tem sua importância. Desenvolver uma relação mais
consciente com a comida,  respeitando os sinais de fome e saciedade, ajuda a evitar tanto as restrições excessivas
quanto os episódios de exagero. Consegui controlar episódios de descontrole alimentar, aprender a lidar com gatilhos
emocionais e confiar na própria capacidade de manter os novos hábitos são fatores importantes nesse processo. 

Com o tempo, a repetição de escolhas consistentes torna os hábitos saudáveis mais
naturais, favorecendo a manutenção dos resultados obtidos com o emagrecimento.

Atividade física

A prática regular de atividade física é uma importante aliada na manutenção do peso,
pois contribui para o gasto energético, ajuda a preservar a massa muscular e favorece a saúde metabólica. Além disso,
o exercício também exerce efeitos positivos sobre a saúde mental, auxiliando no controle do estresse, da ansiedade e
do humor por meio da liberação de substâncias associadas à sensação de bem-estar.

Para que esses benefícios sejam sustentados ao longo do tempo, a atividade física deve
ser encarada como parte da rotina, assim como outras tarefas importantes do dia a dia. Mais do que buscar o exercício
“ideal”, é fundamental encontrar uma modalidade que proporcione prazer e que possa ser praticada com regularidade.
Caminhada, musculação, dança, ciclismo, natação ou qualquer outra atividade podem trazer benefícios quando realizadas
de forma consistente.

A longo prazo, a frequência e a continuidade costumam ser mais importantes do que a
intensidade. Por isso, escolher uma atividade compatível com a rotina e as preferências pessoais aumenta as chances de
adesão e de manutenção desse hábito.

Saúde mental

Situações de estresse, ansiedade, tristeza ou sobrecarga emocional podem aumentar o
desejo por alimentos mais palatáveis, além de favorecer episódios de alimentação emocional.

Quando essas situações se tornam frequentes, pode ficar mais difícil manter hábitos
saudáveis, praticar atividade física regularmente e respeitar os sinais de fome e saciedade. Por isso, cuidar da saúde
mental também faz parte do processo de manutenção do peso.

Estratégias como reservar momentos de lazer, investir em atividades prazerosas, manter
conexões sociais, praticar técnicas de relaxamento e buscar apoio psicológico quando necessário podem ajudar a lidar
melhor com os desafios do dia a dia. Afinal, o bem-estar emocional é um componente fundamental para a construção de
hábitos saudáveis e sustentáveis a longo prazo.

Acompanhamento multiprofissional

Contar com o acompanhamento de profissionais de saúde, como médicos, nutricionistas,
psicólogos e educadores físicos faz toda a diferença para prevenir ou reverter o reganho de peso.

Esse acompanhamento contribui para a definição de estratégias mais adequadas à rotina,
às necessidades e aos objetivos de cada pessoa, favorecendo mudanças de hábitos direcionadas e certeiras.

Gerenciamento do peso como ferramenta de saúde

Mais do que buscar resultados rápidos, o controle do peso deve ser encarado como parte
do cuidado contínuo com a saúde. Cada pessoa possui necessidades, desafios e respostas diferentes ao
tratamento. 

Quer entender melhor como emagrecer com mais equilíbrio, segurança e saúde? Acesse nosso
conteúdo
Guia do Emagrecimento Saudável e amplie o seu conhecimento.

As informações fornecidas neste site destinam-se ao conhecimento geral e não devem ser um substituto para o profissional médico ou tratamento de condições médicas específicas. Assim, as informações contidas aqui não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Procure sempre o aconselhamento do seu médico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter a respeito de sua condição médica. Por fim, nunca desconsidere o conselho médico ou demore na procura de ajuda por causa de algo que tenha lido em nosso site e mídias sociais da Essential.

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