Desidratação é um assunto sério e pode causar vários problemas de saúde. Existem diferentes tipos de desidratação que variam conforme o desequilíbrio da quantidade de água e dos minerais. Ainda, o quadro apresenta sintomas que, por muitas vezes, não são associados ao corpo desidratado, além de grupos de pessoas que são mais propensos a desidratar.

Confira neste post todos os assuntos citados acima e perceba o quanto um corpo desidratado precisa de atenção para reverter a situação e manter o funcionamento do organismo equilibrado.

O que é desidratação?

O corpo precisa de água para muitas funções. Dentre elas, é possível destacar o transporte e a distribuição de nutrientes para as células, a atuação nos processos fisiológicos e a regulação da temperatura corporal. 

Como o organismo não produz água para o seu funcionamento e ainda elimina em torno de 2,6 litros por dia (principalmente pelo suor, urina e fezes), a água precisa ser reposta.

Quando o indivíduo não se hidrata suficientemente, acontece a desidratação.

Quais são os tipos de desidratação?

Dependendo do desequilíbrio entre as quantidades de água e de eletrólitos, a desidratação recebe diferentes nomenclaturas: 

  • desidratação hipertônica: acontece quando o corpo perde mais água que eletrólitos. Menos frequente, esta desidratação pode ocorrer devido à ingestão de solução hipertônica ou à ocorrência de doenças, como a diabetes insipidus. 
  • desidratação isotônica: quando o corpo perde a mesma quantidade de água e eletrólitos, podendo acontecer em quadros de diarreia e vômitos.
  • desidratação hipotônica: quando o corpo perde mais eletrólitos que água. Normalmente é causada por sudorese excessiva ou diarreia intensa.
  • desidratação voluntária: o que poucos sabem é que a desidratação hipotônica também pode ser causada pela ingestão de grandes quantidades de água pura (sem eletrólitos) em um curto espaço de tempo. Ela pode ocorrer durante a prática esportiva, quando o corpo perde muitos eletrólitos na sudorese, ou em quem bebe muita água mesmo sem sentir sede.

Este tipo de desidratação é agravado pela própria pessoa. Com a redução na concentração de sódio plasmático, o corpo inicia uma diurese, que é a produção da urina. Esta diurese excessiva e reativa tende a causar mais sede e, se for combatida com a ingestão de mais água pura, levará a mais diurese. Assim, a pessoa, embora tenha tomado muita água, estará mais desidratada.

Quais são os sinais da desidratação?

Para perceber que o corpo está desidratado, é preciso ter atenção com alguns sintomas, os quais, muitas vezes, não são associados ao corpo desidratado.

Cansaço

Uma das causas do cansaço durante o dia é a desidratação leve. Isso porque a água ajuda o corpo a aumentar os níveis de energia através do transporte de glicose ou glicogênio para dentro das células.

Fome ou ganho de peso

Quando as células começam a receber uma quantidade insuficiente de energia, o cérebro pode interpretar como fome. Assim, muitas pessoas procuram comer algo, quando, na verdade, estão com sede.

Falhas no sistema circulatório

Quando nosso corpo se encontra bem hidratado, o sangue torna-se mais “fino” e circula de uma melhor forma. Estudos evidenciam que, quanto menos espesso e concentrado o sangue, mais fácil será para o seu sistema cardiovascular funcionar, ajudando assim a manter a frequência cardíaca e a pressão arterial mais baixas e controladas. 

Por outro lado, o corpo tem maior dificuldade de se adaptar rapidamente quando o sangue está mais “espesso”. Neste cenário, aumentam os riscos de exaustão, desmaio ao se levantar rápido ou colapso em situações de muito calor ou prática de atividade física.

Constipação

O trânsito intestinal funciona plenamente quando há um equilíbrio entre o consumo de fibras e água. Juntas, fazem as fezes ficarem mais volumosas e pastosas, impedindo o ressecamento. Dessa forma, se uma pessoa está com prisão de ventre, a primeira suspeita deve ser a baixa ingestão de fibras e/ou de água. Se o consumo de fibras está adequado, pode ser um sinal de que a ingestão de água está abaixo do adequado.

Retenção de líquido

A desidratação crônica leva à maior sinalização dos sistemas hormonais e à liberação de vasopressina, que favorecem a retenção de água e sódio. Como consequência, tem-se a redução da formação de urina e a concentração de líquidos em áreas subcutâneas, formando edemas, por exemplo.

Déficits de atenção e memória

Nossos neurônios são células altamente sensíveis a alterações na concentração de seus componentes. Quadros de desidratação podem levar a sintomas e sinais, como dores de cabeça, falta de atenção, confusão mental, sonolência e, em quadros avançados, a convulsões e coma.

Mau hálito

Quando o corpo está bem hidratado, há um aumento fisiológico da saliva na boca. Isso ajuda a desenvolver uma melhor saúde bucal e combater as bactérias que causam mau hálito.

Atividade física

Entre os principais sintomas de desidratação relatados por praticantes de atividades físicas estão:

  • sede muito intensa;
  • sensação de perda de força;
  • fadiga generalizada;
  • dificuldade de realização de um movimento técnico facilmente realizado em condições normais;
  • cãibras.

Um estudo demonstrou também que a redução de 2% no peso corporal através da desidratação durante um treino pode levar a uma queda de até 10% no desempenho geral.

Quem tem maior risco de desidratação?

Além dos sintomas, outra questão precisa de atenção: crianças, idosos e praticantes de atividade física são grupos de pessoas mais propensas a desidratar. Veja com mais detalhes os motivos.

Crianças

As crianças adoram brincar ao ar livre, especialmente quando o tempo está quente. Os pais, no entanto, devem saber que as crianças ativas não se ajustam bem às temperaturas acima de 30ºC como os adultos. Elas têm uma proporção entre superfície corporal e peso muito maior que a de um adulto, produzindo mais calor durante a atividade física e suando menos que os adultos.

Além disso, as crianças geralmente não ingerem líquidos o suficiente para reabastecer os fluidos que perdem durante atividades prolongadas, já que estão ocupadas demais se divertindo. 

Como o mecanismo de estímulo da sede ainda não se desenvolveu totalmente, as crianças tendem a subestimar suas necessidades hídricas. Sem a supervisão de adultos e constante oferta de fluidos, isso pode levar à desidratação com mais facilidade.

Embora bebês e crianças tenham maior risco de desidratação, gestantes e lactantes também precisam de atenção quanto à ingestão de água para permanecerem hidratadas. Uma boa recomendação é aumentar a ingestão de fluidos na fase de amamentação.

Idosos

Adultos mais velhos, em especial os idosos, estão entre os grupos de risco, uma vez que, mesmo quando saudáveis, sentem sede reduzida em comparação com adultos jovens. Em alguns casos, a simples perda de apenas 2% a 3% do fluido corporal, abaixo do que seria diagnosticado como desidratação “leve”, pode causar comprometimento físico e cognitivo. 

A demência, por si só, é um fator que aumenta seis vezes o risco de desidratação.

Um estudo publicado em Nutrition and Healthy Aging investigou o nível de conhecimento de 170 adultos mais velhos sobre a importância da hidratação. Cerca de 56% dos entrevistados relataram consumir mais de seis copos de fluido/dia, enquanto 9% relataram beber até três copos. 

A maioria dos entrevistados não sabia que a hidratação inadequada ou mudanças no estado de hidratação podem resultar em confusão, convulsões ou morte, o que mostra um déficit de conhecimento sobre a importância de uma boa hidratação.

A menor quantidade de água nos tecidos também é um sinal característico do envelhecimento. Ao nascermos, somos constituídos de 75% a 80% de água. Com a idade avançada, essa porcentagem vai baixando até cerca de 60%. 

Este fenômeno pode espelhar a redução da habilidade das células de absorverem água, levando à desidratação e relacionando-se com a perda da vitalidade.

Praticantes de atividade física

É um grupo que deve ter cuidado redobrado com a hidratação. Isso porque o organismo utiliza o suor para dissipar o calor produzido pelos músculos e pela exposição ao sol. Além disso, a prática esportiva em dias úmidos leva a uma perda maior de líquidos. Nesta situação, o suor é evaporado mais lentamente, e o corpo se mantém sobreaquecido, gerando mais suor e, por consequência, mais perda de água e eletrólitos.

Como se hidratar?

A desidratação compromete o funcionamento do organismo. Por isso, além de prestar atenção nos sintomas e nos grupos de risco, é preciso saber que hidratar o corpo é mais do que beber água. Existem alimentos, produtos e outras bebidas que ajudam neste processo.

Para saber mais sobre isso, siga a leitura aqui no blog com o post “Hidratação é mais do que beber água: saiba como se hidratar”.

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