A vitamina D é famosa por sua relação com o sistema imunológico e saúde dos ossos. Mas, a cada dia, a ciência aponta mais e mais processos do organismo que são influenciados pela vitamina D. Ela pode ajudar na perda de peso, na prevenção da diabetes e até mesmo na manutenção do humor. Conheça neste texto detalhes sobre as funções da vitamina D no nosso organismo, além de descobrir como ela é produzida em nosso organismo e como pode ser suplementada.

Direto ao ponto:

O que é vitamina D

Funções da vitamina D

Como produzimos vitamina D

Alimentos com vitamina D

Por que tomar vitamina D

Suplementos de vitamina D

Dosagem recomendada de vitamina D

Gestantes e vitamina D

Crianças e vitamina D

O que é vitamina D


A vitamina D não é uma vitamina. Por mais estranha que esta afirmação pareça, ela é verdadeira e tem origem na história. Quando se descobriu esta substância, achava-se que só os alimentos poderiam fornecê-la. Ela foi então batizada como vitamina D. No entanto, pesquisas realizadas na década de 1970 descobriram que se trata de um pré-hormônio, que poderia ser produzido pelo próprio corpo. Mas, como esta substância já era conhecida como vitamina, permaneceu assim. 

Funções da vitamina D

A vitamina D é essencial para a vida, funcionando como uma chave bioquímica que abre as portas de milhares de diferentes processos fundamentais para a vida. Estudos indicam que ela é responsável pela absorção do cálcio  e por “ligar” ou “desligar” mais de 2.000 genes. Conheça abaixo detalhes sobre algumas das suas funções. 

Absorção de cálcio

Faz com que o cálcio seja absorvido no intestino, passando para a corrente sanguínea, e depois depositado nos ossos ou usado em outras funções no organismo. A vitamina D também permite a entrada de cálcio nas células musculares, aumentando a capacidade de contração dos músculos que, como consequência, aumenta o volume de massa muscular, o tônus e a força.

Fortalecimento do sistema imunológico

Durante infecções respiratórias transmissíveis, como gripes e resfriados, a vitamina D diminui a liberação de citocinas envolvidas na inflamação pulmonar e aumenta a quantidade de macrófagos, fortalecendo a imunidade inata. Imunidade inata é aquela que atua na primeira linha de defesa, agindo rapidamente para neutralizar ameaças. Esses macrófagos irão, literalmente, “comer” os vírus ou bactérias e assim apresentá-los aos nossos linfócitos T para que eles desenvolvam um reconhecimento desses invasores, o que é conhecido como imunidade adquirida.  

Já quando os níveis da vitamina estão baixos pode acontecer o desenvolvimento de células T autorreativas, que atacam células saudáveis e aumentam as chances de doenças autoimunes, como artrite reumatoide e esclerose múltipla. 

Perda de peso

Níveis baixos de vitamina D podem interferir na eficácia da leptina, um dos hormônios que causam a sensação de saciedade. 

Prevenção de diabetes

Pesquisas mostram que as pessoas com níveis mais altos de vitamina D no sangue têm o risco de desenvolver diabetes reduzido para níveis entre 1/3 e 1/5 , quando comparadas com pessoas com níveis baixos da vitamina.

Manutenção do humor

Níveis baixos de vitamina D estão associados a uma maior incidência de depressão. Estudo já encontrou efeitos positivos da suplementação da vitamina comparáveis aos efeitos dos antidepressivos. 

Gestação saudável

Níveis adequados de vitamina D durante a gestação podem reduzir os riscos de diabetes gestacional, nascimento prematuro e pré-eclâmpsia. Estudos revelaram redução de 60% na pré-eclâmpsia, 50% no diabetes gestacional e 40% no parto prematuro.

Descobertas sobre a vitamina D

Além de todas estas funções já reconhecidas, estudos encontraram indícios de sua participação em uma série de outros processos vitais. Entre esses, estão:

  • Proteção contra a demência;
  • Auxílio no combate à hipertensão;
  • Redução da mortalidade por certos tipos de câncer;
  • Melhora da dermatite em crianças.

Saiba mais sobre estas e outras novas descobertas da ciência sobre a vitamina D em reportagem da revista Essentia Pharma.

Tipos de vitamina D

A vitamina D pode ser assimilada sob duas formas:

  • D2 – através de alguns alimentos;
  • D3 – através da exposição ao sol, suplementos e alguns tipos de peixes.

Ambos os tipos de vitamina precisam ser convertidos pelo organismo para sua forma ativa (calcitriol) para que possam executar suas funções. 

Como produzimos vitamina D

Praticamente 90% da vitamina D3 que precisamos vêm da nossa própria produção. É como se fizéssemos  fotossíntese. O processo é ativado pela radiação UV-B na pele (desde que não estejamos utilizando protetor solar) em comprimentos de onda específicos, que vão de 290 a 315 nanômetros. Quando estamos no inverno, há uma redução na potência dos raios solares, assim como há uma diminuição nas regiões mais distantes da linha do Equador, o que dificulta a nossa produção natural da vitamina. 

Alimentos com vitamina D

Alguns alimentos podem fornecer vitamina D2, e outros vitamina D3, com diferentes concentrações. Confira:

  • Cogumelo Shitake: 800UI de vitamina D2 a cada 50g;
  • Óleo de fígado bacalhau: 1.360UI de vitamina D3 a cada colher de sopa;
  • Atum: 154UI de vitamina D3 a cada posta de 100g;
  • Salmão: 794UI de vitamina D3 a cada filé de 100g.

Por que tomar vitamina D

Mesmo podendo ser produzida pelo organismo, ou encontrada em alimentos, a vitamina D é um nutriente em falta para a maioria das pessoas. O índice ideal da vitamina no sangue é de 40 a 80ng/ml, no entanto, estudos indicam que 45% dos brasileiros apresentam insuficiência, com índices entre 20ng/ml e 32ng/ml. Já 28% da população apresenta deficiência, com níveis abaixo de 20ng/ml. 

Entre os idosos, a carência é ainda maior. Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, valores inadequados da vitamina foram encontrados em 85% dos idosos moradores da cidade de São Paulo.

Suplementos de vitamina D

Uma  opção segura para recuperar e manter os índices da vitamina em níveis adequados é a ingestão direta através de suplementos específicos de vitamina D. A suplementação eficiente precisa estar na forma de vitamina D3, também conhecida como colecalciferol, uma vez que a vitamina D2 apresenta apenas de 30% a 50% da potência biológica da vitamina D3 para ser convertida na forma metabolicamente ativa desta vitamina dentro do corpo, que é o calcitriol.

Absorção da vitamina D

A vitamina D é uma substância lipossolúvel. Ou seja, sua absorção depende da presença de gordura durante a digestão. Por isso, os suplementos precisam conter alguma fonte de gordura em sua formulação. Muitos apostam no óleo de soja ou de milho, porém, é comum que essas fontes causem processos alérgicos. Estudos apontam que a combinação de gorduras monoinsaturadas (ômega-9), como as presentes no azeite de oliva extravirgem, e gorduras saturadas de cadeia média, como as presentes no óleo de coco (triglicerídeos de cadeia média (TCM)), são capazes de impulsionar a absorção da vitamina a níveis mais elevados, enquanto também entregam outros benefícios para o organismo. 

Dosagem recomendada de vitamina D

De acordo com os resultados do exame de sangue de cada pessoa, o médico ou nutricionista irá determinar a dosagem adequada para manter níveis ideais de vitamina D (32 a 80ng/ml). Normalmente, a suplementação diária média para manutenção dos níveis ideais é de 2.000ui/dia para adultos. Porém, em casos de deficiência comprovada, doses de 4.000ui a 8.000ui por dia, durante três meses, geralmente são adequadas para atingir o patamar ideal.

Melhor horário para tomar vitamina D

A vitamina D é absorvida quando em contato com meios gordurosos, por isso, dê preferência a tomar a Vitamina D junto às refeições, para aumentar ainda mais a absorção pelo organismo.

Risco de excesso de vitamina D

Alguns profissionais de saúde temem que a vitamina D em excesso provoque pedras nos rins. Esse receio, à primeira vista, pode fazer sentido, pois a vitamina D está envolvida na absorção do cálcio e poderia aumentar o risco de pedras nos rins. A teoria tem o que se chama de “validade aparente”, o que significa que soa bem. No entanto, dois estudos recentes descobriram exatamente o oposto: quanto menor o nível de vitamina D, maior o risco de pedras nos rins.

Como ocorre com qualquer substância, os excessos podem se tornar tóxicos, mas se descobriu que as doses de vitamina D para se tornarem tóxicas são muito maiores do que anteriormente se acreditava. Embora a grande maioria das pessoas que toma suplementos de D3 não apresente nenhum problema, a possibilidade do seu excesso pode acontecer se, de maneira errônea, alguém ingerir mais que 40.000ui por dia, por mais de dois meses, ou uma imensa única dose.

Como medir o nível de vitamina D

Os principais sintomas da falta de vitamina D são fraqueza muscular, cansaço, dores e sensação de mal-estar geral. Porém, o diagnóstico só pode ser conclusivo através de um exame de sangue.

Gestantes e vitamina D

De acordo com o National Institutes of Health (NIH), a interrupção no uso de pílulas anticoncepcionais pode levar a uma queda nos níveis de vitamina D. Para crianças, o baixo nível da vitamina na mãe tem sido associado a um aumento do risco de parto prematuro e baixo peso ao nascer (<2.500 gramas). A deficiência da vitamina D em mulheres grávidas tem sido associada com um aumento do risco de pré-eclâmpsia e diabetes gestacional.

Crianças e vitamina D

A vitamina D está relacionada não somente ao desenvolvimento e à manutenção da saúde óssea, mas também à redução do risco de obesidade e diabetes, além de aumentar a imunidade. Níveis saudáveis da vitamina promovem a absorção do cálcio e, por essa razão, durante a infância, a deficiência dessa vitamina pode causar retardo do crescimento, anormalidades ósseas e aumento do risco de fraturas na vida adulta. 

Como vimos, alimentos fornecem baixas quantidades de vitamina D, e a nossa produção é altamente dependente da exposição ao sol. No caso das crianças, este cenário é agravado pela rejeição a diversos alimentos e pela dificuldade em serem levadas para banhos de sol rotineiros. Se antes era preciso limitar o tempo das crianças na rua, hoje os pais precisam insistir para que elas busquem o sol. Com isso, observa-se, ano após ano, o aumento da incidência de carência nutricional dessa vitamina na infância.

Se houver a necessidade de suplementação, há no mercado vitaminas em forma de gomas, mais atraentes para as crianças. Os pais, no entanto, devem ficar atentos à dosagem da vitamina D, para que seja efetiva, e aos demais componentes da fórmula. O ideal é evitar produtos que levem em sua composição açúcar, corantes artificiais e aromatizantes artificiais.

As informações fornecidas neste site destinam-se ao conhecimento geral e não devem ser um substituto para o profissional médico ou tratamento de condições médicas específicas. Assim, as informações contidas aqui não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Procure sempre o aconselhamento do seu médico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter a respeito de sua condição médica. Por fim, nunca desconsidere o conselho médico ou demore na procura de ajuda por causa de algo que tenha lido em nosso site e mídias sociais da Essential.

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