O sal do Himalaia ganhou fama já há alguns anos, mas algumas pessoas ainda têm dúvidas sobre seus benefícios. Ele é melhor mesmo que o sal de cozinha? E em relação a outros tipos de sal, como o azul ou o andino? Este texto responde a estas questões, além de abordar a função do sal no organismo e um pouco da importância histórica do sal para a humanidade.

O que é o sal rosa do Himalaia

O sal rosa do Himalaia é extraído de camas cristalizadas de sal cobertas com lava vulcânica há 200 milhões de anos. Sendo mantido nesse ambiente isolado, o sal do Himalaia é isento de agentes poluentes. Ele contém os mesmos 84 minerais que são encontrados no corpo humano, como cloreto de sódio, sulfato de cálcio, potássio, magnésio e outros. Por ser menos refinado – e manter seus cristais e flocos maiores -, o sal do Himalaia entrega uma quantidade menor de sódio por porção do que o sal branco de mesa.

Diferenças entre o sal rosa do Himalaia e outros tipos de sal

Agora que já sabemos o que é o sal rosa do Himalaia, vamos conhecer um pouco mais sobre os outros tipos de sal e o que os diferencia do sal rosa.

Sal de mesa

Normalmente o sal de mesa tem retirados quase todos os seus minerais, sobrando apenas cloreto de sódio. Ele é então branqueado com produtos químicos e aquecido a temperaturas extremamente altas. O sal recebe então a adição de iodo e é tratado com agentes antiaglomerantes, que são úteis durante o armazenamento do sal, mas muitas vezes prejudiciais ao nosso organismo, especialmente aos rins. 

Sal marinho

Assim como o sal rosa do Himalaia, o sal marinho tem preservados seus mais de 80 minerais importantes para o corpo. É, portanto, mais saudável que o sal refinado de cozinha. Porém, ao contrário do sal rosa, ele está sujeito à contaminação pela poluição dos oceanos.

Sal kosher

É um sal de cozinha cujos cristais de cloreto de sódio são maiores que o sal refinado. Quimicamente, não há praticamente diferenças entre o sal de mesa e o sal kosher. O grande diferencial entre eles é o tamanho dos grãos.

Sal negro

O “sal negro” é, na verdade, um sal de ervas produzido de acordo com receita típica da Índia e Paquistão. É feito através da combinação de sal do Himalaia e de ervas e frutos da região. Devido a essa composição, o Sal do Himalaia incorpora os seus minerais com os efeitos terapêuticos das três frutas que compõem a Triphala (amla, beheda e harada) e das diversas ervas que fazem parte de sua constituição.

Sal azul

O sal azul da Pérsia, também conhecido como sal do Irã ou ainda sal azul do Paquistão, é um sal-gema extraído das mais antigas minas de sal do mundo. Ele tem esse nome por ser cravejado de cristais de um azul profundo, proveniente do mineral silvinita. Esse mineral se fixa nos cristais de sal pela pressão da rocha montanhosa. Quando não processado, o sal azul também contém os 84 minerais importantes para o funcionamento do organismo.

Sal dos Andes

Extraído de desertos de sal como o Uyuni, na Bolívia, este sal não tem origem em antigos lagos de água do mar, como muitos pensam. Este sal tem origem em erupções vulcânicas, que despejaram, em lagos de água doce, toneladas de lava enriquecida com sais minerais. Com o tempo, o clima seco evaporou a água e criou uma placa salgada exposta ao tempo.

Funções do sal no organismo

Ao contrário de outros nutrientes, o sal não precisa ser transformado para ser aproveitado pelo organismo. Uma vez em nosso corpo, o sal se dilui no sangue e flui através de mais de 90.000 quilômetros de vasos sanguíneos para todos os órgãos. No sistema nervoso, por exemplo, os minerais presentes no sal permitem transmissão dos estímulos sensoriais para o cérebro e, em sentido contrário, os comandos para contrações musculares. Os minerais também atuam como “porteiros”, regulando a entrada e a saída de água das células, garantindo níveis corretos de hidratação

Sal na história da humanidade

Nossos ancestrais pré-históricos já estavam cientes da importância crucial do sal. Onde quer que encontrassem sal, guardavam-no como um tesouro. Durante o Império Romano, os soldados eram pagos com sal, gerando, em latim, o termo “salarium”. Daí a origem da palavra “salário” que conhecemos. Nesta época, o sal era considerado mais importante para a sobrevivência do que o ouro. Por toda a Europa, emergiram as rotas de sal sobre as quais o “ouro branco” era produzido, transportado e negociado. Os nomes de algumas cidades dão testemunho dessa época, como Salzburg (fortaleza de sal) ou Salzuflen (floresta de sal), por exemplo.

Situações nas quais o sal é prejudicial

Como vimos, a vida não é possível sem sal. Mas nosso consumo excessivo de sal está nos matando. Isso porque nosso sal comum de mesa não tem mais nada em comum com o cristal de sal original do qual estamos falando aqui. Atualmente, o sal é principalmente cloreto de sódio, e não sal.

Além disso, hoje consomem-se grandes quantidades de comidas processadas. Estes alimentos contêm quantidades grandes de sal, normalmente de sal branco.

Então, para buscar uma melhoria na alimentação, não se trata de apenas limitar o nosso consumo de sal. É recomendável substituir o sal branco ultraprocessado por um sal com maior riqueza em minerais. Além disso, é importante preferir alimentos naturais, caseiros e integrais. Estes contêm quantidades menores de sal e podem, em alguns casos, ser feitos com sal do Himalaia. 

 

Referências

What Happens When You Swap Table Salt For Himalayan Salt
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