Postado por admin em 15/mar/2016 -
A equipe explica na revista Scientific Reports que o óleo de peixe ativa receptores no trato digestivo, aciona o sistema nervoso simpático, e induz as células de armazenamento para metabolizar a gordura.
Nem todos os tecidos de gordura armazenam gordura. As chamadas células “brancas” armazenam gordura para manter o fornecimento de energia, enquanto que as células “marrons” metabolizam a gordura para manter uma temperatura corporal estável. Células marrons são abundantes em bebês, mas diminuem em número na vida adulta.
Um terceiro tipo de células gordurosas – as células “bege” – foi recentemente encontrado em humanos e camundongos, e este tipo tem sido demonstrado que funciona como as células marrons. No entanto, as células bege também reduzem em número quando as pessoas se aproximam da meia-idade; sem essas células de metabolização, a gordura continua se acumulando por décadas sem nunca ser usada.
Os cientistas investigaram se o número dessas células bege poderia ser aumentado através do consumo de certos tipos de alimentos.
“A partir de pesquisas anteriores, tínhamos o conhecimento que o óleo de peixe fornece enormes benefícios para a saúde, incluindo a prevenção do acúmulo de gordura”, relata o autor sênior Teruo Kawada. “Testamos se poderia haver uma relação entre o óleo de peixe e um aumento das células bege.”
A equipe alimentou um grupo de camundongos com comida gordurosa, e outros grupos com alimentos gordurosos aditivados com óleo de peixe. Os animais que comeram alimentos com óleo de peixe ganharam 5 a 10% menos peso e 15 a 25% menos gordura, em comparação com aqueles que não consumiram o óleo.
Eles observaram também que células bege se formaram a partir de células de gordura branca quando o sistema nervoso simpático foi ativado, o que significa que certas células de armazenamento de gordura adquiriram a capacidade de metabolização.
“Há tempo que as pessoas dizem que os alimentos do Japão e do Mediterrâneo contribuem para a longevidade, mas a razão para tal está em debate”, acrescenta Kawada. “Agora temos uma melhor visão para a compreensão.”
Referências:
http://www.eurekalert.org/pub_releases/2015-12/ku-foh121615.php
Estudo
Kim, M; Goto, T, et al. Fish oil intake induces UCP1 upregulation in brown and white adipose tissue via the sympathetic nervous system. Nature – Scientific Reports. 2015. doi:10.1038/srep18013
Postado por admin em 14/mar/2016 -
– 2 barras de Chocolift (80 g);
– 50 ml de leite sem lactose;
– 1 scoop de Vanilla Whey (30 g);
– 1 sache de D-Ribose (5 g); (opcional)
– 1 sache de Glutamina (5 g); (opcional)
– 1 colher de sopa rasa de Sweetlift Cook (7 g);
– 1 clara pequena em neve (30 g);
Caso você ainda não possua D-Ribose e Glutamina, não tem problema! Sua Mousse não perderá o
sabor e a receita não irá “desandar”. Experimente!
– Dissolver o Vanilla Whey no leite em temperatura ambiente;
– Quebrar em quadrados o Chocolift. Levar ao micro por 20 segundos e mexer bem. Derreter por mais 20 segundos;
– Misturar a calda de Vanilla Whey com o Chocolift até obter um creme homogêneo;
– Acrescentar o sachê de D-Ribose, a Glutamina e o Sweetlift Cook. Mexer bem;
– Bater com um “mixer de mão” ou “fuet”, até ficar bem aerado. Cerca de 5 minutos;
– Incorporar a clara em neve ao creme. A mousse rende 300 ml;
– Deixar na geladeira por 1 hora antes de comer;
– Servir com farofa de Castanhas desejada e calda de chocolate.
Postado por admin em 09/mar/2016 -
Liutkevičius e colegas descreveram como criaram – e testaram – duas versões diferentes de uma bebida à base de soro de leite. Enquanto ambas as versões tinham vitamina D e fibra alimentar prebiótica adicionadas, uma foi enriquecida com fosfato de cálcio, e a outra com lactato de cálcio.
O objetivo do estudo foi determinar o quanto os aditivos escolhidos com foco na saúde afetariam as qualidades ‘físico-químicas e sensoriais’ das bebidas, bem como quais os efeitos resultantes sobre a saúde dos voluntários.
Primeiramente, provadores profissionais – e depois, algumas pessoas não profissionais – julgaram o gosto e aparência de ambas as bebidas. Enquanto não encontraram nenhuma diferença significativa no apelo visual das duas fórmulas, a versão feita com fosfato de cálcio, após período de armazenamento, não resultou tão saborosa.
Desde que o sabor é muito importante, somente a formulação com lactato de cálcio foi oferecida a 30 voluntários contra uma bebida controle para testes adicionais. Como explicam os pesquisadores, é essencial que qualquer ‘bebida funcional’ tenha um bom sabor: “Às vezes, os consumidores concordam em comprometer atributos sensoriais por outros benefícios percebidos, como o valor nutricional ou país de origem do produto. No entanto, se os atributos sensoriais do produto não atendem suas expectativas, é improvável que esse produto seja usado novamente. Hoje em dia, pode-se encontrar muitas opções de produtos funcionais com os mesmos ingredientes e o mesmo efeito sobre a saúde, de modo que as propriedades sensoriais dos produtos devem atender às expectativas dos consumidores a fim de incentivá-los a incluir os produtos em sua dieta”.
E sobre aquele efeito sobre a saúde? Após 21 dias consumindo a bebida, a análise de sangue dos voluntários mostrou uma diminuição significativa nos níveis do colesterol LDL (P <0,01) e concentrações de triglicerídeos (P <0,01) – alterações susceptíveis de gerar um impacto benéfico sobre suas vidas.
Este estudo de acesso aberto dá uma fascinante visão sobre a concepção e produção das atuais “bebidas funcionais”. Ele também mostra claramente alguns passos simples – como a escolha de uma determinada bebida – para melhorar a saúde.
Referências:
http://www.sciencedaily.com/releases/2015/12/151215093933.htm
Postado por admin em 04/mar/2016 -
Pense nisso: seu cérebro está sempre ligado. Ele cuida de seus pensamentos e movimentos, sua respiração, os batimentos cardíacos, os seus sentidos, trabalhando duro 24/7, mesmo enquanto você está dormindo. Isso significa que seu cérebro necessita de um fornecimento constante de combustível. O “combustível” vem dos alimentos que você come – e o que está contido nesse combustível faz toda a diferença. Simplificando, o que você come afeta diretamente a estrutura e função cerebral e, finalmente, o seu humor.
Como um carro caro, seu cérebro funciona melhor quando recebe combustível premium. Comer alimentos de alta qualidade que contêm grande quantidade de vitaminas, minerais e antioxidantes nutrem o cérebro e o protegem de estresse oxidativo – o “desperdício” (radicais livres), produzido quando o corpo utiliza oxigênio, pode danificar as células.
Infelizmente, assim como um carro caro, seu cérebro pode ser danificado se ingerir qualquer coisa diferente que não seja um combustível de alta qualidade. Se substâncias de má qualidade (como as que você obtém a partir de alimentos muito processados ou refinados) chegam ao cérebro, ele tem pouca capacidade para se livrar deles. As dietas ricas em açúcares refinados, por exemplo, são prejudiciais para o cérebro. Além de agravar a regulação do seu corpo quanto à insulina, elas também promovem a inflamação e estresse oxidativo. Vários estudos encontraram uma correlação entre uma dieta rica em açúcares refinados e função cerebral prejudicada – e até mesmo um agravamento dos sintomas de transtornos de humor, como depressão.
Isso faz sentido. Se o seu cérebro é privado de boa qualidade nutricional, ou se os radicais livres ou células inflamatórias prejudiciais estão circulando dentro do espaço fechado do cérebro, contribuindo para a lesão do tecido cerebral, as consequências são de esperar. O interessante é que, durante muitos anos, a área médica não reconheceu plenamente a relação entre o humor e os alimentos.
Hoje, felizmente, o florescente campo da psiquiatria nutricional está encontrando muitas consequências e correlações entre não só o que você come, como se sente, e como finalmente se comporta, mas também os tipos de bactérias que vivem em seu intestino.
A serotonina é um neurotransmissor que ajuda a regular o sono e apetite, modera humores e inibe a dor. Uma vez que cerca de 95% da sua serotonina é produzida no trato gastrointestinal, e este sendo forrado com uma centena de milhões de células nervosas, ou neurônios, faz sentido que o funcionamento interno de seu sistema digestivo não apenas o ajudará a digerir o alimento, mas também orientará suas emoções. Além do mais, a função desses neurônios – e a produção de neurotransmissores como a serotonina – é altamente influenciada pelos bilhões de bactérias “boas” que compõem o seu microbioma intestinal. Essas bactérias desempenham um papel essencial na sua saúde: protegem o revestimento do intestino e garantem uma forte barreira contra toxinas e bactérias “ruins”; limitam a inflamação; melhoram a absorção de nutrientes do alimento; e ativam as vias neurais que viajam entre o intestino e o cérebro.
Estudos têm demonstrado que quando as pessoas tomam suplementos contendo probióticos (bactérias boas), seus níveis de ansiedade, percepção de estresse e perspectiva mental melhoram, em comparação com pessoas que não tomam probióticos. Outros estudos compararam as dietas “tradicionais”, como a dieta mediterrânea e a dieta tradicional japonesa, a uma típica dieta “ocidental” e mostraram que o risco de depressão é de 25% a 35% mais baixo quem tem o hábito de uma dieta “tradicional”. Os cientistas apontam que a presença de vegetais, frutas, grãos não processados e frutos do mar, e a pouca quantidade de carnes magras e produtos lácteos, são os responsáveis por esta diferença. Também estas dietas possuem pouco alimento altamente processado ou açúcares, que são modelos da dieta “ocidental”. Além de que, muitos dos alimentos não tão processados (dieta “tradicional”) são fermentados, e, portanto, atuam como probióticos naturais. A fermentação usa bactérias e leveduras para converter os açúcares dos alimentos em dióxido de carbono, álcool, e ácido láctico – sendo usada para proteger os alimentos e adicionar um sabor agradável (e textura).
Isso pode soar não plausível para você, mas a noção de que as bactérias boas não só influenciam o que acontece no seu intestino, mas também o grau de inflamação por todo o corpo, bem como o seu nível de humor e energia, está ganhando força entre os pesquisadores. Os resultados até agora têm sido bastante surpreendentes.
Comece a prestar atenção à forma como os alimentos fazem você se sentir – não apenas no momento, mas no dia seguinte. Tente ingerir uma dieta “limpa” por 2 a 3 semanas – o que significa cortar todos os alimentos processados e açúcar. Adicione alimentos fermentados como kimchi, miso, chucrute, picles, ou kombucha. Você também pode querer tentar retirar o leite – ou mesmo os grãos. Veja como você se sente. Então, lentamente introduza os alimentos de volta em sua dieta, um por um, e veja como você se sente.
Quando pacientes fazem essa experiência, eles ficam surpresos como se sentem melhor fisicamente e emocionalmente, e como, em seguida, se sentem piores ao reintroduzirem os alimentos conhecidos por aumentar a inflamação. Faça você a experiência!
Postado por admin em 02/mar/2016 -
Postado por admin em 26/jan/2016 -
Comprovando este não ser o caso, em 43 crianças, o Dr. Robert Lustig e sua equipe da Universidade da Califórnia, San Francisco, observaram uma redução dos níveis de triglicerídeos, em média, 33 pontos. O colesterol – ruim – LDL caiu 5 pontos, assim como a pressão arterial diastólica, ao número mais baixo.
Com a normalização dos níveis de insulina e açúcar no sangue, todas as crianças tiveram reduzido drasticamente o risco de diabetes. Em apenas 10 dias! E mesmo que o estudo tenha sido feito em crianças, não há nenhuma razão para acreditar que os benefícios não se estenderiam também aos adultos.
Isso se relaciona ao que antes era uma ideia indizível – de fato, as calorias não são criadas iguais.
Mesmo que amemos o princípio simples de contagem de calorias, existem algumas que são piores que outras e, para a maioria das pessoas, o açúcar está no topo da lista. O açúcar de mesa é a sacarose, composta de partes iguais de glicose e frutose. Mas, Lustig explicou que é a frutose que é a presença maligna.
Nossos corpos usam a glicose como fonte de energia preferida, desde que é facilmente metabolizada e usada em praticamente qualquer lugar, e o que sobra é armazenada em nossos músculos ou fígado como glicogênio.
Infelizmente, esse não é o caso da frutose, a qual é metabolizada em apenas um local – no fígado. E, porque o fígado só pode lidar com ela aos poucos, o adicional é convertido em gordura. Seu fígado começa a acumular gordura, que é descontroladamente insalubre. Pior ainda, o excesso de gordura vai para sua corrente sanguínea, aumentando o risco de doenças cardíacas e derrames.
Nos tempos antigos, antes do açúcar e xarope de milho com alta presença de frutose (que são basicamente a mesma coisa) se tornarem tão baratos para serem produzidos e refinados, tínhamos somente a frutose em pequenas quantidades, ou seja, nas frutas. Até mesmo o mel era protegido pelas abelhas.
Hoje em dia, consumimos 59kg por ano – ou cerca de 1/3 de 450gr por dia. Os nossos fígados, no entanto, não evoluíram para manter o ritmo desse aumento vertiginoso. Como resultado, uma bebida açucarada atinge seu fígado como uma onda tsunami, de acordo com Lustig.
Há mais uma coisa peculiar sobre a frutose: Ao contrário de outras fontes de calorias, ela não suprime o hormônio da fome, conhecido como grelina. Assim, apesar do seu alto consumo, a sensação de satisfação não ocorre.
Resultado: você continua comendo. Além disso, a frutose tem como alvo no cérebro, o núcleo accumbens, também conhecido como o centro de recompensa. Acontece que a frutose dá a este núcleo uma sensação de recompensa, ou até mesmo euforia, e – claro – querer comer ainda mais.
Enquanto muitos estudos de dieta derivam a maior parte dos benefícios como resultado do comer menos, este não é o caso do estudo de Lustig. Os participantes reduziram o consumo de açúcar na dieta de 28% para 10%, substituindo-o por outros carboidratos complexos. O objetivo não era perder peso, mas isolar o impacto do açúcar no corpo.
Então, ao cortar o açúcar, agora você sabe que o seu corpo vai agradecê-lo em tão pouco tempo como 10 dias.
Referências:
http://edition.cnn.com/2015/11/03/health/gupta-sugar-study-kids/
Postado por admin em 28/dez/2015 -
No último vídeo de BrainCraft, “Por que amamos o açúcar?”, Vanessa Hill explica que somos conectados ao amor pelo açúcar desde cedo. Na década de 1970, pesquisadores deram a bebês três soluções inofensivas com diferentes gostos, incluindo doce, azedo e amargo. Depois da solução doce, os bebês mostraram expressões faciais positivas – sorriram e lamberam os lábios. Após os gostos azedo e amargo, eles franziram os lábios, o nariz, e colocaram a língua para fora. Isto sugere que recém-nascidos e bebês têm uma preferência inata por algo doce.
No entanto, o nosso caso de amor com o açúcar pode ser tão prejudicial como fumar ou beber muito álcool. Quando ingerimos açúcar, os receptores de doçura em nossa língua, pâncreas e intestino sentem dois açúcares simples, glicose e frutose. Esses açúcares são encontrados naturalmente em frutas, em alguns vegetais, e no açúcar de mesa. Eles também são adicionados aos doces e uma grande quantidade de alimentos processados.
O corpo gosta de glicose porque nossas células dependem dela para a energia; quando ela entra no corpo, o pâncreas começa a produzir insulina. O cérebro entende que estamos metabolizando o que acabamos de comer, dizendo ao nosso corpo que temos menos fome. Ao contrário da glicose, a frutose só pode ser metabolizada pelo fígado porque o corpo não pode usar toda essa energia, o que significa que há mais calorias para armazenarmos.
A forma como a frutose se comunica com o cérebro pode ser enganadora. Sem as fibras das frutas e legumes, que interferem com a leptina – o hormônio responsável pela produção de uma sensação de saciedade-, pensamos que ainda estamos com fome e continuamos a comer, mesmo que já tenhamos consumido muitas calorias.
Quando os açúcares tocam os receptores de doçura na língua, acendem as vias de recompensa no cérebro e liberam neurotransmissores como a dopamina, e, obviamente, nos fazendo sentir realmente bem. É por isso que permanecemos em um ciclo vicioso com os doces, desde que eles nos fazem sentir tão bem que continuamos a comê-los.
Como conclusão: não podemos controlar quando o cérebro e corpo vão querer algo doce. No entanto, reduzindo a quantidade de açúcar pode ajudar a mediar o nosso relacionamento prejudicial com ele, evitando desejá-lo tanto.
Artigo traduzido por Essential Nutrition
Referências:
http://www.medicaldaily.com/pulse/sweet-life-sugar-impacts-brain-chemistry-increase-sweet-cravings-despite-satiety-361580
Postado por admin em 09/dez/2015 -
Por algum tempo, os cientistas sabem que o exercício extenuante entorpece a dor de maneira breve e aguda. Como os músculos começam a doer durante um exercício prolongado, o corpo normalmente libera opiáceos naturais, como endorfinas e outras substâncias que podem contribuir para arrefecer um pouco o desconforto. Esse efeito, que os cientistas se referem como hipoalgesia induzida pelo exercício, geralmente começa durante o treino e perdura por talvez 20 ou 30 minutos depois.
Mas se o exercício altera a resposta do corpo à dor em longo prazo, mais premente para a maioria de nós seria saber se tais alterações se desenvolvem em treinos moderados.
Assim, para o novo estudo, que foi publicado na Medicine & Science in Sports & Exercise, pesquisadores da Universidade de New South Wales e do instituto Neuroscience Research Australia, ambos em Sydney, recrutaram 12 adultos jovens e saudáveis, mas inativos que manifestaram interesse em se exercitar, e outros 12 semelhantes em idade e níveis de atividade, mas que preferiram não se exercitar. Então, todos foram conduzidos ao laboratório para determinar como reagiam à dor.
A resposta à dor é altamente individual e depende de nosso limiar, que é o ponto em que começamos a senti-la, sua tolerância ou a quantidade de tempo que podemos suporta-la, antes de cessarmos o que estiver a causando.
No novo estudo, os cientistas mediram o limiar da dor, utilizando uma sonda que, aplicada ao braço de uma pessoa, exerce uma pressão crescente contra a pele. Os voluntários foram orientados a dizer “pare” quando essa pressão passasse de desagradável para dolorosa, o que estaria violando o seu limiar de dor.
Os pesquisadores determinaram a tolerância à dor de forma mais elaborada, amarrando uma cinta de pressão arterial (manguito) na parte superior do braço dos voluntários e progressivamente apertando-a enquanto os voluntários agarravam e apertavam um dispositivo de teste especial em seus punhos. Essa atividade não é divertida, como qualquer pessoa que tenha usado um manguito de pressão arterial pode imaginar, mas os voluntários foram encorajados a continuar apertando o dispositivo por tanto tempo quanto possível, um período de tempo que representou a sua tolerância à dor de linha de base.
Em seguida, o grupo que faria atividade física realizou um programa de ciclismo estacionário moderado por 30 minutos, três vezes por semana, durante seis semanas. No processo, os voluntários tornaram-se mais aptos, com a sua capacidade aeróbica e cargas de trabalho de ciclismo crescentes a cada semana, embora alguns melhoraram mais do que outros.
Os outros voluntários continuaram com suas vidas como tinham antes do início do estudo.
Após seis semanas, todos os voluntários retornaram ao laboratório, e os seus limiares e tolerâncias de dor foram testados novamente. Sem surpresa, os voluntários do grupo de controle não mostraram alterações em suas respostas à dor.
Mas os voluntários do grupo exercício exibiram substancialmente maior capacidade de suportar a dor. Seus limiares não haviam mudado – eles começavam a sentir dor no mesmo ponto que sentiam antes. Mas sua tolerância aumentou e continuavam com a atividade de preensão desagradável por muito mais tempo do que antes.
“Para mim”, disse Matthew Jones, um pesquisador da Universidade de New South Wales que liderou o estudo, “os resultados sugerem que os participantes que se exercitaram haviam se tornado mais estoicos e talvez não sentissem a dor como uma ameaça, mesmo embora ainda doesse tanto quanto”, uma ideia que se encaixa com a arraigada crença anedótica sobre a fortaleza física dos atletas.
Porque não se examinou os efeitos fisiológicos além da resposta à dor, no entanto, o estudo não pode explicar exatamente como o exercício altera a nossa experiência de dor, embora contenha sugestões. Os limiares de dor e tolerâncias foram testados usando os braços, Mr. Jones apontou, enquanto os praticantes treinaram principalmente as pernas. Desde que as mudanças na resposta à dor eram evidentes nos órgãos superiores, as conclusões sugerem que “algo que ocorre no cérebro provavelmente é responsável pela mudança”.
As implicações do estudo são consideráveis, diz o Sr. Jones. Mais obviamente, os resultados nos lembram que quanto mais tempo ficarmos com um programa de exercícios, menos desconforto físico sentiremos, mesmo com aumento de esforços. O cérebro começa a aceitar que somos mais fortes do que havíamos pensado, e isso nos permite continuar por mais tempo, embora a dor não tenha diminuído.
O estudo também poderia ser significativo para pessoas que lutam com a dor crônica, afirmou Jones. Embora qualquer pessoa nessa situação deve consultar um médico antes de começar a se exercitar, a experiência sugere que quantidades moderadas de exercício podem mudar a percepção da dor e ajudá-la a “ser capaz de melhor realizar atividades da vida diária”.
Referências:
http://well.blogs.nytimes.com/2014/08/13/how-exercise-helps-us-tolerate-pain/?_r=0
Postado por admin em 09/dez/2015 -
Gretchen Reynolds, do The New York Times, destaca um pequeno estudo de Boulder, Colorado, que recomenda aos idosos a corrida. Pesquisadores da Universidade do Colorado e Universidade Estadual Humboldt, em Arcata, Califórnia, notaram que os caminhantes durante o envelhecimento tendiam ao declínio ao longo do tempo. Será que o declínio é inevitável, ou será que poderia haver algo mais, eles se perguntavam.
O estudo contou com 30 homens e mulheres com idade entre 60 a 70. O grupo foi dividido em dois; metade do grupo foi encarregado de caminhar por 30 minutos, três vezes por semana, enquanto a outra metade foi encarregada de correr o mesmo tempo e frequência. A equipe de pesquisa, na conclusão do estudo, mediu o consumo de oxigênio e biomecânica enquanto ambos os grupos caminhavam em uma esteira.
Descobriram que o grupo corrida caminhava muito mais eficientemente em comparação com o grupo caminhada. Os pesquisadores especulam que a diferença está dentro das células musculares e a quantidade de mitocôndrias produzidas.
As mitocôndrias fornecem energia, o que permite que as pessoas se movam mais com menos esforço. Além do mais, os corredores possuem uma melhor coordenação muscular do que os seus homólogos caminhantes, o que significa que os corredores são capazes de ir mais longe sem consumir tanta energia.
A boa notícia é que não é tarde demais para começar. Justus Ortega, um professor associado de cinesiologia na Universidade Humboldt, que liderou o estudo, declarou: “Alguns de nossos voluntários não corriam antes de seus 60 anos”.
Artigo traduzido por Essential Nutrition
Referências:
http://bigthink.com/ideafeed/if-you-want-to-delay-aging-run-dont-walk
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